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Guardo uma opinião que poderá ser questionada, mas dificilmente mudarei a minha avaliação sobre o tema. Com algumas meninas em evidência, costumo ter muita dificuldade para agendar horário, o que é compreensível e não insisto pela vaga. Há, no entanto, um detalhe que me parece erro de estratégia. Quantos foristas escrevem TDs atualmente? Quantos possuem a credibilidade que somente os anos conferem? Quem traz novos clientes, o cliente que não escreve nem uma linha sequer ou o forista em atividade nos fóruns? Quantos foristas sabem escrever com entusiasmo e originalidade? Não diria nem que são poucos porque são muito poucos, se eliminarmos o plágio. Apesar disso, mesmo quando a garota conhece a origem e a dedicação do forista que disserta sobre os encontros, ela não se esforça mais do que o necessário para poder atendê-lo. É uma opção que eu respeito, mas não posso deixar de considerar uma escolha equivocada. Hoje, inclusive, recebi uma resposta malcriada de uma que atende em um prédio no Largo da Carioca. Resultado: risco da lista definitivamente, não me interessa mais nem saber se é boa, feia ou bonita.
Quem escreve um TD com o cuidado de relatar os fatos de forma vigorosa, que transmita as mesmas emoções sentidas durante o ato, sabe o trabalho que dá e os longos minutos que isso nos toma. E os foristas que escrevem não recebem nada para escrever; pelo contrário, eles pagam para divulgar o nome da mulher na comunidade. O retorno disso, se considerássemos uma profissional atenta e inteligente, seria um tratamento diferenciado para esses foristas, uma consideração maior por eles. No meu caso, que estou na terceira idade, tenho prioridade até por força da lei. É aquilo, tudo na vida tem o lado bom e o lado mau; o lado bom é que vou eliminando das minhas preferências as meninas que me dispensam e com isso economizo para novas descobertas; o lado ruim é que a decepção se torna inevitável quando confirmamos que não temos importância nenhuma para essas garotas que reservamos o nosso precioso tempo para escrever. É provável que seja eu que esteja fazendo as escolhas erradas, induzido pelo meu combalido e carente coração.
— Ah, mas você deve fazer sem esperar nada em troca, Dante — Diria o baba-ovo GP.
Eu espero inteligência. Espero sempre ser tratado com estima e respeito, porque sei do valor que possui um TD para quem trabalha com sexo. Talvez, por essa falta de consideração com quem escreve, é que poucos escrevem. Além disso, percebo que hoje muitas garotas devem solicitar TDs aos foristas que não estão habituados a escrever, pois há um derrame de relatos de foristas com um único TD. Ou são fakes ou são foristas atendendo a pedidos, mas que depois nunca mais reaparecem no fórum.
Neste ponto, preciso fazer uma reverência a uma menina que, em todas as vezes que a procurei, se esforçou para me encaixar no horário que me fosse mais adequado, chegando a dizer que desmarcaria com algum cliente irrelevante para conseguir me atender. A desaparecida Alícia, que está fazendo falta, tinha o poder do afeto verdadeiro. Que volte logo.
Assim eu caminhava, envolto em mil pensamentos, misturado à turba inquieta da frenética rua Uruguaiana. Há quem converse com os próprios botões, eu conversava com Pikachu. Meu relógio anunciava com apitos que eu tinha alcançado a marca de dez mil passos. Cansado, entro em um boteco para refrescar a minha garganta com uma cerveja. Por uma funesta coincidência, parei em um boteco quase ao lado do número 24 da Uruguaiana, um puteiro vertical que poderia servir de locação para o remake do filme “Um drink no Inferno”, do Tarantino. O líquido dourado desce arrastando a secura da minha traqueia, um suspiro de alívio brotou da minha boca.
Leve, decido almoçar no Coliseu, de onde escrevo pelo celular estas linhas embriagadas. Foi aqui que comecei a remexer no celular e encontrei uma moça belíssima chamada Fernanda Reis. Fiquei impressionado com a beleza da garota, o rosto transbordante de personalidade e um corpo que me agradou pelas fotos. Fiz contato. Fernanda não possui local, está localizada pela Ilha do Governador. O cachê, fora dos meus padrões atuais, é de 300 reais. O valor elevado me fez hesitar, mas quando fizemos uma videochamada, a inquestionável beleza da garota aliada a uma extrema simpatia derrubou a minha resistência. Acabo de marcar com Fernanda no Stop Time.
Estou saindo do Coliseu para pegar um táxi e me dirigir ao bairro de Bonsucesso para aguardar Fernanda. Minha última experiência no Stop Time não foi das melhores (vide: Uma noite no Stop Time). Espero alcançar a felicidade na nova tentativa. Peço a compreensão, a paciência e um crédito de confiança do administrador do fórum, a conclusão deste relato virá à noite. Que o afeiçoado forista me perdoe pelo suspense, é o que eu também estou sentindo. Voltem à noite neste tópico para a conclusão do encontro. A aventura continua...

