INDICAÇÕES DE FILMES PARA OS LIBERTINOS
Re: INDICAÇÕES DE FILMES PARA OS LIBERTINOS
Excelente tópico! Vou recomendar alguns em breve!
Se malandro soubesse como é bom ser honesto, seria honesto só por malandragem...
-
Saulo Top Verified
- /\

- Mensagens: 1871
- Registrado em: 26 Abr 2020, 16:05
- Localização: Londres, Reino Unido
Re: INDICAÇÕES DE FILMES PARA OS LIBERTINOS
“No te muevas”
Esse filme é de Drama/Romance com a estrela Penélope Cruz.
Filme lançado em 2004.
Esse filme é de Drama/Romance com a estrela Penélope Cruz.
Filme lançado em 2004.
" O que fizeram comigo me criou, é um princípio básico do universo, que toda ação cria uma reação igual e oposta! "
V de Vingança
V de Vingança
Re: INDICAÇÕES DE FILMES PARA OS LIBERTINOS
NINFOMANÍACA
Gênero: Drama
SINOPSE
Não recomendado para menos de 18 anos
Bastante machucada e largada em um beco, Joe (Charlotte Gainsbourg) é encontrada por um homem mais velho, Seligman (Stellan Skarsgard), que lhe oferece ajuda. Ele a leva para sua casa, onde possa descansar e se recuperar. Ao despertar, Joe começa a contar detalhes de sua vida para Seligman. Assumindo ser uma ninfomaníaca e que não é, de forma alguma, uma pessoa boa, ela narra algumas das aventuras sexuais que vivenciou para justificar o porquê de sua auto avaliação.
Elenco
Uma Thurman, Christian Slater, Jamie Bell, Connie Nielsen, Shia LaBeouf, Nicolas Bro, Jesper Christensen, Jens Albinus, Shanti Roney, Severin von Hoensbroech, Willem Dafoe, Udo Kier, Jean-Marc Barr, Caroline Goodall, Kate Ashfield, Saskia Reeves e Omar Shargawi entre outros.
Roteiro e Direção
Lars von Trier
Nymphomaniac Volume I (2013) Official Trailer
https://www.youtube.com/watch?v=6Z7WwpuILGM
Nymphomaniac Volume II (2013) Official Trailer
https://www.youtube.com/watch?v=vCgc0TXikxs
Gênero: Drama
SINOPSE
Não recomendado para menos de 18 anos
Bastante machucada e largada em um beco, Joe (Charlotte Gainsbourg) é encontrada por um homem mais velho, Seligman (Stellan Skarsgard), que lhe oferece ajuda. Ele a leva para sua casa, onde possa descansar e se recuperar. Ao despertar, Joe começa a contar detalhes de sua vida para Seligman. Assumindo ser uma ninfomaníaca e que não é, de forma alguma, uma pessoa boa, ela narra algumas das aventuras sexuais que vivenciou para justificar o porquê de sua auto avaliação.
Elenco
Uma Thurman, Christian Slater, Jamie Bell, Connie Nielsen, Shia LaBeouf, Nicolas Bro, Jesper Christensen, Jens Albinus, Shanti Roney, Severin von Hoensbroech, Willem Dafoe, Udo Kier, Jean-Marc Barr, Caroline Goodall, Kate Ashfield, Saskia Reeves e Omar Shargawi entre outros.
Roteiro e Direção
Lars von Trier
Nymphomaniac Volume I (2013) Official Trailer
https://www.youtube.com/watch?v=6Z7WwpuILGM
Nymphomaniac Volume II (2013) Official Trailer
https://www.youtube.com/watch?v=vCgc0TXikxs
- Anexos
-
- ccc.jpg (44.17 KiB) Exibido 4613 vezes
-
Ken Masters Verified
- /\

- Mensagens: 1014
- Registrado em: 03 Ago 2020, 19:47
Re: INDICAÇÕES DE FILMES PARA OS LIBERTINOS
Ninfomaníaca choca de diversas formas, mostra o prazer desnudo e cenas cruas sem apelar para a pornografia, é puro sexo natural além de abordar o tema do vício de quem perdeu o controle da vida e se tornou servo da lascívia, esse talvez seja um sinal de alerta para o nosso fim, precisamos cuidar de nós antes que seja tarde.
"A. Lincoln tornou os homens livres e S. Colt os tornou iguais."
"Cazuza teve seus heróis morrendo de overdose, os meus heróis sobreviveram ao divórcio."
"Cazuza teve seus heróis morrendo de overdose, os meus heróis sobreviveram ao divórcio."
Re: INDICAÇÕES DE FILMES PARA OS LIBERTINOS
Ia bem recomendar esse filme!Predator escreveu: ↑26 Fev 2025, 01:38 NINFOMANÍACA
Gênero: Drama
SINOPSE
Não recomendado para menos de 18 anos
Bastante machucada e largada em um beco, Joe (Charlotte Gainsbourg) é encontrada por um homem mais velho, Seligman (Stellan Skarsgard), que lhe oferece ajuda. Ele a leva para sua casa, onde possa descansar e se recuperar. Ao despertar, Joe começa a contar detalhes de sua vida para Seligman. Assumindo ser uma ninfomaníaca e que não é, de forma alguma, uma pessoa boa, ela narra algumas das aventuras sexuais que vivenciou para justificar o porquê de sua auto avaliação.
Elenco
Uma Thurman, Christian Slater, Jamie Bell, Connie Nielsen, Shia LaBeouf, Nicolas Bro, Jesper Christensen, Jens Albinus, Shanti Roney, Severin von Hoensbroech, Willem Dafoe, Udo Kier, Jean-Marc Barr, Caroline Goodall, Kate Ashfield, Saskia Reeves e Omar Shargawi entre outros.
Roteiro e Direção
Lars von Trier
Nymphomaniac Volume I (2013) Official Trailer
https://www.youtube.com/watch?v=6Z7WwpuILGM
Nymphomaniac Volume II (2013) Official Trailer
https://www.youtube.com/watch?v=vCgc0TXikxs
Se malandro soubesse como é bom ser honesto, seria honesto só por malandragem...
Re: INDICAÇÕES DE FILMES PARA OS LIBERTINOS
SINOPSE
Hana sente que seu relacionamento com Petr está caindo na rotina e passa a compartilhar suas fantasias eróticas que se tornam realidade. O que começa com conversa despretensiosa logo se transforma em uma aventura sexual intensa que pode sair do controle. Com uma boa dose de drama e erotismo na medida, esse filme te convida para uma autorreflexão sobre sexo e relações não-monogâmicas.
Hana, insatisfeita com seu relacionamento, se entrega a fantasias eróticas que se tornam realidade.
Ano de produção : 2022
Gênero: Drama
Elenco: Hana Vagnerová, Matyás Reznícek, Eliska Krenková, Martin Hofmann e Lenka Krobotová
Direção: Tomasz Winski
Roteiro
Tomasz WinskiKaterina JandáckováKasha JandáckováHana VagnerováPetra Hulová
Swingers: Os Limites do Amor 2022 Trailer Oficial Legendado
https://www.youtube.com/watch?v=5DPlOFMES3U
Hana sente que seu relacionamento com Petr está caindo na rotina e passa a compartilhar suas fantasias eróticas que se tornam realidade. O que começa com conversa despretensiosa logo se transforma em uma aventura sexual intensa que pode sair do controle. Com uma boa dose de drama e erotismo na medida, esse filme te convida para uma autorreflexão sobre sexo e relações não-monogâmicas.
Hana, insatisfeita com seu relacionamento, se entrega a fantasias eróticas que se tornam realidade.
Ano de produção : 2022
Gênero: Drama
Elenco: Hana Vagnerová, Matyás Reznícek, Eliska Krenková, Martin Hofmann e Lenka Krobotová
Direção: Tomasz Winski
Roteiro
Tomasz WinskiKaterina JandáckováKasha JandáckováHana VagnerováPetra Hulová
Swingers: Os Limites do Amor 2022 Trailer Oficial Legendado
https://www.youtube.com/watch?v=5DPlOFMES3U
-
Ken Masters Verified
- /\

- Mensagens: 1014
- Registrado em: 03 Ago 2020, 19:47
Filme sobre GP vence o Oscar!
Anora "Ani" Mikheeva é uma stripper que topa se casar com um filho de uma família mafiosa, interpretada por Mikey Madison vencedora do Oscar de melhor atriz desbancando Demi Moore em "A Fórmula" e a Fernanda Torres em "Eu ainda estou aqui".
Fui ver o porquê desse filme ter ganhado o Oscar, levou cinco estatuetas para casa, não tem nada de tão erótico, porém como é um drama fora da curva, valeu a pena por se tratar de ser um filme "velho" em conceitos e novo em tecnologia desse gênero a ganhar alguma notoriedade crítica entre os festivais de cinema, não é um blockbuster, nem chega a se habituar ao padrão de filmes americanos, até achei a temática mais europeia por ser em torno de personagens que falam russo. Não via um alvoroço nesses festivais a muito tempo, talvez a direção de Sean Baker tenha sido muito assertiva para preencher todos os requisitos do "Oscar Bait".
Para nós libertinos vale a pena porquê não é todo o dia que o mundo cinematográfico para para debater a vida de GP nos Estados Unidos e no mundo, afinal a personagem principal é estrangeira com experiência na Europa tentando a sorte na terra do Tio Sam, achou que ganhou uma bolada se apaixonando por um membro da máfia russa , todavia só colecionou amargura e perigo de vida, não vou falar muito sobre o final, gostaria apenas de esclarecer que todos no fim só querem aquela gozada e a atração genuína sempre vence! Rs...

Valeu muito a pena ver esse filme do que acidentalmente ver a TV Aberta e colocar na lista de filmes "assistiveis", vale a pena inclusive assistir de novo. Só não sei se ele era para isso tudo porquê a academia nunca mais conversou com o público geral, então seria comum esperar que esse filme pseudo erótico com glitter de Hollywood seria um pouco melhor que a maioria de seus concorrentes com cara de documentário gasto e mal feito por estudantes e estagiários. Sim estou me referindo ao alvoroço que criaram em torno dos outros e veio esse promíscuo tímido vencer a badalada noite.
Alguns easter eggs estão presentes na acuidade do autor, como pequenas referências a "Bonequinha de Luxo", "O Poderoso Chefão" e "Emmanuelle", talvez esse respeito ao passado tenha feito esse filme surfar fácil na onda dos festivais de cinema até chegar ao tapete do Oscar. Precisamos parar de nos focar apenas no convencional e nos entregar ao entretenimento mais adulto e temático do que os blockbusters de sempre, fujam do tédio!

Fui ver o porquê desse filme ter ganhado o Oscar, levou cinco estatuetas para casa, não tem nada de tão erótico, porém como é um drama fora da curva, valeu a pena por se tratar de ser um filme "velho" em conceitos e novo em tecnologia desse gênero a ganhar alguma notoriedade crítica entre os festivais de cinema, não é um blockbuster, nem chega a se habituar ao padrão de filmes americanos, até achei a temática mais europeia por ser em torno de personagens que falam russo. Não via um alvoroço nesses festivais a muito tempo, talvez a direção de Sean Baker tenha sido muito assertiva para preencher todos os requisitos do "Oscar Bait".
Para nós libertinos vale a pena porquê não é todo o dia que o mundo cinematográfico para para debater a vida de GP nos Estados Unidos e no mundo, afinal a personagem principal é estrangeira com experiência na Europa tentando a sorte na terra do Tio Sam, achou que ganhou uma bolada se apaixonando por um membro da máfia russa , todavia só colecionou amargura e perigo de vida, não vou falar muito sobre o final, gostaria apenas de esclarecer que todos no fim só querem aquela gozada e a atração genuína sempre vence! Rs...

Valeu muito a pena ver esse filme do que acidentalmente ver a TV Aberta e colocar na lista de filmes "assistiveis", vale a pena inclusive assistir de novo. Só não sei se ele era para isso tudo porquê a academia nunca mais conversou com o público geral, então seria comum esperar que esse filme pseudo erótico com glitter de Hollywood seria um pouco melhor que a maioria de seus concorrentes com cara de documentário gasto e mal feito por estudantes e estagiários. Sim estou me referindo ao alvoroço que criaram em torno dos outros e veio esse promíscuo tímido vencer a badalada noite.
Alguns easter eggs estão presentes na acuidade do autor, como pequenas referências a "Bonequinha de Luxo", "O Poderoso Chefão" e "Emmanuelle", talvez esse respeito ao passado tenha feito esse filme surfar fácil na onda dos festivais de cinema até chegar ao tapete do Oscar. Precisamos parar de nos focar apenas no convencional e nos entregar ao entretenimento mais adulto e temático do que os blockbusters de sempre, fujam do tédio!
"A. Lincoln tornou os homens livres e S. Colt os tornou iguais."
"Cazuza teve seus heróis morrendo de overdose, os meus heróis sobreviveram ao divórcio."
"Cazuza teve seus heróis morrendo de overdose, os meus heróis sobreviveram ao divórcio."
-
Ken Masters Verified
- /\

- Mensagens: 1014
- Registrado em: 03 Ago 2020, 19:47
Re: INDICAÇÕES DE FILMES PARA OS LIBERTINOS
Errata, chamei o filme da Demi Moore de "A Fórmula", na verdade é "A Substância". Esse filme até poderia estar aqui pelo debate do confronto da idade avançada com a juventude hendonista, quem aqui não daria uma fortuna para voltar a ser jovem de novo com a consciência de hoje? O que curti mais nesse filme é como mesmo com experiência caímos fácil nas armadilhas da libertinagem, porquê todo mundo quer fazer sexo contigo quando você é jovem e atraente. Esse tipo de pensamento vale tanto para os homens quanto para as mulheres, muitos ainda se matam por uma estética superficial enquanto outros nascem naturalmente com a beleza dos deuses do Olimpo, é claro que ser belo pode ser uma maldição para quem quer escalar a vida sem depender das aparências.


"A. Lincoln tornou os homens livres e S. Colt os tornou iguais."
"Cazuza teve seus heróis morrendo de overdose, os meus heróis sobreviveram ao divórcio."
"Cazuza teve seus heróis morrendo de overdose, os meus heróis sobreviveram ao divórcio."
- Pinstripe Paulistano
- /\

- Mensagens: 749
- Registrado em: 26 Nov 2023, 20:02
- Localização: São Paulo, capital
- Contato:
DESIDERANDO GIULIA
Desiderando Giulia, lançado internacionalmente como Desiring Julia, é um filme de drama erótico italiano de 1986, dirigido por Andrea Barzini. É vagamente baseado no romance de 1898 "Senilità de Italo Svevo".
Emilio (Johan Leysen), um escritor malsucedido, mora em um confortável apartamento em Roma com sua irmã mais velha, Amalia (Valeria D'Obici). Em um teatro, ele conhece uma mulher misteriosa e se envolve com ela. Essa mulher é Giulia (Serena Grandi), que mora em Óstia e está tentando seguir carreira como modelo fotográfica. Após uma vida desordenada e com muitos homens, ela tem pouca vontade de ter um caso com Emilio, cujo interesse por ela é obsessivo. Mas, mesmo assim, eles se encontram de vez em quando e mantêm um certo relacionamento.
Amalia sente ciúmes da paixão de Emilio e, quando um escritor mais jovem e bem-sucedido chamado Stefano (Sergio Rubini) visita o apartamento, começa um caso com ele. Emilio fica indignado com a irmã fazendo sexo selvagem sob seu teto e pretende interromper este romance.
À medida que seus olhos se abrem lentamente para a verdadeira natureza de Giulia e das pessoas com quem ela se relaciona, Emilio decide transformá-la na pessoa que deseja que ela seja. Mas essa ideia não será do agrado de Giulia.
Lista de TDs: https://gparena.net/td-user.php?u=24964
Re: INDICAÇÕES DE FILMES PARA OS LIBERTINOS
Para os libertinos românticos, desses que ainda se apaixonam e "choram pitangas"...
Custei a assistir a esse filme, mas vamos lá... Há um tipo muito especial de mentira — a mentira encantadora, romântica, britânica — e ela passeia de mãos dadas pelas ruas floridas de Notting Hill, como uma mocinha com véu de noiva em tarde de domingo. O filme de Roger Michell é exatamente isso: uma mentira vestida de casamento.
Sabe aquela sensação de estar apaixonado por alguém totalmente fora do seu alcance, tipo a Monica Bellucci? Agora imagine que, por um capricho estatístico do universo — talvez uma distração momentânea de Deus enquanto checava seus e-mails —, essa pessoa responde ao seu “oi”. É mais ou menos isso que acontece em Um Lugar Chamado Notting Hill, um filme que basicamente pergunta: “E se a vida, por um segundo, fosse um roteiro escrito por alguém otimista demais?
A premissa é tão absurda quanto irresistível: uma estrela de Hollywood, dessas que fazem do batom um dogma, apaixona-se por um livreiro tímido, sem músculos, sem lábia, sem BMW, sem nada que impressione. Hugh Grant faz o papel de... Hugh Grant. Um inglês hesitante, desajeitado, com aquela cara de quem pede desculpas quando respira mais forte.
Até que um dia, como numa alucinação coletiva provocada por excesso de Earl Grey, entra na livraria dele ninguém menos que Julia Roberts. Sim, a estrela de Hollywood. A mulher que tem dentes mais simétricos que qualquer catedral gótica, cujo sorriso poderia gerar energia elétrica em países subdesenvolvidos. Linda, milionária, inacessível — ela olha para o livreiro como se ele fosse a última fatia de pão integral do planeta.
Essa história de romântica, que em qualquer esquina do Rio terminaria num chifre homérico e numa pensão alimentícia, é tratada com a solenidade dos casamentos reais. Em Notting Hill, o amor é um pastel de nata servido com chá. E é aí que mora a farsa deliciosa. Tudo é limpo, tudo é fofo, tudo tem cheiro de lavanda e é calibrado com açúcar mascavo.
O roteiro mostra o que se espera de um filme que passa religiosamente na Sessão da Tarde: situações inverossímeis embaladas com trilha sonora que parece feita por um DJ que estudou filosofia existencialista em Cambridge, mas largou tudo para tocar violão em metrô. A famosa frase “I’m just a girl, standing in front of a boy…” é citada como se fosse Shakespeare. E a reação de Hugh Grant, pasmem, é levá-la a sério. Se uma balconista diz isso ao namorado desempregado, ele ri. Mas se a Julia Roberts diz para Hugh Grant, é poesia moderna.
O bairro de Notting Hill, por sua vez, é um personagem à parte. Um lugar que nunca cheira a urina e onde ninguém sofre de refluxo. Um paraíso de livrarias, mercados orgânicos e vizinhos excêntricos que parecem todos ter saído de um programa da BBC. Até o idiota do amigo de cueca, que em qualquer outra realidade seria espancado pela própria família, aqui é um alívio cômico aprovado pelo parlamento britânico.
“Um Lugar Chamado Notting Hill” é um filme para quem já sofreu por amor, mas prefere esquecer. É um conto de fadas com sotaque e fundo musical para tocar no enterro da sua ilusão. Um amor que só existe no cinema. E que bom que existe.
Porque fora da tela, nobres leitores, Julia Roberts jamais pisaria em Copacabana para se apaixonar por um livreiro da Siqueira Campos.
Custei a assistir a esse filme, mas vamos lá... Há um tipo muito especial de mentira — a mentira encantadora, romântica, britânica — e ela passeia de mãos dadas pelas ruas floridas de Notting Hill, como uma mocinha com véu de noiva em tarde de domingo. O filme de Roger Michell é exatamente isso: uma mentira vestida de casamento.
Sabe aquela sensação de estar apaixonado por alguém totalmente fora do seu alcance, tipo a Monica Bellucci? Agora imagine que, por um capricho estatístico do universo — talvez uma distração momentânea de Deus enquanto checava seus e-mails —, essa pessoa responde ao seu “oi”. É mais ou menos isso que acontece em Um Lugar Chamado Notting Hill, um filme que basicamente pergunta: “E se a vida, por um segundo, fosse um roteiro escrito por alguém otimista demais?
A premissa é tão absurda quanto irresistível: uma estrela de Hollywood, dessas que fazem do batom um dogma, apaixona-se por um livreiro tímido, sem músculos, sem lábia, sem BMW, sem nada que impressione. Hugh Grant faz o papel de... Hugh Grant. Um inglês hesitante, desajeitado, com aquela cara de quem pede desculpas quando respira mais forte.
Até que um dia, como numa alucinação coletiva provocada por excesso de Earl Grey, entra na livraria dele ninguém menos que Julia Roberts. Sim, a estrela de Hollywood. A mulher que tem dentes mais simétricos que qualquer catedral gótica, cujo sorriso poderia gerar energia elétrica em países subdesenvolvidos. Linda, milionária, inacessível — ela olha para o livreiro como se ele fosse a última fatia de pão integral do planeta.
Essa história de romântica, que em qualquer esquina do Rio terminaria num chifre homérico e numa pensão alimentícia, é tratada com a solenidade dos casamentos reais. Em Notting Hill, o amor é um pastel de nata servido com chá. E é aí que mora a farsa deliciosa. Tudo é limpo, tudo é fofo, tudo tem cheiro de lavanda e é calibrado com açúcar mascavo.
O roteiro mostra o que se espera de um filme que passa religiosamente na Sessão da Tarde: situações inverossímeis embaladas com trilha sonora que parece feita por um DJ que estudou filosofia existencialista em Cambridge, mas largou tudo para tocar violão em metrô. A famosa frase “I’m just a girl, standing in front of a boy…” é citada como se fosse Shakespeare. E a reação de Hugh Grant, pasmem, é levá-la a sério. Se uma balconista diz isso ao namorado desempregado, ele ri. Mas se a Julia Roberts diz para Hugh Grant, é poesia moderna.
O bairro de Notting Hill, por sua vez, é um personagem à parte. Um lugar que nunca cheira a urina e onde ninguém sofre de refluxo. Um paraíso de livrarias, mercados orgânicos e vizinhos excêntricos que parecem todos ter saído de um programa da BBC. Até o idiota do amigo de cueca, que em qualquer outra realidade seria espancado pela própria família, aqui é um alívio cômico aprovado pelo parlamento britânico.
“Um Lugar Chamado Notting Hill” é um filme para quem já sofreu por amor, mas prefere esquecer. É um conto de fadas com sotaque e fundo musical para tocar no enterro da sua ilusão. Um amor que só existe no cinema. E que bom que existe.
Porque fora da tela, nobres leitores, Julia Roberts jamais pisaria em Copacabana para se apaixonar por um livreiro da Siqueira Campos.
Re: INDICAÇÕES DE FILMES PARA OS LIBERTINOS
Anora, por uma outra perspectiva de cinéfilo...
Eu já conheci o amor em lugares improváveis — numa livraria, numa lanchonete, até num bordel com desconto de pague uma e leve duas — mas Anora me apresenta a mais recente aberração da minha vida sentimental: o amor numa boate de strip em Las Vegas, a cidade mais cafetina dos Estados Unidos. E, veja bem, eu mal consigo lidar com relacionamentos em livrarias.
A protagonista — uma stripper chamada Anora, nome de poema russo e sonhos de noiva suburbana — tem aquele tipo de beleza que não se sustenta no café da manhã, mas que funciona à meia-luz, com vodka barata e promessas de casamento relâmpago. Ela encontra um bilionário russo destituído de neurônios, e, em menos de 24 horas, está casada, apaixonada e possivelmente em perigo de morte. Basicamente, o que eu chamo de um final de semana normal em qualquer relação minha.
Não se enganem. Este não é somente um conto de fadas. É um conto de fadas espancado, alcoolizado e largado no estacionamento de um cassino. Anora é o que aconteceria se Cinderela conhecesse um príncipe russo bilionário e se casasse com ele bêbada.
Sean Baker, o diretor, tem essa habilidade irritante de transformar decepções em poesia visual. Enquanto Anora tenta sobreviver aos caprichos da máfia russa e aos delírios românticos do recém-esposo oligárquico, o filme nos faz rir. E não rir de alegria, claro — é aquele riso nervoso de quem acabou de perceber que esqueceu o antidepressivo em casa.
A verdade é que Anora fala sobre todos nós, neuróticos sentimentais que queremos carinho, estabilidade e um plano de saúde. É uma comédia romântica para quem desistiu do romantismo, mas ainda mantém um perfil no Tinder — mesmo que seja só para ver se a ex fez cadastro lá.
O que há de espantoso em Anora é que, no meio da sujeira, há beleza. Uma beleza torta, como um beijo dado na sarjeta. O espectador ri, se assusta, se comove — e, no fim, se sente cúmplice.
E a trilha sonora! Cada música parece escolhida por alguém que passou por três divórcios e uma sessão de terapia intensiva às quartas-feiras. É melancólica, é bonita, e me fez sentir saudade de uma mulher que talvez nem tenha existido.
No fim das contas, Anora é um lembrete incômodo de que o amor continua sendo a maior de todas as neuroses — e, se você estiver disposto a perder a dignidade, a carteira e talvez a sanidade, ainda vale a pena. Pelo menos até o cartão de crédito ser recusado.
Re: INDICAÇÕES DE FILMES PARA OS LIBERTINOS
Revisitando o clássico "Despedida em Las Vegas".
O protagonista, vivido por Nicolas Cage — num estado de possessão dramática só comparável ao de um bêbado que conversa com um poste e acredita estar no divã de Freud — decide ir a Las Vegas com um objetivo claríssimo, sóbrio até demais: beber até morrer. E quando um personagem quer morrer, a plateia se ajoelha e agradece! Porque só assim — com a certeza do abismo — é que um filme se torna verdadeiramente humano.
Ben, o beberrão trágico, encontra Sera, a prostituta interpretada por Elisabeth Shue com uma ternura suja, de quem já foi engolida pela cidade e agora mastiga os outros. Entre os dois não há amor, prevalece algo mais dilacerante: há reconhecimento. São duas almas cansadas que se olham e dizem, sem dizer: “eu te entendo porque também já desisti”.
A direção de Mike Figgis não tenta enfeitar o inferno. Ele filma com o tremor de quem teme o que vê. Não há redenção, não há glamour — e, graças a Deus, não há lições de moral. É o contrário daquelas novelas das seis em que o alcoólatra vira pastor. Aqui, o alcoólatra vira cadáver — mas um cadáver com dignidade, o que é raro até entre os vivos.
Cage, nesse filme, não atua. Ele escorre. Seu personagem fede a uísque, a vômito, a desespero. É um Cristo de ressaca crônica, que ao invés de carregar a cruz, carrega um litro de vodca no coração. Já Sera, a prostituta de olhos doces e alma remendada, oferece ao espectador o que nenhuma Virgem Maria ousaria: colo para um suicida.
“Despedida em Las Vegas” não é sobre amor. É sobre a impossibilidade dele. É sobre o encontro de dois náufragos que, em vez de se salvarem, se afogam juntos — de mãos dadas, sim, mas sem boia. E nisso reside sua beleza brutal: a aceitação sem julgamento. É a carícia mais comovente que o cinema já fez à autodestruição.
O filme termina como um soluço. Sem aplausos, sem redenções, sem céu. E o espectador — ainda que sóbrio — sai tonto. Porque, no fundo, todos temos algo de Ben e Sera. Todos já fomos a Las Vegas, nem que fosse no fundo de um copo. E todos, alguma vez, quisemos nos despedir de alguma parte de nós.
Re: INDICAÇÕES DE FILMES PARA OS LIBERTINOS
SINOPSE
Jenna, Kelly e Ness, três jovens mulheres, se encontraram isoladas em torno do lockdown da pandemia da Covid-19. Com pouco para fazer em casa e muito tempo disponível, elas passam horas conversando entre si online, discutindo seus novos desejos, frustrações sexuais e fantasias que realizam com seus parceiros. Com a ajuda de suas webcams, as três começam a explorar um mundo de swing e BDSM através da internet. Agora, elas se perguntam se serão capazes de voltar à normalidade depois dessas novas experiências.
Ano produção: 2021
Gênero: Romance
Elenco:
Abi Casson Thompson, Barbara Dabson, Kate Milner Evans, Mark Sears, Richard Kovacs, Sophia Rose Dietrich, Steve Aaron-Sipple
Direção:
Rebecca Matthews | Scott Jeffrey
Países de origem: Reino Unido da Grã Bretanha e Irlanda do Norte
CAM GIRLS Official Trailer (2021) Adult Drama
https://www.youtube.com/watch?v=jx7ihkMcPCQ
Re: INDICAÇÕES DE FILMES PARA OS LIBERTINOS
Sinopse
Em Vera e o Prazer dos Outros, uma garota tem um hobbie secreto além da escola e do vôlei: alugar um apartamento para outros adolescentes que estão em busca de um lugar para fazer sexo. No filme argentino selecionado para a Premiére Latina do Festival do Rio 2024, Vera (Luciana Grasso), de 17 anos, aproveita que sua mãe é uma corretora imobiliária que administra diversas propriedades para gerir o próprio negócio secreto. Ela rouba a chave de um apartamento vazio e o aluga por algumas horas para que outros adolescentes que buscam um lugar escondido para fazer sexo, cobrando 500 pesos e lhes emprestando um saco de dormir. Enquanto isso, ela fica atrás da porta escutando tudo. Com a fama do apartamento 3B, ela acaba descobrindo mais sobre a própria sexualidade e forma novas relações.
Ficha técnica:
• Nome Original:
Vera y el Placer de los Otros
• Direção:
Romina Tamburello, Federico Actis
• Duração:
103 min
• Gênero:
Ficção
• Distribuidor:
Festival
• País de Origem: Argentina
Vera e o Prazer dos Outros 2023 Trailer Oficial Dublado
https://www.youtube.com/watch?v=lXuJsmvZOp4
Em Vera e o Prazer dos Outros, uma garota tem um hobbie secreto além da escola e do vôlei: alugar um apartamento para outros adolescentes que estão em busca de um lugar para fazer sexo. No filme argentino selecionado para a Premiére Latina do Festival do Rio 2024, Vera (Luciana Grasso), de 17 anos, aproveita que sua mãe é uma corretora imobiliária que administra diversas propriedades para gerir o próprio negócio secreto. Ela rouba a chave de um apartamento vazio e o aluga por algumas horas para que outros adolescentes que buscam um lugar escondido para fazer sexo, cobrando 500 pesos e lhes emprestando um saco de dormir. Enquanto isso, ela fica atrás da porta escutando tudo. Com a fama do apartamento 3B, ela acaba descobrindo mais sobre a própria sexualidade e forma novas relações.
Ficha técnica:
• Nome Original:
Vera y el Placer de los Otros
• Direção:
Romina Tamburello, Federico Actis
• Duração:
103 min
• Gênero:
Ficção
• Distribuidor:
Festival
• País de Origem: Argentina
Vera e o Prazer dos Outros 2023 Trailer Oficial Dublado
https://www.youtube.com/watch?v=lXuJsmvZOp4
