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O MARKETING DO SEXO

Enviado: 26 Abr 2021, 22:46
por membro
O MARKETING DO SEXO

Obviamente, nunca haverá convergência entre a visão comercial da garota de programa e a visão afetiva dos clientes. Há, entre a aspiração financeira da GP e o fome carnal do cliente, o fosso abissal do capitalismo. Este texto segue a trilha das reflexões que realizei a partir dos longos anos observando garotas e clientes que compõem o universo do comércio sexual.

Darei foco à evolução do processo publicitário executado pelas meninas que atuam profissionalmente com o próprio corpo. Quando do início dos fóruns e por um longo período, não permitiam a interação das mulheres em sites de relatos. Existia uma lógica na restrição, os poucos fóruns que surgiram no começo deste século mantinham a filosofia de se comportarem como um Procon para os clientes. Funcionava. Os relatos possuíam um tom menos passional e adulador do que a maioria dos que são expostos atualmente. O risco de um forista se estrepar pelo exagero utópico da paixonite do coleguinha ocupava uma margem reduzida. Hoje, o risco é altíssimo. A paixonite de outrora refletia a qualidade do atendimento, a paixonite atual muitas vezes representa somente o caráter adulatório do sujeito autor do TD (Test Driver). Ainda seria necessário avaliar os danos e os benefícios que causados pela introdução ativa das garotas nos fóruns sobre relações sexuais remuneradas.

No princípio dos fóruns, as mulheres se restringiam aos anúncios em sites especializados na divulgação de profissionais do sexo, cujos donos colavam textos prontos às fotos. Já na inauguração da primeira década do século 21, elas entraram nos fóruns e começaram a exercitar a autopromoção, estrearam a divulgação do marketing vaginal. Que me perdoem, mas a maioria pratica uma publicidade péssima. O uso de palavras como “promoção”, “rifa”, “desconto” etc., refletem mais vendedoras de bazar do que fêmeas dispostas a nos oferecer amor e a mornidão dos seus corpos diante de recompensas pecuniárias. Possuí um grupo de sucesso no WhatsApp chamado “Os Libertinos”, onde havia meninas que realmente se ofereciam como se estivessem promovendo bananas numa barracas de feira livre em Irajá. Atentem que este texto trata de uma opinião pessoal, de alguém que possui modesta experiência na área de marketing e que trabalha com a palavra.

O serviço da profissional de sexo exige um cuidado redobrado a utilização das palavras, justamente porque trata de um serviço íntimo e não de aluguel de bicicleta do Itaú. Desconto, promoção, rifa, dois por um, tudo isso desvaloriza a profissional a médio prazo, vulgariza a atividade, nivela por baixo a prestadora do serviço. Melhor do que fazer promoção por tempo limitado, seria escolher dias em que o movimento de clientes é tradicionalmente mais fraco e fixar um cachê diferenciado, nunca um cachê promocional. E que este dia seja fixo e duradouro, pois a instabilidade sobre a permanência dos valores diferenciados prejudica a prestadora e confunde o cliente. Ou faz direito, ou é melhor não fazer. Como já citei, é opinião estritamente pessoal.

Taxas para opcionais do serviço também são elementos horrorosos no marketing da GP (por exemplo, taxa de anal), assim como pedir pagamento adiantado e outras práticas anticomerciais. Esses desvios soam antipáticos para o cliente e como prestadora de serviço a garota precisa entender que o cliente necessita se sentir seduzido, não ela. Ou se cobra por pacote (com tudo incluído) ou se exclui o que prefere não fazer.

O oferecimento de sexo não deve funcionar como a venda de um objeto. Jamais. O sexo envolve uma relação de alta proximidade entre duas pessoas, exige parâmetros diferentes que as Lojas Americanas ou Casas Bahias usam para vender seus produtos. O sexo não é produto, é desejo. Quem compra um celular quer realizar um desejo, quem paga por sexo quer satisfazer um desejo. A diferença entre as palavras é sutil, mas poderosa no significado.

A indução ao excesso de TDs também é bola fora. Torna a menina uma presença enjoada nos fóruns. Ninguém gosta de assistir um anúncio repetido infindáveis vezes na televisão, a gente acaba trocando de canal. O mesmo acontece com a GP viciada em relatos, ela se torna comum, chata, a busca por credibilidade sabota a credibilidade. Meninas que plantam TDs com foristas com um único TD e que só escreveu sobre elas e nunca mais apareceu é também um desastre de divulgação

Sei que muitas mulheres que lerem este texto irão discordar dele, talvez até fiquem indignadas, mas é assim que diferenciamos os níveis de inteligência e os resultados que isso produz. O texto vai carregado de boas intenções para as boas interpretações.

Re: O MARKETING DO SEXO

Enviado: 27 Abr 2021, 08:21
por Lisbela Varela
Dante-RJ escreveu:O MARKETING DO SEXO

Obviamente, nunca haverá convergência entre a visão comercial da garota de programa e a visão afetiva dos clientes. Há, entre a aspiração financeira da GP e o fome carnal do cliente, o fosso abissal do capitalismo. Este texto segue a trilha das reflexões que realizei a partir dos longos anos observando garotas e clientes que compõem o universo do comércio sexual.

Darei foco à evolução do processo publicitário executado pelas meninas que atuam profissionalmente com o próprio corpo. Quando do início dos fóruns e por um longo período, não permitiam a interação das mulheres em sites de relatos. Existia uma lógica na restrição, os poucos fóruns que surgiram no começo deste século mantinham a filosofia de se comportarem como um Procon para os clientes. Funcionava. Os relatos possuíam um tom menos passional e adulador do que a maioria dos que são expostos atualmente. O risco de um forista se estrepar pelo exagero utópico da paixonite do coleguinha ocupava uma margem reduzida. Hoje, o risco é altíssimo. A paixonite de outrora refletia a qualidade do atendimento, a paixonite atual muitas vezes representa somente o caráter adulatório do sujeito autor do TD (Test Driver). Ainda seria necessário avaliar os danos e os benefícios que causados pela introdução ativa das garotas nos fóruns sobre relações sexuais remuneradas.

No princípio dos fóruns, as mulheres se restringiam aos anúncios em sites especializados na divulgação de profissionais do sexo, cujos donos colavam textos prontos às fotos. Já na inauguração da primeira década do século 21, elas entraram nos fóruns e começaram a exercitar a autopromoção, estrearam a divulgação do marketing vaginal. Que me perdoem, mas a maioria pratica uma publicidade péssima. O uso de palavras como “promoção”, “rifa”, “desconto” etc., refletem mais vendedoras de bazar do que fêmeas dispostas a nos oferecer amor e a mornidão dos seus corpos diante de recompensas pecuniárias. Possuí um grupo de sucesso no WhatsApp chamado “Os Libertinos”, onde havia meninas que realmente se ofereciam como se estivessem promovendo bananas numa barracas de feira livre em Irajá. Atentem que este texto trata de uma opinião pessoal, de alguém que possui modesta experiência na área de marketing e que trabalha com a palavra.

O serviço da profissional de sexo exige um cuidado redobrado a utilização das palavras, justamente porque trata de um serviço íntimo e não de aluguel de bicicleta do Itaú. Desconto, promoção, rifa, dois por um, tudo isso desvaloriza a profissional a médio prazo, vulgariza a atividade, nivela por baixo a prestadora do serviço. Melhor do que fazer promoção por tempo limitado, seria escolher dias em que o movimento de clientes é tradicionalmente mais fraco e fixar um cachê diferenciado, nunca um cachê promocional. E que este dia seja fixo e duradouro, pois a instabilidade sobre a permanência dos valores diferenciados prejudica a prestadora e confunde o cliente. Ou faz direito, ou é melhor não fazer. Como já citei, é opinião estritamente pessoal.

Taxas para opcionais do serviço também são elementos horrorosos no marketing da GP (por exemplo, taxa de anal), assim como pedir pagamento adiantado e outras práticas anticomerciais. Esses desvios soam antipáticos para o cliente e como prestadora de serviço a garota precisa entender que o cliente necessita se sentir seduzido, não ela. Ou se cobra por pacote (com tudo incluído) ou se exclui o que prefere não fazer.

O oferecimento de sexo não deve funcionar como a venda de um objeto. Jamais. O sexo envolve uma relação de alta proximidade entre duas pessoas, exige parâmetros diferentes que as Lojas Americanas ou Casas Bahias usam para vender seus produtos. O sexo não é produto, é desejo. Quem compra um celular quer realizar um desejo, quem paga por sexo quer satisfazer um desejo. A diferença entre as palavras é sutil, mas poderosa no significado.

A indução ao excesso de TDs também é bola fora. Torna a menina uma presença enjoada nos fóruns. Ninguém gosta de assistir um anúncio repetido infindáveis vezes na televisão, a gente acaba trocando de canal. O mesmo acontece com a GP viciada em relatos, ela se torna comum, chata, a busca por credibilidade sabota a credibilidade. Meninas que plantam TDs com foristas com um único TD e que só escreveu sobre elas e nunca mais apareceu é também um desastre de divulgação

Sei que muitas mulheres que lerem este texto irão discordar dele, talvez até fiquem indignadas, mas é assim que diferenciamos os níveis de inteligência e os resultados que isso produz. O texto vai carregado de boas intenções para as boas interpretações.


Confrade Dante, concordo plenamente com a sua reflexão como usuário desses serviços. Respeito sua posição como consumidor de serviços , vaginas e adjacências. Cada um pensa e age com o livre arbítrio que o cristianismo tanto menciona e prega, embora cada um seja responsável pelas consequências.


Então, cada um gasta seu real da forma que melhor lhe convém.

Mas, aja vista, que vivemos em uma sociedade capitalista bastante selvagem, principalmente neste momento pandêmico, na qual 5kg de arroz chega a custar R$40.00, ou seja, estamos vivendo uma economia inflacionária, na qual vive quem aguenta. Ah um velho ditado ou 2, vence a luta não quem bate mais e sim quem aguenta a luta até o final( Rocky Balboa) ou farinha pouca, meu pirao primeiro.

Logo, se até os mercados estão se adaptando para receber diversos tipos de pagamentos com o auxílio emergencial, por que eu não posso anunciar minha vagina ao meu modo?

Fato é que quem quer ganhar dinheiro, investe como pode, mesmo de forma mais esdrúxula que pareça.

"Se minha empresa tivesse apenas 1 dólar, investiria em propaganda." Henri Ford

Dinheiro na mão, calcinha no chão!!!

Fica minha reflexão pessoal sem ferir os pensamentos alheios.


Lisbela Varela

Re: O MARKETING DO SEXO

Enviado: 27 Abr 2021, 08:50
por membro
Lisbela Varela escreveu:
Mas, aja vista, que vivemos em uma sociedade capitalista bastante selvagem, principalmente neste momento pandêmico, na qual 5kg de arroz chega a custar R$40.00, ou seja, estamos vivendo uma economia inflacionária, na qual vive quem aguenta. Ah um velho ditado ou 2, vence a luta não quem bate mais e sim quem aguenta a luta até o final( Rocky Balboa) ou farinha pouca, meu pirao primeiro.

Logo, se até os mercados estão se adaptando para receber diversos tipos de pagamentos com o auxílio emergencial, por que eu não posso anunciar minha vagina ao meu modo?
Com certeza, Lisbela. Cada um com seu cada um. Haja vista que cada menina anunciará nos limites da própria criatividade e dentro do conhecimento que supõem ter das expectativas masculinas. Como citei por várias vezes, meu post é uma reflexão estritamente pessoal e até de colaboração com as moças que melhor me interpretarem, pois nada mais útil do que mostrar os anseios masculinos (nem sempre alcançado pela visão da mulher) para uma profissional do sexo.

Re: O MARKETING DO SEXO

Enviado: 27 Abr 2021, 19:44
por Mirella Moreno
Boa noite!
Sempre acho bem engraçado esses textos do Dante! Parece que ele está dentro de um romance!

Re: O MARKETING DO SEXO

Enviado: 28 Abr 2021, 15:38
por Dionizio_RJ
Boa tarde.
Entendo esse sentimento de nostalgia mas também entendo o ponto de vista das meninas. Sou da época que majoritariamente se frequentava termas e o ambiente era muito propício a criação de vínculos, se conversava muito com as meninas e em certas ocasiões em razão dos horários algumas meninas saiam de madrugada e passavam o resto da noite em hotéis com clientes, fiz muito. Mas esse tempo passou, pelo menos p mim que deixei de ter hábitos noturnos e depois com os prives que passaram a existir e as meninas free a facilidade de horário e o custo benefício são irresistíveis. O marketing é necessário, sejam promoções, rifas, sorteios, dizeres que elas entendam definir o trabalho delas, na minha opinião são todos válidos. A concorrência é enorme hoje, são muitas meninas maravilhosas atendendo e o marketing com certeza pode ser o diferencial para mais ou menos atendimentos, e o objetivo delas com certeza é mais atendimentos. Elas são o próprio produto que oferecem. Acho muito legal quando rola um clima e uma química a mais, mas é raro, muito raro. Hoje o profissionalismo tem estado em evidência e acho até bem vindo. Não podemos esquecer que é uma prestação de serviços (essencial) e como diz o Russomano a relação tem de ser boa para os dois lados.

Re: O MARKETING DO SEXO

Enviado: 01 Mar 2026, 09:27
por Eddie Adams
Dionizio_RJ escreveu: 28 Abr 2021, 15:38 Boa tarde.
Entendo esse sentimento de nostalgia mas também entendo o ponto de vista das meninas. Sou da época que majoritariamente se frequentava termas e o ambiente era muito propício a criação de vínculos, se conversava muito com as meninas e em certas ocasiões em razão dos horários algumas meninas saiam de madrugada e passavam o resto da noite em hotéis com clientes, fiz muito. Mas esse tempo passou, pelo menos p mim que deixei de ter hábitos noturnos e depois com os prives que passaram a existir e as meninas free a facilidade de horário e o custo benefício são irresistíveis. O marketing é necessário, sejam promoções, rifas, sorteios, dizeres que elas entendam definir o trabalho delas, na minha opinião são todos válidos. A concorrência é enorme hoje, são muitas meninas maravilhosas atendendo e o marketing com certeza pode ser o diferencial para mais ou menos atendimentos, e o objetivo delas com certeza é mais atendimentos. Elas são o próprio produto que oferecem. Acho muito legal quando rola um clima e uma química a mais, mas é raro, muito raro. Hoje o profissionalismo tem estado em evidência e acho até bem vindo. Não podemos esquecer que é uma prestação de serviços (essencial) e como diz o Russomano a relação tem de ser boa para os dois lados.
Concordo :reverencia: :reverencia: :reverencia: :reverencia: :reverencia: :reverencia:

Re: O MARKETING DO SEXO

Enviado: 01 Mar 2026, 13:10
por Jucabar
Dionizio_RJ escreveu: 28 Abr 2021, 15:38 Boa tarde.
Entendo esse sentimento de nostalgia mas também entendo o ponto de vista das meninas. Sou da época que majoritariamente se frequentava termas e o ambiente era muito propício a criação de vínculos, se conversava muito com as meninas e em certas ocasiões em razão dos horários algumas meninas saiam de madrugada e passavam o resto da noite em hotéis com clientes, fiz muito. Mas esse tempo passou, pelo menos p mim que deixei de ter hábitos noturnos e depois com os prives que passaram a existir e as meninas free a facilidade de horário e o custo benefício são irresistíveis. O marketing é necessário, sejam promoções, rifas, sorteios, dizeres que elas entendam definir o trabalho delas, na minha opinião são todos válidos. A concorrência é enorme hoje, são muitas meninas maravilhosas atendendo e o marketing com certeza pode ser o diferencial para mais ou menos atendimentos, e o objetivo delas com certeza é mais atendimentos. Elas são o próprio produto que oferecem. Acho muito legal quando rola um clima e uma química a mais, mas é raro, muito raro. Hoje o profissionalismo tem estado em evidência e acho até bem vindo. Não podemos esquecer que é uma prestação de serviços (essencial) e como diz o Russomano a relação tem de ser boa para os dois lados.
Eddie Adams escreveu: 01 Mar 2026, 09:27
Concordo :reverencia: :reverencia: :reverencia: :reverencia: :reverencia: :reverencia:
Concordo (2) :reverencia: :reverencia: :reverencia: :reverencia: :reverencia: :reverencia: