MASTURBAÇÃO SAUDÁVEL X COMPULSIVA
Enviado: 14 Ago 2025, 19:37
https://oglobo.globo.com/ela/noticia/20 ... erta.ghtml
Masturbação saudável x compulsiva: saiba identificar os sinais de alerta
Prática natural e benéfica pode se tornar problemática quando afeta relações, rotina e saúde sexual
Por O Globo — Rio de Janeiro
14/08/2025 05h03 Atualizado há 6 horas
A masturbação é um comportamento sexual comum em diferentes fases da vida, desde a adolescência até a idade adulta. Reconhecida por especialistas como uma prática natural e saudável, ela traz diversos benefícios físicos e mentais, como melhora do humor, alívio do estresse, auxílio no sono e fortalecimento da saúde sexual. Contudo, quando ultrapassa limites, pode se transformar em uma compulsão, causando impactos negativos na vida social, profissional e afetiva.
Para Vitor Mello, sexólogo e biomédico, o que diferencia a masturbação saudável da compulsiva não é a frequência, mas o efeito que ela provoca na vida da pessoa. — A frequência varia muito entre os indivíduos. O problema surge quando a masturbação passa a ser prioridade diária, ocorre em locais ou momentos inadequados e interfere nas responsabilidades e nos relacionamentos — explica.
Sinais de masturbação compulsiva
Segundo o especialista, a compulsão se caracteriza pela perda de controle e pelas consequências negativas. Entre os principais sinais estão:
- Reduzir ou abandonar atividades importantes para se masturbar.
- Necessidade crescente de aumentar frequência ou intensidade para obter o mesmo nível de prazer.
- Dificuldade para controlar o impulso, mesmo em situações públicas ou inadequadas.
- Sentimentos de culpa, ansiedade ou tristeza após o ato.
- Preferir a masturbação em vez de relações sexuais com parceiros.
Causas associadas
A compulsão pode estar relacionada a fatores emocionais, psicológicos ou contextuais. Ansiedade, depressão, estresse crônico, histórico de traumas, solidão e uso excessivo de pornografia são algumas das causas mais comuns.
— Nesses casos, a masturbação funciona como um escape para lidar com emoções difíceis. Entretanto, quando se torna a principal fonte de prazer e alívio, pode piorar a autoestima e aumentar o isolamento social — alerta Mello.
Impactos na saúde sexual
Embora o ato em si não cause danos físicos diretos na maioria das situações, o excesso pode provocar fadiga, irritações na pele, diminuição da sensibilidade e, em casos extremos, disfunções sexuais, como dificuldade para manter a ereção ou alcançar o orgasmo durante relações sexuais. Além disso, a dependência do estímulo individual pode afetar a intimidade e o desejo no relacionamento.
— O equilíbrio é fundamental. A masturbação pode favorecer o autoconhecimento e o controle da ansiedade, mas o excesso geralmente indica questões emocionais ou comportamentais subjacentes, como estresse, solidão ou compulsão sexual. Sem controle, esse hábito pode contribuir para disfunções eréteis, pois corpo e mente passam a responder melhor ao estímulo individual do que ao contato com o parceiro — destaca o especialista.
Buscando o equilíbrio
Para quem identifica que o hábito interfere na rotina ou no bem-estar, o primeiro passo é reconhecer o problema sem culpa ou vergonha. O tratamento pode incluir terapia sexual, acompanhamento psicológico e mudanças no estilo de vida, priorizando outras fontes de prazer e conexão.
— O objetivo não é eliminar a masturbação, mas devolver o controle ao indivíduo, para que a prática seja saudável e prazerosa, e não um fardo — conclui o Dr. Vitor.
Masturbação saudável x compulsiva: saiba identificar os sinais de alerta
Prática natural e benéfica pode se tornar problemática quando afeta relações, rotina e saúde sexual
Por O Globo — Rio de Janeiro
14/08/2025 05h03 Atualizado há 6 horas
A masturbação é um comportamento sexual comum em diferentes fases da vida, desde a adolescência até a idade adulta. Reconhecida por especialistas como uma prática natural e saudável, ela traz diversos benefícios físicos e mentais, como melhora do humor, alívio do estresse, auxílio no sono e fortalecimento da saúde sexual. Contudo, quando ultrapassa limites, pode se transformar em uma compulsão, causando impactos negativos na vida social, profissional e afetiva.
Para Vitor Mello, sexólogo e biomédico, o que diferencia a masturbação saudável da compulsiva não é a frequência, mas o efeito que ela provoca na vida da pessoa. — A frequência varia muito entre os indivíduos. O problema surge quando a masturbação passa a ser prioridade diária, ocorre em locais ou momentos inadequados e interfere nas responsabilidades e nos relacionamentos — explica.
Sinais de masturbação compulsiva
Segundo o especialista, a compulsão se caracteriza pela perda de controle e pelas consequências negativas. Entre os principais sinais estão:
- Reduzir ou abandonar atividades importantes para se masturbar.
- Necessidade crescente de aumentar frequência ou intensidade para obter o mesmo nível de prazer.
- Dificuldade para controlar o impulso, mesmo em situações públicas ou inadequadas.
- Sentimentos de culpa, ansiedade ou tristeza após o ato.
- Preferir a masturbação em vez de relações sexuais com parceiros.
Causas associadas
A compulsão pode estar relacionada a fatores emocionais, psicológicos ou contextuais. Ansiedade, depressão, estresse crônico, histórico de traumas, solidão e uso excessivo de pornografia são algumas das causas mais comuns.
— Nesses casos, a masturbação funciona como um escape para lidar com emoções difíceis. Entretanto, quando se torna a principal fonte de prazer e alívio, pode piorar a autoestima e aumentar o isolamento social — alerta Mello.
Impactos na saúde sexual
Embora o ato em si não cause danos físicos diretos na maioria das situações, o excesso pode provocar fadiga, irritações na pele, diminuição da sensibilidade e, em casos extremos, disfunções sexuais, como dificuldade para manter a ereção ou alcançar o orgasmo durante relações sexuais. Além disso, a dependência do estímulo individual pode afetar a intimidade e o desejo no relacionamento.
— O equilíbrio é fundamental. A masturbação pode favorecer o autoconhecimento e o controle da ansiedade, mas o excesso geralmente indica questões emocionais ou comportamentais subjacentes, como estresse, solidão ou compulsão sexual. Sem controle, esse hábito pode contribuir para disfunções eréteis, pois corpo e mente passam a responder melhor ao estímulo individual do que ao contato com o parceiro — destaca o especialista.
Buscando o equilíbrio
Para quem identifica que o hábito interfere na rotina ou no bem-estar, o primeiro passo é reconhecer o problema sem culpa ou vergonha. O tratamento pode incluir terapia sexual, acompanhamento psicológico e mudanças no estilo de vida, priorizando outras fontes de prazer e conexão.
— O objetivo não é eliminar a masturbação, mas devolver o controle ao indivíduo, para que a prática seja saudável e prazerosa, e não um fardo — conclui o Dr. Vitor.