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às 08:20 em 19 de Junho, 2021
- Faaala, Patrick.
O termo spleen representa um estado de abandono existencial, uma introversão, uma forma de melancolia pensativa. Está associado ao poeta francês Charles Baudelaire (morreu em 1867, Paris).
O spleen baudelairiano é, em tese, um profundo sentimento de desânimo, tédio, angústia e isolamento sentimental, que Baudelaire exprime em vários dos seus poemas reunidos no livro "As flores do mal".
O termo está associado ao decadentismo literário europeu após a fase romântica.
Cada vez mais sozinho em Paris, Baudelaire escreve a sua mãe, Madame Aupick (dez 1859) :
"O que eu sinto é um imenso desânimo, uma sensação de isolamento insuportável, o medo permanente de uma vaga infelicidade, uma total falta confiança nas minhas forças, uma absoluta ausência de desejo, uma incapacidade de encontrar qualquer divertimento que seja".
Fernando Pessoa, em Lisboa, 70 depois, expressou esse sentimento com amplitude (na minha opinião) infinitamente maior (por exemplo, "Tabacaria': "Não sou nada..." - e "O guardador de rebanhos").
No Brasil, o romantismo aproximou a palavra Náusea a esse sentimento baudelairiano através de Gonçalves Dias, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela e outros).
Assim, o spleen (na literatura, visto como "o mal do século") passou a designar essa forma isolada e penosa de suportar a realidade fora dos limites da arte.
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às 17:53 em 18 de Junho, 2021
What is spleen Baudelairien?
Le Spleen de Paris, also known as Paris Spleen or Petits Poèmes en prose, is a collection of 50 short prose poems by Charles Baudelaire. The collection was published posthumously in 1869 and is associated with literary modernism.
Onde você menos espera pode aprender algo novo…;)
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às 10:22 em 16 de Junho, 2021
Mais um interessante feito literário sem dúvida.
Adorei a imagem da Bruna ilustrando a parte inicial, que diga-se de passagem, apesar de passado um relativo tempo em que foi produzida, ainda hoje continua bela.
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às 06:35 em 16 de Junho, 2021
Peço licença para fazer das suas palavras a minha tb, Frederico!!! Só vou complementar com um pequeno detalhe; ñ sei se esse foi o melhor texto, mas sem sombras de dúvidas, está entre os três melhores!!! Meus parabéns pela bela escrita, Dante!!!
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às 02:40 em 16 de Junho, 2021
- Que espetáculo.
Postagem maravilhosa. Toda ilustrada e com um roteiro inesperado: começa na Lapa, passa por Machado, vai até a Tijuca e chega em Schopenhauer - para terminar no Éden. Adão e Eva.
A sinceridade do narrador, o spleen baudelairiano, é comovente, de fato, e torna essa narrativa uma obra de arte.
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Acho que esse é o melhor texto que o Arena já publicou até agora.
Parabéns, Dante. Você achou o caminho.
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