17 de Junho de 2019 às 15:52
Gosto do Centro do Rio, de flanar pelas ruelas antigas, sob os sobrados centenários, tomar um vinho na Casa Paladino, um café na Casa do Café Capital, almoçar no Coliseu das Massas, assistir a um filme no Odeon e fazer sexo com alguma provocante rapariga garimpada nos misteriosos bordéis camuflados pela poeira do tempo. O Centro da Cidade alimenta o meu vício pela nostalgia. É uma área decadente, sempre foi mal conservada, mas atualmente entrou em estado de decrepitude devido a crise econômica. Não irá morrer, mas agoniza a olhos vistos. É possível perceber que o volume de transeuntes pela Av. Rio Branco diminuiu nos últimos anos, talvez por conta dos altos índices de desemprego. Caminhar por algumas vias do Centro após às 20h já é uma ousadia que requer coragem.
Os grandes
randevus da região perderam público, alguns ainda insistem nas velhas fórmulas dentro de um mundo que se transformou. Outros, tentam se reinventar, mas não abrem mão da cobiça que não cabe mais no cenário financeiro do carioca. Cafetões perplexos não sabem o que fazer, pois nunca aprenderam a administrar, só conheceram a face amistosa do lucro. Por outro lado, também não vemos mais as belas mulheres que habitavam as pistas dos lupanares, aquelas que chamávamos de Tops, muitas encontraram outros caminhos num universo conectado pela Internet, novas opções de exposição trouxeram autonomia à prostituição e mais esforço para os velhos rufiões conseguirem montar elencos de meninas que aceitem trabalhar enclausuradas, recebendo ordens e penalidades. Sim, forista sem fé, a crise e as Redes Sociais abalaram o mercado tradicional do sexo.
O que velhos proxenetas não compreendem é que morreu a margem de lucro, o que existe hoje é a margem de sobrevivência. Só os que se adaptam sobrevivem e evoluem. Ao menos, enquanto durar a recessão.
Como frequentador, decidi me adaptar. Aderi aos trashs, onde é possível economizar no mínimo 30% num programa de 1h em relação as chamadas termas. Não esqueçamos as casas de massagem, que também operam com valores acessíveis, mas eu me criei nos puteiros e não me acostumo com o imediatismo dos privês. Além disso, as mulheres dos trashs aceitam convites de programa por fora, muitas vezes um pernoite sai a 150 reais num hotel qualquer.
Antigamente, quando você entrava numa 4x4, numa Cancún, numa Monte Carlo ou Solarium, sabia que encontraria ali um time diferenciado de mulheres. Isso acabou. As meninas giram, vão para onde sopram os melhores ventos, as melhores oportunidades. Querem dinheiro. Somente o caboclo esnobe, em condição de
delirium tremens, crê que ainda exista marca registrada ou status no mundo da putaria. Ficou mais fácil encontrar uma Top no Bombeirinho do que na Centaurus.
Antes de partir para a rua da Conceição, passei novamente pela 119 (rua da Alfândega) e confirmei a estabilidade de um time de mulheres que nos oferecem uma longa e agradável degustação. No entanto, por desejar mudar de ares, fui para o Bombeirinho, localizado num trecho isolado da rua da Conceição, 116, entre a Presidente Vargas e Marechal Floriano.
Caso me pedissem uma descrição do Bombeirinho, eu diria que se parece com uma caverna, um
pub popular, desnudo de luxo, ambiente escuro. A frequência é eclética, mas é possível ver trabalhadores mais humildes misturados a curiosos de gravata. O balde de 5 cervejas ao valor de 30 reais decora todas as mesas da boate. Mulheres para todos os gostos, a casa permite e elas apreciam exibir os seios nus pelo salão, o que fez o Bombeirinho ficar conhecido como a casa do peitinho agulha.
Sento-me num ponto discreto e logo vejo uma negra esguia, cabelos compridos e alisados, com uma bunda linda e seios pequenos. O biquíni mal cobria seus dotes físicos. Ela se aproxima e me fala seu nome. Vanessa é bonita, simpática e promete na arena o que cumpre na cama. Fiquei fissurado e chamei-a para a alcova. Como já informado, os quartos comuns do Bombeirinho possuem chuveiro, o que é um luxo que nem algumas termas consideradas de primeira divisão oferecem. Entrando no cafofo, Vanessa me tasca um beijo de tirar o fôlego, emenda num boquete de causar AVC em idoso e fica de quatro sussurrando que quer ser penetrada. A garota é gostosa e sem frescura. Antes de meter, caí numa chupada vaginal que fez a menina gemer alto. Com os níveis de tesão elevados, ajeitei a menina de quatro, apreciei aquela bela bundinha empinada e entrei com tudo nos domínios uterinos. Uma delícia. Muito excitado, bastaram umas poucas estocadas para que eu despejasse meu esperma junto a um pedaço da alma.
Conversamos mais um pouco, nos despedimos e fui embora em direção ao transporte coletivo. Dentro do metrô, meu corpo estava anestesiado e meu bolso aliviado por saber que tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Continua...