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BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
NãO SEI
ANAL
NãO SEI
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
SIM
Antes de ir até o sua suíte, pergunto se o número do apartamento ainda é o mesmo. Ela confirma. Eu repito os dígitos, e ela anui, mas deixa escapar uma confissão: não se lembrava de mim. Uma amnésia de alcova. Brinco que fui sepultado no seu esquecimento e subo.
Não há crime no seu esquecimento. Homens como eu passam pela vida de mulheres como ela com a mesma discrição com que chegam. Mas mulheres como Angel raramente passam pela vida de um homem sem deixar alguma marca, cravam seus dentes. Jamais são esquecidas.
À porta, a visão: ela me recebe vestida com uma lingerie de um tom rosado, quase obsceno de tão delicado. Na sala principal da suíte, ela me apresenta sua irmã, Aurora Damasceno, sentada ali, testemunha muda da iminência do ato. Angel então me arrasta para os seus aposentos interiores. Um cenário novo, já que o leito anterior fora ocupado por uma de suas colegas de ofício.
Vou ao banheiro. Quando saio, a umidade do banho ainda brilha na minha pele. Estou só de cueca. Na cama, Angel está de joelhos. Aqueles olhos profundos, as mechas loiras moldando o rosto e a pele reluzente, exalando um magnetismo que me incendeia inteiro. Eu estava com uma sede daquela mulher, avancei com a fúria dos desesperados para beber até a última gota.
Os beijos explodiram. Intensos, canibais. Se a memória falhava sobre o passado, o presente se impunha com uma verdadeira selvageria. Ela me beijava com força, com uma fome de quem queria me devorar vivo. E eu não a culpa, também a queria por inteiro.
Mas Angel não é fruto que se engula de uma vez só. É mulher para ser saboreada milímetro por milímetro, decifrando o gosto proibido que, com certeza, não pertence a este mundo. Entre beijos febris, deslizo os dedos pelo fecho do sutiã. Ele cede. Meus lábios encontram seus seios — com aqueles bicos maravilhosos que já haviam sido divinizados em minhas memórias. Uma delícia de se sugar, de se alisar com a ponta dos dedos suaves, sentindo o tremor da sua carne.
Deito o seu corpo na cama. O ritmo acelera. O quadril dita a música sacra do pecado. Começo a roçar meu membro ereto na sua virilha úmida. Ela responde na mesma voltagem. Susurro obscenidades no seu ouvido, e ela me devolve o troco com a voz rouca, palavras sujas e benditas. Colo o ouvido perto de sua boca para colher não as palavras, mas os seus gemidos ofegantes, a sinfonia mais pura que um homem pode escutar.
Desço meus lábios até o seu santuário mais íntimo. Demoro-me ali. Angel é uma mulher de abismos profundos, não se sacia com migalhas. Fico por muito tempo lambendo, chupando, deixando minha língua dançar, levando-a ao delírio. Um suplício do qual nenhum homem sã consciência ousaria reclamar.
Voltamos à arquitetura clássica do amor com um ppmm. Mas a voltagem estava tão alta que quase queimo a largada. As preliminares haviam me deixado na iminência do orgasmo. Recuo estrategicamente. Peço para mudar a coreografia. Vamos de ladinho.
Nessa perspectiva, o erotismo ganha contornos de pintura. Enterro o rosto na sua nuca, aspirando seu perfume, mordo suas costas enquanto minha mão viaja e aperta seus seios. Olho para a parede e vejo a mão dela espalmada, sustentando. Uma tela viva.
Pausa para respirar. O suor seca na pele, mas o fogo não se apaga. Voltamos para o combate final. Eu a penetro com violência e carinho, mordendo o lóbulo da sua orelha, destilando o veredito: "Você é deliciosa... se eu pudesse, transaria com você todos os dias da minha vida". E com essa confissão, eu desabo. Gozo.
Deitados lado a lado, as respirações vão se acalmando. Conversamos sobre a vida, as mudanças e o "Arena", esse universo paralelo onde nossas existências se cruzam. Ela resgata o meu primeiro relato sobre o nosso passado.
De repente, o toque do celular dela corta a poesia. O tempo acabou. Visto as calças, o pagamento é feito com a frieza necessária do contrato e o calor da despedida.
Na porta, o golpe de misericórdia. Ela me olha nos olhos e pede para que eu não demore a voltar. Da última vez, parti com dúvida, dizendo que talvez só nos víssemos no fim do ano. Mas agora, olhando para trás, sei que é impossível resistir. Nenhum homem que tenha provado do fogo de Angel Garcia consegue passar muito tempo longe do seu altar.
