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Tópico da CINE ÍRIS

Rua da Carioca, 49, Centro
Rio de Janeiro - RJ Rio de Janeiro - RJ


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HORAS DE SEXO
622h:40m

RELATOS:
489

POSTAGENS:
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27/05/2019

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SARA
POSITIVO
20 MINUTOS
VALOR: R$40.00
20 de Julho de 2023 às 21:36
BEIJO

NãO SEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

NãO




“O amor de bordel é uma calculada competição entre trapaceiros.”
—by Dante



Foi no verão do ano de 2023 que estive nesta icônica ruína que já foi referência cultural e arquitetônica em tempos melhores do Centro da Cidade. Não me recordo o motivo que me fez não escrever o relato, talvez pelo imperdoável preconceito que nos ronda e pode nos possuir se não estivermos atentos. Não nego, minha curiosidade por entrar no Cine Íris sempre existiu, não tanto pela degradação sexual que habita o seu interior, mas sim pelo desejo de guardar o registro das imagens históricas na memória.

O fim de tarde se aproximava, os tons suaves da luz vespertina começavam a recobrir a desvalida Rua da Carioca, acentuando a melancolia das lojas fechadas, dos sobrados abandonados e adormecidos nas fileiras das calçadas inertes que perderam o brilho da vida.

Há anos existem os shows de strippers anunciados sem pudores na entrada do estabelecimento. Desde o seu declínio definitivo, é disso que sobrevive o Íris, mas ele também já foi palco das grandes festas eletrônicas de Dj’s por um breve período. Através de um amigo, ouvi falar que seria possível pegar mulheres lá dentro, justamente algumas das que se apresentavam nos conhecidos espetáculos de nudismo. Sou um homem de boa-fé, acreditei.

Novamente, o preconceito me causou um certo constrangimento quando parei na entrada do Íris para comprar o ingresso. Superei o desconforto e entrei. Há uma entrada para o salão na lateral da parte de baixo e uma escada que nos leva ao balcão do antigo cinema. Iniciei a exploração pelo primeiro andar.

O lugar se mostrou previsivelmente escuro. Uns poucos vultos circulavam como almas penadas em busca da improvável redenção. O entra e sai do banheiro parecia mais intenso do que a quantidade dos presentes. Vi alguns crossdressers em postura de caça. O Íris é, teoricamente, um cinema, mas não existe tela no seu interior, o que vemos é um grande palco improvisado.

Encostei-me num canto discreto, um observador, quis ganhar tempo para adaptar os meus olhos à penumbra espessa e mapear com mais segurança a geografia intimidadora do local. Subitamente, o som de música explode altíssimo e preenche toda aquela caverna.

Earned It

As luzes do palco piscam antes de se firmarem em um brilho fortíssimo. Sinto batidas pesadas se aproximando e vejo uma mulher de cabelo roxo, pesando uns noventa quilos, surgindo rebolativa, coberta por trajes mínimos e com ares de atriz decadente de Hollywood. Acontecia o primeiro show.

Busquei uma das poltronas para me sentar, todas elas estavam estranhamente vazias, somente um coroa aparentava estar bem acomodado em uma das últimas fileiras. Sentei-me e senti que não havia forração no estofado, estava cru, na espuma. Quando tentei me ajeitar, para ficar mais confortável, a coluna inteira de cadeiras ameaçou tombar impulsionada pelo meu peso. O cheiro de mofo emanava mais forte na área das poltronas.

Envergonhando do quase tombo, dei uma pausa por ali mesmo. O show da pesada mulher de cabelos roxos mais me assustava do que excitava. A moça retirou os pedaços de pano sobre a pele para revelar as grandes proporções desnudas, carnudas e afrontantes da sua estrutura física. O espetáculo não durou muito se fosse marcado pelo relógio, mas me deixou uma sensação de eternidade.

Quando meus olhos se acostumaram à escuridão, avistei um velhinho se entregando com ardor de paixão a uma trans. Levantei-me e decidi ir conhecer o andar superior. É nesse andar, onde supostamente ficava o balcão do cinema, é onde também se localiza um dos banheiros. O movimento é maior ali, vultos masculinos e presumivelmente femininos entram e saem pela mesma porta, deslizam como entidades que guardam segredos inconfessáveis.

Não que houvesse tensão no ambiente, mas eu estava tenso. Ocorreu outro show, dessa vez com uma mulher tão magra que me fez lembrar um faquir indiano. Dançou, despiu-se e saiu de cena. Minha vontade de continuar no Íris estava se esgotando. Identifiquei um sujeito que me pareceu colaborador ou frequentador habitual e me aproximei para perguntar sobre a possibilidade de um amasso remunerado com alguma das mulheres que se apresentaram.

— Ah! Sim, sim. Dá sim. Faz o seguinte, o senhor se senta lá embaixo que vou desenrolar pra uma delas chegar junto — o sotaque de malandro de subúrbio me deixou ressabiado. Muito solícito, porém, o sujeito me causou a impressão de ser atendente de delivery.

Quando as luzes do palco se apagam, o breu toma conta do Cine Íris. Alcancei uma poltrona antes que as trevas absolutas me alcançassem. Quem me conhece sabe que sou surdo e enxergo mal, sou pior do que o Mister Magoo em lugares com pouca iluminação.

Sinto um toque de dedos no meu ombro direito, olho e identifico um vulto presumivelmente feminino. Ouço um sussurro muito baixo me perguntando se pode sentar ao meu lado. Assenti e ela se acomodou.

— O Carlos falou que o senhor queria um boquete — a voz baixíssima, beirando o inaudível, me informa como quem pede um novo consentimento.

— Pode ser — respondi.

— É 40 reais — ela diz o valor do cachê.

— Ok — respondo.

As mãos camufladas pelo blecaute do salão começaram a afrouxar meu zíper, uma delas puxou meu combalido pênis para fora e o abocanhou com a habilidade da experiência. Digo a você com toda sinceridade, eu não enxergava nada neste instante, mas estava bom. Gozei rápido e ainda tive que pegar a carteira para entregar o dinheiro. Exausto, não me importava mais com o estado insalubre das poltronas (que atualmente, me disseram, estão interditadas). Veio então o inusitado, o impensável, o imprevisível...

As luzes do palco voltaram a piscar até se estabilizarem num brilho de cegar os olhos. Ergue-se uma música altíssima...

“Conheço este som” — pensei.

Uma loira vestida de vermelho e oculta por uma máscara adentra o tablado, a música sobe ainda mais.

SAW

Reconheci os acordes, era o tema de "Jogos Mortais". Estremeci de terror. Foi como se tudo ganhasse sentido. Fugi.

Ganhei as ruas. Tal qual o nobre colega que se aventurou antes de mim, me prometi: Nunca mais! Nunca mais!...

Game over.


ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
PéSSIMA PéSSIMO
membro 10/10/2023 21:49

Cigano, na verdade também nunca soube que as mulheres viessem de saliência, mas como falei antes com um sujeito que devia ser alguma coisa lá dentro, veio uma entidade me chupar. Espero que tenha sido menina rs

Cigano 10/10/2023 21:07

Eu fui la, quando tinha uns 16 anos, me aproveitando da minha altura e de prarecer mais velho rs, depois fui mais algumas vezes, mas não me lembro de ter meninas fazendo programas, só os travestis. Eu sempre ficava fantasiando comer uma das meninas no salão do teatro, o meu lado exibicionista falando rsrs

Bruzim 24/07/2023 14:22

Sempre tive curiosidade de saber o que rolava de fato alí. Obrigado Dante, e parabéns pela coragem de desbravar esse local icônico.

Lyon 22/07/2023 14:47

Nunca tive coragem de entrar ai, mas quando o sentido da rua onde fica localizada essa velha e desgastada arena se fazia em direção ao praça Tiradentes, passei inúmeras vezes em frente a mesma. Obrigado por matar minha curiosidade com esse relato... rs.

Lex Luthor 21/07/2023 20:56

Senti a minha alma desfalecida ganhando um pitaco de inspiração para explorar a cidade sozinho.

Jucabar 21/07/2023 07:04

O fim do TD foi o melhor 🤣😂🤣🤣🤣

Catatau 21/07/2023 06:45

Não é um TD, trata-se de uma obra de arte libidinosa. Excelente retrato da total decedência!

Brand 21/07/2023 01:48

Excelente!

Papai Noel 21/07/2023 01:34

Vou concordar com o Shadz, o excêntrico me atrai, mesmo que não seja com frequência.
Aventuras pitorescas como essa são para poucos.
Parabéns!

Barbosa82 21/07/2023 00:46

Depois da minha última experiência nesse lugar eu nunca mais quis entrar aí. Parece q hj em dia nem os shows de strip andam agradando. Parabéns pela coragem!

zerinho 21/07/2023 00:03

Se não estão lavando dinheiro usando o cine-íris estão perdendo uma boa oportunidade.

Shadz22 20/07/2023 21:45

Profundo,bela decadência,tirou onda,vou conhecer, Sempre que passo vejo ngm,fico me perguntando como se sustenta ainda. Isso aí Dante,gosto do excêntrico,belo relato!

membro, Shadz22, Brand, Digboy, The Witcher, Gatitus, Café, Senior69, Madruguinha, Barbosa82, Papai Noel, Ninho, Catatau, Jucabar, Estarossa, Carlos Bruno, ViciadoEmPeitudas, Josh, matkal, Sued, pgggato45, Lyon, Bruzim, Siropas, Marv, Spirit curtiram esse relato.
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Piu
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GABI
NEGATIVO
30 MINUTOS
VALOR: R$10.00
26 de Julho de 2015 às 23:08
BEIJO

NãO SEI

ORAL

NãO SEI

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

NãO

2010

Foi atendendo a um capricho da Gabi (boate Fênix, Lapa) que fui parar lá. Só não pensei que a longa espera de uma hora e meia pelo show da gata fosse me render tanto.

Entro e procuro um lugar perto de um extintor e próximo à saída; passa um vídeo da Asia Carrera com três loiras totalmente devassas.A adrenalina está a mil, pois sei que o lugar é cheio de homossexuais que podem não gostar da minha recusa; por isso todo cuidado é pouco para não tomar uma atitude hostil...O lugar fede a naftalina e porra; muitos malucos, sem qualquer aversão, se entregam aos beijos pelos corredores e se chupam nas poltronas.Entram os trans , e é passada uma hora. caçam clientes pra beijar e passar a mão - a cena é medonha...

Vale no banheiro, vale no corredor etc.

Falta meia-horinha para começar o show, e eu me mantenho próximo a uma das saídas.Um trans senta na poltrona e põe o pè sobre o encosto para mostrar a perna, obrigando-me a mudar de lugar.Mas não me dou muito bem com a escolha, pois um velhinho entra no cinema sacudindo o piru e vem na minha direção( POOOORRA! ESTE SHOW TEM QUE SER BOOOM!)

O velho passa longe quando percebe que a atitude dele é inconveniente , e faltam poucos minutos para o show começar:a projeção é interrompida , "Adeus, Ano Velho" começa a tocar no ambiente e as luzes se acendem: Vejo casais heteros chegando para assistir.

Priscila, amiga da Gabi, é a primeira a se apresentar, com seu corpo esguio e sarado; a performance me agrada e busco um lugar mais à frente, encostando a mão numa porra que algum fdp deixou no braço da poltrona (CARALHO!). Corro pro banheiro, pra não perder a apresentação; aplaudo, e LÁ VEM GABI de bombeira, mexendo-se os quadris graciosamente.E , antes de tirar toda a roupa, como fez Priscila, vai até onde me encontro e diz: "Não acredito que você está aqui"

Confrades, nem eu creio que me submeti a tanto...Mas valeu o ingresso de dez reais: passei a mão na bundinha dela e vi sua apresentação.Agora, sabem quando vou repetir? Anotem: NUNCA MAIS!!!
ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
PéSSIMA RUIM
Shadz22 20/07/2023 22:11

Minha asma atacou aqui,de tanto que ri.Vc é um caveira Piu,merece o respeito de todos daqui.

Shadz22 20/07/2023 22:07

Kkkkkkkkkkkkk Krl kkkkkk brabo

Brand 14/02/2021 20:15

Colocando aqui um comentario. dia desses passei pela frente desse museu historico kkkk, e fico impressionado como ainda está aberto.

A rua da Carioca, como muitos aqui devem saber, está completamente às moscas, acho que por baixo, 70% das portas do comercio estao fechadas... mas o Cine Iris está la ainda, aberto... decadente, escuro, aspecto de sujo, tem que ser muito, muito guerreiro para entrar ali, mas enfim... tá la firme. Incrivel.

membro, mecobalamina, Café, Principe Peugeot curtiram esse relato.
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