21 de Novembro de 2019 às 12:55
PAOLLA
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BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO

ANAL

NãO

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

TALVEZ

Contemplo esta dedicatória à Paolla, rememorando perfume francês e confuso de mim mesmo...

A cada um está associado ao menos um motivo para enveredar-se nesse mundo simultaneamente óbvio e labiríntico da sedução, o meu fora afiado pela curiosidade, no decurso de quatro meses e quase vinte passagens por mulheres diferentes eu tivera inúmeros motivos para sair de cena, mas apenas um, de fato, ainda me faz resistir, esse motivo especialmente para mim chama-se "Belle de Jour", para todos os outros, Paolla.

Apesar de não ser a primeira vez que encontro-me com ela, o "test drive" fora feito antes, farei tal qual uma homenagem para essa deusa autonomeada Paolla, a mulher que me deixou fora de si quando a vislumbrei pessoalmente, refiro-me a seu charme estonteante e dominador que transcendeu covardemente meu raciocínio e minha quietação de forma patente e indubitável, fazendo-me variar do brio à perversão, tamanha atração capturada daquele semblante afrodisíaco e salutar digno de uma princesa.

A minha história atravessou a dela na antevéspera do meu aniversário, o sol estava em libra, os astros pareciam convergentes, quando tomado por uma sequência de impulso, teimosia e relutância, decidi colocar toda minha perspicácia em operação para encontrar uma mulher que exclusivamente por fotos, sem antever-me a relatos anteriores, TDs, aprovações etc. fosse capaz de me arrebatar e invadir meu equilíbrio de modo que qualquer suspeição apenas pudera ser sanada ao dia do encontro. Com a sorte lançada, apenas precisava que ela soubesse da minha intenção em conhecê-la, dito e feito, marcamos.

No dia seguinte compareci e pude confirmar o que idealizei pelas fotos dessa bela mulher, propositalmente, eu dera um tiro de precisão a esmo, mas sem base racional alguma, ela foi a primeira que me encontrara sem antes ver o rosto, oposto ao que eu faria normalmente, com ela a certeza veio antes da hesitação, confiei apenas que a intuição não me falhasse. Paolla é uma das raras mulheres que conseguiram me desarmar em pouco mais de duas décadas neste plano carnal, ela reúne quase todas as qualidades que de maneira subjetiva me agradam, é delicada sem demasia, desenvolta, inteligente, espontânea, dona de um charme que excede limites, uma contraposição entre o real e o intangível, a overdose da jovialidade e do êxtase feminino, a imponência de uma mulher sofisticada, vistosa, com trejeitos de exuberância em refino, desprovida de qualquer vulgaridade ou depravação.

Durante o primeiro encontro com duração de duas horas, conversamos bastante, nos beijamos o dobro, poder sentir aquela pele branquinha trocando calor com você é uma das melhores sensações que um aprendiz, mas sabedor em apreciar uma mulher pode experienciar, naquele dia, ela não estava perfumada, estava cheirosa com o aroma quase magnetizador e peculiar de sua pele, a propósito, aquela pele dotada de uma maciez incrível e deslizante, com realce para seu umbigo, que deveria ser a próxima maravilha do mundo moderno, se dissessem que fora esculpido eu acreditaria, um traço sutil, vertical e farto de requinte. Fizemos de tudo que ela permite-se fazer, língua com língua, língua com aquela bucetinha cheirosa e lisinha, por cima e por baixo de mim, sem esquecer dela gozando na minha boca, pudera sentir seu sabor de maresia, salgado como águas litorâneas, simplesmente alucinante e após muitos amassos e posições, ela me convoca de quatro gemendo de prazer, eu igualmente rendido de tesão, gozo como se tivesse sido anestesiado naquele quarto, eu saíra exitoso, mas sucumbido pelo tempo com ela ter passado como num sopro de euforia. Não negaria dizer: uma hora após daquele momento invulgar, minhas pernas ainda falhavam em caminhar, eu me sentira um felizardo dopado, me revigorando com sequelas do efeito romanesco e vertiginoso Paolla.

A segunda parte da minha história com ela se retoma comigo propondo fazermos um encontro externo, dois personagens e um cenário: eu, a diva e um hotel, não sou de planejar nada com muita antecedência, sou avesso a ensaios, o aletório e o imprevisível me atraem, mas para esse encontro fora necessário uma sorrateira organização, eu precisava perfilar os detalhes e sustentar um álibi para que tudo transcorresse dentro do controle e marginal a qualquer radar alheio.

Para um garoto desapegado, mas exigente quanto a discrição e locais higiênicos, pesquisei hotéis no centro que me convencessem e escolhi um na área portuária, a essa altura tudo estivera combinado com a Paolla, um dia inteirinho de trabalho dela dedicado a nós, foram esplendorosas seis horas, tudo que decorreu no primeiro encontro se reproduziu no segundo, seu perfume francês era como uma aura em seu corpo, de maneira intensa e ainda mais envolvente eu pudera conhecer mais da mulher posterior àquela profissional, de sorriso fácil, charmosa sem intenção de ser, foram vários momentos de descontração, tudo correra tão natural entre a gente que, quando ela levou lubrificante, sabidamente que seis horas não são sessenta minutos e o deixou próximo, caso necessitasse utilizar, mas de tão molhadinha que a Paolla ficou, devido ao bom clima que fluiu com facilidade, como dois cúmplices, sem deixar a caliência e a safadeza de lado, desprezando pressa e exigências, agi como um lorde durante todo o tempo e ela retribuiu, por tudo ser espontâneo, ela declinou do lubrificante, não precisou, ela estava muito umedecida, aquela buceta, uma façanha divina impecável até para os mais céticos, tão suculenta estava, que a cada penetração cadenciava junto um barulho do líquido em atrito que regou essa loira maravilhosa de prazer. O cair da noite se aproximara, cada momento nada mais é que um estágio finito do tempo e precisáramos nos separar, com a disposição irredutível de ter a Belle de Jour novamente em uma provável terceira reprise que ainda não se concretizou.

Parafraseando Leoni:
Garotos espertos perto de uma mulher, são só garotos.

Findo com dois fragmentos de músicas francesas dedicadas a ela:

J'aime ta peau blanche et ton grain de beauté, tes hanches quand tu flanches
(Eu amo a tua pele branca, teu sinal de beleza, e teus quadris quando você rebola)

Ne me quitte pas
(Não me deixe)

À minha Belle de Jour