18 de Janeiro de 2020 às 17:09
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

SIM

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

Desço à estação do Metrô da Tijuca, o relógio girava próximo às 21h, o movimento de gente aguardando a chegada do transporte público era pequeno. Apoiei-me numa das pilastras e passei a olhar minhas redes sociais pelo celular. Havia um reflexo de tédio no rosto das pessoas, talvez pelo cansaço do fim do dia. Entrei no vagão que parou a minha frente, não demoraria muito para que eu chegasse ao burburinho atemporal da rua Uruguaiana, no Centro. Fiquei em pé, saquei novamente o celular do bolso da calça e abri meus e-mails. De repente, sinto um toque leve na cintura, olhei e vi a mão envelhecida de uma senhora baixinha que falou comigo em voz clara e audível.

– Isso caiu do seu bolso... – com a mão direita erguida, ela balançava sem pudor o pacote de preservativos que eu levei comigo de casa.

Recolhi as camisinhas com um gesto rápido e agradeci com a voz no menor tom que pude alcançar. A velha abriu um sorriso que brilhava molhado em saliva, transpirando uma atmosfera de personagem de filme de terror barato. Após o constrangimento, mudei de lugar dentro do vagão e não evitei a ansiedade de querer chegar logo ao destino.

Desci na Uruguaiana, um pagode ininteligível disputava a poluição sonora com os gritos dos camelôs. Caminho veloz em direção à imortal rua da Alfândega, foi quando um idoso de baixa estatura cruzou meu caminho carregando um tabuleiro que transbordava de comprimidos.

– Pramil! Pramil! Olha o pramil! Vai de pramil, chefe? Com ele a cobra não falha, morde – fiquei imaginando se estaria estampado em meu rosto algum tipo de fraqueza sexual ou necessidade de consulta no Boston Medical Group.

– Não companheiro, estou indo à missa – o pequeno ancião mostrou-se surpreso com a minha resposta e retrucou com um “amém”.

Dois idosos esquisitos me abordando na mesma noite com mensagens sexuais constrangedoras, aquilo me pareceu um sinal. De certa forma, não menti para o último velhinho, eu não estava indo a uma igreja, mas seguia em direção a um templo libertino: o clube 502.

Pego meu cartão de consumo na entrada e escalo os longos degraus que nos levam à arena de seduções e sedição. A casa é dividida em dois ambientes, uma ampla pista onde fica a boate e um salão pequeno usado como área de fumantes. A área de fumantes estava vazia naquela quinta-feira chuvosa, mas a pista da boate concentrava a essência pulsante de todas as libidos.

Perambulei de um salão ao outro repetidas vezes, até que a vi... Pele clarinha, cabelos compridos, corpo de curvas harmônicas, desses que fazem da mulher uma obra de arte. Coxas grossas, barriga sequinha, bundinha arrebitada, seios esféricos e firmes. Linda. Interceptei-a e perguntei seu nome.

– Fany.

Fiz as perguntas básicas de quem caça em ambientes mundanos e ela me garantiu que não fazia nenhuma restrição na cama. Decidi rápido e subimos à alcova. Os quartos da 502, para quem não conhece, são limpos e se resumem a uma cama e um chuveiro. Fiz meu asseio e ela entrou no quarto já retirando o minúsculo biquíni. De pé, colamos nossos corpos e nos beijamos. Acredite, forista sem fé, Fany não beija, ela abduz. Bocas coladas, línguas emboladas, troca intensa de fluidos, ela passando a mão carinhosamente pelos meus cabelos, minha nuca... A pica foi literalmente para as galáxias. Que mulher! Seus seios não nasceram, foram esculpidos, uma perfeição que se exibe em par aos nossos olhos. Eu poderia passar uma noite inteira lambendo aqueles peitos lindos e durinhos, a outra noite eu passaria beijando aquela boca gulosa.

Fui explorando o corpo de Fany com os lábios até esbarrar com sua xana, seu clitóris. Mergulhei fundo na chupada, a menina estremecia inteira, seu quadril começou a dar pequenos saltos, ela gozou. Não duvide, meu afeiçoado leitor, ela realmente gozou. Invertemos a posição e ela veio me chupar, uma chupada sem pressa, caprichada, de fêmea que enxerga o pênis como se fosse um sorvete chicabon. Precisei me concentrar para evitar a ejaculação precoce e usei uma técnica inspirada na sabedoria budista, imaginei estar no Jardim Zoológico, no Sítio do Pica-Pau Amarelo conversando com a dona Benta, caminhando pelo Norte Shopping na véspera de Natal... Apelei e mesmo assim quase não consegui segurar a pressão. Pedi que ficasse de quatro e ela empina aquela bunda transcendental. Começo a meter devagar, ela fala para eu não ter pena, aumento a força das estocadas, nossos corpos estalam a cada choque, ela geme, eu gozo todos os meus combalidos espermas e parte da minha alma. Fany é incendiária de homens. Mulher absurda de gostosa.

Retorno ao metrô pela rua deserta, embarco e retorno à bucólica Tijuca aleijado de um naco do coração. Há mulheres que são vampiras, não apenas fazem sexo, nos devoram.

Ave, Fany.