06 de Agosto de 2020 às 02:43
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

SIM

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

*INTRODUÇÃO FILOSÓFICA*

Desde que eu soube que a esposa de um adúltero (pobre mulher) me rotulou como “filósofo de botequim”, ela incubou no meu íntimo a reflexão sobre o tema. Visualize, estimado forista, você está no salão do bordel, sentado com uma birita ao alcance da mão, a música alta, mulheres seminuas, homens salivando libido, feromônios bailando no ar. O que pode ocorrer neste exato momento? A misteriosa combustão que gera a fatal fagulha do pensamento: “O que eu estou fazendo aqui? Quem sou eu?”

Sim, forista sem fé, o homem que é capaz de pensar dentro do bordel tem a alma libertina. E qualquer um que seja capaz de pensar em meio a névoa erótica é um filósofo valoroso, mas o libertino não é um filósofo de botequim, como quer a esposa do adúltero; o libertino é um filósofo dos salões, da pista, da solidão. O libertino é, antes de tudo, aquele que possui a esmagadora consciência de que é só e sobrevive. É um indivíduo de virtudes originais, uma espécie de Highlander.

Na minha visita mais recente a um puteiro, me peguei pensando nessas variações de conceitos. O libertino é o extremo oposto do covarde, mas entenda que o covarde não é quem trai, é quem atraiçoa. Perceba a nuance sutil da sonoridade que diferencia o significado dessas palavras. Quem trai pode guardar coragem, quem atraiçoa não. Os senadores que assassinaram Cesar eram covardes, atraiçoaram o grande general, o apunhalaram pelas costas, pois todo covarde é sorrateiro. E por que mataram Cesar dessa forma? Mataram porque a covardia é um tipo de manifestação de respeito pela vítima, é uma representação do medo e do recalque que o atraiçoado desperta no covarde. Existe algo pior do que um covarde? Pasme, ingênuo forista, existe a criatura que justifica o covarde e a covardia em detrimento da vítima do ato. São os parasitas, os vermes que servem de claque para um falso herói que eles não tiveram o ímpeto de ser. O covarde sempre se justifica, mas piores são os que justificam a existência e a atitude do covarde. Sim, você está certo se concluiu que a antítese do covarde é o libertino. O libertino é a nobreza e a inteligência que o covarde inveja sabendo que nunca irá alcançar. Disso, nasce o ódio. Todo Mozart tem seu Salieri.

Há algum tempo assisti a um filme de cowboy chamado “Da terra nascem os homens”, com Gregory Peck e Charlton Heston. Um filme antigo em que Gregory Peck é um almofadinha da cidade grande que decide se mudar para o Oeste selvagem. Lá, é provocado e ofendido constantemente pelo personagem agressivo do Charlton Heston, mas nunca reage, não por medo, mas por saber que se reagisse a consequência seria se ferir, mas também machucar. Ele atura e aceita as covardias do seu oponente. No final, quando os dois estão sós, ele decide reagir. É ferido, mas fere. Impõe ao covarde o que o covarde não prevê, a reação, a dor da qual ele se imagina imune. A genialidade do filme está aí, o covarde sempre precisa se autoafirmar, é a forma como ele tenta negar sua mediocridade. O libertino não precisa disso, pois sabe quem é.


*CAPÍTULO DE HOJE: ISA*

O TD não é recente, porém, é o mais recente que posso expor diante das circunstâncias atuais. Acredito que a menina ainda esteja na casa.

Isa não é a mera fêmea do dia a dia. Isa é manchete. Você está caminhando e, de repente, avista aquele jornal pendurado numa banca de esquina, letras garrafais impressas na primeira página, uma notícia indecorosa. Essa é a Isa, uma manchete que não escapa impune aos nossos olhos. Alta, cabelos longos e negros, olhos amendoados e expressivos, pedaçuda de cima a baixo, pernas grossas, peitos grandes, bunda com a dimensão colossal de um mapa múndi. A bunda da Isa é um pedaço à parte, duas esferas robustas, arrebitadas e perfeitas. Isa é a manchete indecorosa do cabaré.

Como vocês poderão verificar nos registros mais antigos deste tópico, eu já havia degustado o filé. Isa não é mulher para um único encontro, é mulher de reprises, pois não é uma ilha que exploramos no espaço de um dia, ela é continente. Voltei algumas vezes para me perder naquela geografia de relevos e sinuosidades. A garota chupa com a precisão de um maestro idolatrando a batuta, geme e se contorce emitindo sons que nem Beethoven conseguiria reproduzir com sua surdez extraordinária. De quatro, Isa não é somente um objeto onde derramamos o nosso precioso sêmen, ela é o portal para uma sequência de êxtases inenarráveis. Acredite, forista sem fé. Podem falar o que for de mim, mas as mulheres que enalteço são as mulheres que ganham fama e preferência entre os mundanos. É a minha história, é o meu destino.

Outra vez, gozei horrores com Isa. Depois do prazer o papo, ela me conta seus dramas, sua vida familiar, suas perdas e tudo mais que um querido amigo que cultivei pelos fóruns define como o “alcorão das putas”. Sempre a mesma narrativa com um fundo dramático que permeia a vida de todas elas, que pode ser verdadeira, mas jamais teremos certeza. Desse gancho, puxo outra virtude do libertino, é possível que pareça uma contradição, uma velhacaria, mas é uma virtude. O libertino mente. Enquanto pensam que o enganam, ele engana. Enquanto supõem que o iludem, ele ilude. Enquanto creem saber da sua vida pessoal, ele vende uma fantasia. O libertino, enfim, é uma presença impalpável, uma existência sólida, mas etérea, é o esperto que deglute a esperteza.

Já ultrapassei mais da metade da jornada nesta terra de poucas felicidades, perdoem-me então a profundidade deste texto. Posso dizer que sou uma mente jovem padecendo num corpo que envelhece. É a convergência da contradição que gera o sábio. Os libertinos são os melhores narradores do universo mundano, por isso terminam por despertar curiosidade. Muitos quiseram me conhecer e conheci muitos dos que quiseram me conhecer. Hoje, não mais. Aprendi que permitir minha presença é como decepcionar uma criança que esperava outro presente. Pessoalmente, nunca correspondemos a expectativa severa da imaginação alheia. Estou mais para a silhueta de um Hitchcock do que para o físico de um Indiana Jones. No entanto, as aventuras que vivi se equiparam a qualquer “Caçadores da Arca Perdida”. Não ceda à vaidade, afeiçoado forista. A vaidade é a única feiticeira capaz de exterminar um libertino. Live and let die...



LIVE AND LET DIE