BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
DISSE QUE FAZ
ANAL
NãO SEI
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
NãO
Antes da pandemia (prestem atenção no “antes”, fiscais da foda alheia, é um detalhe importante na interpretação do texto), estive na 114. Aquilo é uma caverna que deve ser moradia até de morcegos. O ambiente é escuro, pequeno, claustrofóbico. Como costumo dizer, a 114 é para homem que mija em pé. Não esperem lençóis de cetim, travesseiros de pena de ganso ou edredons bordados com fios de ouro. Não há travesseiro, os lençóis são rasgados e sem direito à troca e o edredom é o pano de chão mais surrado do banheiro. Na entrada deste estabelecimento deveriam pendurar uma placa com a inscrição: Coragem!
Havia umas dez meninas e logo avistei uma mulata abrasada dançando no meio do salão. Bonita, sensual, cabelos cacheados e longos, pedaçuda no estilo cochas grossas e bunda grande. Gostei. Chamei para uma cerveja, ela se sentou ao meu lado e não demorou para me tascar um beijo de língua na boca. Senti percorrer as vibrações elétricas que fizeram o despertar da minha combalida espada guerreira. Depois de 7 cervejas e pedidos de casamento, levei à alcova.
O andar das cabines da 114 pouco se difere de um chiqueiro. Os quartos são baias estreitas onde os gordos correm risco de morte por esmagamento. Usei todos os meus conhecimentos sobre contorcionismo e consegui entrar quase encaixado numa das cabines. A menina, que se apresentou como Júlia, disse que ia se banhar. Atente, forista sem fé, as linhas que virão a seguir serão desagradáveis e pouco higiênicas, avalie se deseja prosseguir na leitura após observar este aviso.
Tirei meu uniforme de caça e fiquei aguardando a garota entre aquelas paredes ameaçadoras. A cama tem a proporção de maca e deixo um alerta para os obesos, na 114 para foder você terá também que se equilibrar na faixa diminuta que compõe o espaço do colchão. Júlia entra no quarto e deixa cair a toalha revelando os seios sofridos da procriação, nada que eu não pudesse superar. Ela me abraçou, me beijou sem economia e se deitou na posição de quem quer receber uma chupada. A arte da chupada vaginal é a preferida de 9 entre 10 idosos. Parti para dentro. Acredite, estimado forista, aqui se revelou um dos piores momentos da minha pacata existência, a boceta da menina estava com um gosto fortíssimo de urina, o que me levou a crer que ela não havia tomado banho, foi mijar antes de trepar. Horror. Devo ter tirado os lábios daquele vaso sanitário embutido em corpo vivo com cara de nojo. Neste ponto, meu tesão desceu pela latrina, não havia mais salvação.
Para não jogar dinheiro fora, pedi para que a menina ficasse de quatro, venci a relutância do meu pau em pânico e o mergulhei naquela cavidade com vestígios do líquido ácido. Gozei sem tesão, sem vontade e com uma dose de repulsa. Encerrado o ato, me despedi de Júlia.
Eram dez horas da noite quando saí da 114 e fui caminhar pela Av. Marechal Floriano em direção ao metrô. O cenário me lembrava a Transilvânia dos filmes de Drácula, deserto, silencioso, coalhado de ratos robustos que atravessavam as calçadas com a velocidade de uma Ferrari. Sim, dileto forista, dá medo. Apesar disso, eu tenho uma ligação cármica com a Marechal Floriano, guardo o hábito de tomar sempre um cafezinho na Casa do Café Capital, na esquina com a Uruguaiana; o Beco da Sardinha é uma das minhas paradas favoritas; a Rua do Acre é parte inseparável da minha história e a Praça Mauá, não muito distante dali, foi um dos berços onde me formei libertino. É uma região de boas lembranças, de muitos fantasmas e também de tristeza pela decadência explícita que observo atualmente.
Entro no metrô e tudo desaparece.