01 de fevereiro de 2021 às 09:04
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

SIM

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

TALVEZ

Sexta-feira. Quando pisquei os olhos, estava em frente ao Shopping 45, na Praça Saenz Peña, cenário principal da bucólica Tijuca. O que eu fazia ali? — Perguntaria o afeiçoado forista. Aguardava uma garota chamada Lunna, com quem mantive uma frutífera conversa durante dois dias, antes de decidir agendar o programa. No bar ao lado do shopping vazava um som antigo e familiar: Sade cantando “No Ordinary Love”.

No Ordinary Love

Confesso que ouvir essa música naquele momento quase me emocionou. Senti um estranho déjà-vu percorrer meus neurônios, minha vida reproduziu-se como num filme, em poucos segundos. Não me peça muitas explicações, estimado forista, é um desses fenômenos estranhos que nos assolam sem aviso, sem lógica que possa ser traduzida. O meu celular toca, atendo e ouço uma voz suave perguntando onde eu estava. Era Lunna, havia chegado e não a vi passar. Fui ao seu encontro.

Uma loira alta, cabelos compridos e bem tratados, estava com uma saia longa e uma blusa com decote discreto. Bonita. Por um minuto, pensei em desistir do programa para propor que passeássemos de mãos dadas no Shopping Tijuca, tomarmos um café ou fazermos um lanche. Avaliando pela estética, a menina é para casar. Fomos de mãos dadas em direção ao Hotel Éden, matadouro histórico dos tijucanos, com promessa de ser tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Há mais de dez anos que não pisava no Éden, foi um reencontro nostálgico com o quarto do pecado. Tomei um banho e esperei a minha parceira se desnudar e exibir os dotes que até aquele instante eu apenas imaginava. Acredite, forista sem fé, pasmei. Uma bunda de capa de revista, um par de seios cinematográficos, coxas grossas, pés pequenos e uma visível disposição para o sexo. Lunna me surpreendeu, não esperava tanto do aspecto físico.

Avanço para beijá-la. Notei alguma desconfiança no início, alguma renitência, mas ela logo foi se soltando e um clima de namoro rolou com uma espontaneidade. Fiquei tão encantado pelos seus seios que foi ali onde mais me concentrei, creio que nunca chupei por tanto tempo os peitos de uma mulher como chupei os de Lunna. Deliciosos. E a bunda? Duas esferas em que poderiam inscrever um mapa mundi erótico. Se eu fosse profeta, aquela bunda seria o meu Monte Sinai, ali eu escreveria em um bloco de pedra os dez mandamentos dos libertinos. Exuberante.

Brincamos muito, nos beijamos demais. Lancei-me à vagina de Lunna com a sede dos camelos. Ela queria gozar, então ficamos nos beijando enquanto ela se masturbava. Explodiu num gemido de estremecer concreto. Lunna gozou com um canto de sereia que afundaria uma frota de dez Ulisses. Ela inverteu a posição e começou a lamber meu saco ao mesmo tempo em que me masturbava e alternava a boca engolindo também o meu pau. Uma visão pornográfica que me levou ao gozo celestial em poucos segundos. Lunna é mulher obrigatória para qualquer currículo masculino.

Sim, a menina é profissional, mas no melhor significado do termo. Inteligente, boa conversa, carinhosa e competente no que se propõe. Como boas profissionais estão raras, Lunna é dica obrigatória na agenda de quem quer viver uma bela história.

Saímos do motel de mãos dadas, ela pegou um táxi e eu retornei à inevitável e necessária solidão, ao silencio que pariu o início do mundo. Havia anoitecido, caminhei em passos lentos pelas ruas mornas do bairro. Tive pouca vontade de retornar para casa, queria absorver mais aquela energia urbana que me rodeava. Paro em um boteco e peço uma cerveja. Identifico a voz de David Bowie com Lazarus. A trilha sonora da noite estava impecável. Gênio.

Lazarus

Não havia mais passado, nenhum futuro. O presente me trouxe euforia. O amanhã é a ilusão dos tolos. Ave, libertinos.