18 de Abril de 2021 às 19:09
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

SIM

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM




O sexo para o libertino é um vício, mas não só o sexo, há o vício também na própria adrenalina. O libertino é um viciado em aventuras sexuais, fato que explica o porquê de se entediar tão rápido de tudo. Expliquei e explico novamente aos estimados foristas que me acompanham, perdi a noção, a mínima estimativa de quantas mulheres provei até o topo desta terceira idade que habito hoje. Não confesso isso por vaidade ou para me fazer de superior diante dos queridos leitores, revelo esse aspecto da minha estranha existência porque o ato sexual para mim sempre foi uma compulsão que se aliou à sorte. Vivi um tempo em que donos de termas, por simpatia pelos meus relatos, pelo meu humor, franqueavam espontaneamente as casas para o meu total deleite, sem que me fosse cobrado absolutamente nada além da minha presença. Sim, afeiçoado forista, vivi o raro privilégio de ser uma persona amada para quem comandava a promiscuidade no Rio. Por aí vocês podem imaginar o número de mulheres que comi nesses longos momentos de gratuidade. Afirmo que não foram poucas.

Acontece que, com os anos, não satisfaz ao libertino somente deitar ao lado do corpo da fêmea, ele quer o tempero, quer a sedução, ele almeja o amor inalcançável a criaturas da sua natureza. Quando percebe a armadilha dos instintos, o libertino já está preso em um ciclo interminável, inescapável. Libertinos e putas passam a se comportar como o mercúrio, se atraem irrefreavelmente. Nos períodos em que paguei ostensivamente por sexo, lembro-me de um ano em que gastei 50 mil reais em três meses. Concordo, querido leitor, é um escândalo. Também é da natureza libertina ser um perdulário. Como consolo, que posso dizer a você é que a velhice vai neutralizando o instinto feroz que carregamos. Não sei se é uma notícia boa ou ruim, mas faz parte do ciclo da vida mundana.

Eu refletia sobre tudo isso enquanto saboreava um pastel com caldo de cana na lanchonete Rico’s, na Tijuca. Saboreio pastel com caldo de cama como quem degusta champanhe com caviar, é a genialidade da culinária minimalista. De repente, as minhas divagações são quebradas pelo apito do WhatsApp, uma mensagem da Aline perguntando por mim. É inevitável que eu me comova quando me sinto lembrado, são as carências de um velho solteiro e sem filhos.

— Oi, Dante. Não vem me ver mais?

— Queria muito, mas estou com o caixa baixo, quase no vermelho. Só pro mês que vem me recupero.

— Não por isso, venha agora que com você faço negócio.

O prédio onde fica a sala da Aline fica do outro lado da rua onde está localizada a pastelaria. Hesitei por alguns segundos...

— Vem agora — a menina ordena.

Fui...

Entrar no prédio é tranquilo, o porteiro está sempre com um olhar distante, como se tivesse tomado chá de Santo Daime. Entrei no elevador e subi ao terceiro andar. Barra limpa, toco a campainha, correm uns 30 segundos sem que ninguém abra a porta. Toco novamente, a porta se abre, entro e vejo Aline, uma gracinha de garota, simpatia e carinho ao cubo. Agora, é necessário deixar os sapatos na entrada, o que me pareceu inútil se usam isso como medida de segurança contra o covid. Tirei os sapatos e me acomodei no quarto. Logo Aline me traz a toalha, espero o trânsito de clientes diminuir e vou para o banho. Dediquei-me a um banho caprichado, o calor do lado de fora exigia que eu me refrescasse.

No quarto, iniciamos com os beijos, chupões, pegadas no peito, amassos e todo o roteiro que você leu por diversas vezes neste tópico. O que me encanta na Aline é a sensibilidade do seu corpo aos toques, à língua, ao prazer. A menina delira de prazer. Goza e goza muito. É um espetáculo que vale o ingresso. Terminamos com o nosso tradicional 69, em que ela treme na minha boca como um abalo sísmico do Japão. É uma delícia. Despejo a minha alma em sua boca, orgasmo que parece me ameaçar com um infarto fulminante.

Encerrado o embate, conversamos. Ela me conta que um forista esteve na sala e me homenageou dizendo que seria meu fã e fã das minhas histórias. Obrigado ao misterioso forista, fico honrado. Visto a roupa, ponho os sapatos e quando saio da sala me deparo com fila para o elevador. Uma senhora, que demonstrou saber de onde eu saía, ficou de costas para mim o tempo todo, com cara de poucos amigos. Ao entrarmos no elevador, a mulher virou a cara para os fundos da cabine. Quando chegamos ao térreo, quase saí correndo.

Nunca saio insatisfeito dos encontros com Aline, é uma ótima opção, na minha vizinhança e que atende às minhas expectativas. A aventura continua...