30 de Junho de 2021 às 22:00
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

NãO




(Continuação de relato: Relato Cancun)

A libido da terceira idade é oscilante. É possível passar semanas como se fosse o Spock, de Jornada nas Estrelas, mas chega um dia que o tesão vem com tudo, fazendo o idoso querer comprar até um melão na feira para aliviar o súbito apetite sexual. Provavelmente, foi o que ocorreu comigo na última segunda-feira. Após degustar a Larissa, deixei a Cancun com um camarada e caminhamos em direção a 502. Ao alcançar a Av. Rio Branco, a sensação é de que eu estava na zona proibida do Planeta dos Macacos, só faltou a estátua do Cristo Redentor desabada no meio da pista. Os ponteiros do meu relógio ainda não marcavam 20h e tudo se resumia em um deserto noturno.

— Esta é mesmo a Rio Branco? — Perguntei, pasmo, ao meu amigo.

Na entrada da 502, o porteiro, talvez por compaixão, nos avisou que só havia três garotas e um cliente na casa. Conclusão, seria mais divertido ir a uma festa de criança comer salgadinhos do que entrar na 502. Sugeri que fôssemos para a 210, na Uruguaiana, o único local onde me ocorria a possibilidade de encontrar vida inteligente. Partimos.

Sempre desanimo quando vejo a quantidade de degraus que terei que escalar para vislumbrar a pista da 210, os proprietários da casa deveriam oferecer equipamento de alpinismo para os clientes. Lá em cima, na boate, o ar deve ser mais rarefeito devido a altitude. Dez minutos subindo a escada, com paradas para recuperar o fôlego, finalmente fincamos os pés no arremedo do Olimpo. A 210 é pequena, por isso nunca parece vazia. Percebi que as garotas ainda estavam chegando, mas um elenco razoável coloria o salão quando chegamos. Pedi mais uma cerveja para manter o nível ébrio dos meus sentidos. Passa uma ninfa em um biquíni minúsculo, bem gostosinha, elétrica, não parava de dançar. Decidi me aproximar, perguntei o nome...

— Sou a Mel. Não se lembra de mim? Você não é o Dante? — Se fama em bordel me rendesse dinheiro, eu estaria morando em Paris.

— Não sei se me lembro — respondi.

— Eu trabalhei na 502, meu nome era Tamara, sempre via você por lá com os “Libertinos”. Você nunca saiu comigo...

— Então sairemos hoje — decretei.

Fiz a entrevista básica, com ênfase no beijo na boca. Para um velho, mulher que não beija na boca é igual a bala sem açúcar. Não dá.

— Eu beijo — ela responde e me tasca um chupão no meio da pista.

Aprovada. Reservo uma alcova.

A garota é gostosa, muito bonitinha, beijou na boca, mas faltou a emoção que embala os sonhos juvenis dos corações da terceira idade. Faltou entrega. Mel me chupou, me beijou, roçou, mas não empolgou. Gozei com muito esforço. Assim que finalizei, a menina se vestiu, saiu do quarto e ainda largou a porta aberta. Inaceitável. Não fico mais chateado porque é do jogo, faz parte dos imprevistos da operação.

Desci de rapel até a rua e o meu espírito continuava inquieto. Estiquei os olhos para a rua Teófilo Otoni, o bar do baiano estava aberto. Por que não? Aí é outra história... Cool