12 de Abril de 2022 às 08:46
BEIJO

SIM - NãO GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

NãO

Segunda-feira, sete horas da noite. O rádio do táxi tocava Take My Breath Away.

TOP GUN

Nada poderia ser mais oposto à imagem do Tom Cruise do que um velho gaúcho indo em busca do corpo quente de alguma puta do Centro da Cidade, mas seria falso negar que sempre prevalece a esperança de esbarramos com uma Kelly McGillis dentro dos inferninhos que fazem o cenário do libertino.

Contrariando uma regra milenar que uso nas minhas excursões, escolhi fazer uma visita a 44. O que seria a minha regra? Bordéis como a 44, 65, Solarium e Monte Carlo trabalham como puteiros cubanos, com valores dolarizados. As garotas interpretam o fato de estarem trabalhando em uma casa de gringo como motivo para agirem com soberba e marra. Em vinte minutos na pista da 44, vi garotas bonitas que não faziam a menor questão de agradar aos poucos clientes do local, algumas com a nítida postura de mulher sebosa.

Fui com o amigo e forista Krisium, conseguimos transformar o valor inexplicável do ingresso em direito ao consumo de cem reais. Abordei umas quatro meninas, nenhuma delas parecia estar com disposição para trabalhar, muito menos para seduzir um velho escriba barrigudinho. Quase entregando os pontos, esbarrei com Lorena, morena sarada, bunda redondíssima e empinada onde poderíamos desenhar o mapa mundi; seios turbinados; coxas grossas e torneadas; barriguinha trincada de academia. Gostei. A menina foi simpática, esforçou-se para me demonstrar que valeria pagar o preço dolarizado da casa para sair com ela. Convenceu-me, contratei meia hora. Para a minha infelicidade, Lorena é uma rata que nos leva na lábia e nos decepciona na cama.

Dentro do quarto, parti para os beijos, a menina retribuiu, mas sem emoção. Diante dos seios esféricos e duros, movi minha boca para mamá-los e a garota começou a repetir o mantra “ai, devagar, amor, devagar”. Desci para a boceta e o mantra prosseguiu com o “ai, devagar, amor, devagar”. Escutei o mantra umas quinze vezes enquanto lambia a vagina da menina, até que desisti e me posicionei para que ela me chupasse. Antes de me oferecer o boquete, a garota olhou para a vagina a soltou a pérola: “ai, esse molhado não é meu, você não me chupou, cuspiu na minha boceta”. Nesta altura, Pikachu havia me abandonado, embarcado no metrô e já estava assistindo BBB22 em casa.

Não satisfeita, com dez minutos de programa a megera me pergunta se eu iria dobrar porque o tempo estava acabando.

— Querida, acabei de entrar no quarto e o programa já está acabando?

— Ah, é. Daqui a pouco eles avisam que acabou — responde a rata.

Avisei que não tinha sentido dizer que ia dobrar com dez minutos de programa e continuei tentando salvar a noite explorando as curvas da mulher. Com quinze minutos de programa ela volta a me perguntar se eu iria dobrar, falei educadamente que a pressão estava chata e cortando o clima.

— Ah, você é muito estressado. Parece doido — me responde Lorena.

Foi a gota d’água. Informei que o programa acabava ali, que ela não precisava mais olhar para o relógio. Vesti minha roupa, ela saiu do quarto antes que eu terminasse e me fodi de verde e amarelo. Lorena provou que um corpo bonito pode ser somente a visão da inutilidade.

Ao me encaminhar para pagar a conta, a recepcionista me mostra um valor maior do que gastei, mais estresse. Depois de uma revisão, acertaram a cobrança. Saí puto pela rua Buenos Aires após ter gastado quatrocentos contos para nada. Recebo uma mensagem do Krisium, ele estava no Bombeirinho.

— Tá bombando aqui — me avisa.

Liguei para o Pikachu e pedi que voltasse para o posto. A aventura continua... Piscada