23 de Setembro de 2022 às 12:06
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM



*Entregou-se tanto ao vício da luxúria que em sua lei tornou lícito tudo aquilo que oferecesse prazer, somente para cancelar a censura que merecia.
(Dante Alighieri)


A RESSURREIÇÃO

Um libertino é aquele que se liberta, se liberta da tristeza, das decepções, dos açoites, da submissão, das mentiras sinceras, das deslealdades, se liberta de quem não valoriza suas ideias e pensamentos, se liberta da arrogância, da frieza indiferente, dos julgamentos presunçosos, liberta-se de todos os que não compreendem o seu humor, o seu amor. O libertino é aquele que se liberta da tirania da desilusão e renasce.

Libertino não é quem parte, é o que retorna. Eis-me, então, novamente, diante de você, forista sem fé, para afirmar que o libertino é o paradoxo que se perde na promiscuidade por buscar incansavelmente a miragem rara e tantas vezes irrealizável do romance.

Quinta-feira. Numa tarde de mormaço, eu caminhava sem rumo, com a mente nublada e submersa em pensamentos tortuosos. Não sabia por que estava ali, no Largo da Carioca, fui andar a esmo pelo Centro, região onde saboreio meus momentos de melancolia. De repente, me dei conta que há quase quinze dias não fazia sexo, há duas semanas que não tocava em uma mulher.

— Voto de castidade, velho escriba? — debocharia o forista indiscreto.

Nem eu sei o porquê, mas estava perto de quinze dias sem sexo, talvez por desleixo comigo ou por supervalorizar situações que me fazem esquecer de mim mesmo. Não sentia vontade de entrar em nenhum bordel, uma inércia emocional me obrigava a caminhar para não sucumbir ao desânimo. A música que emergia dos meus fones de ouvido coloria a escala monocromática ao meu redor e inaugurava a trilha sonora deste episódio.

IT FEELS SO GOOD

Não pense que sou guru de autoajuda, afeiçoado forista, mas a noite escura pode ser a promessa de um Sol esperançoso. Em um único instante, todas as peças do destino se encaixaram e compreendi o motivo de ter naufragado na vastidão inóspita do Largo da Carioca, a mensagem que chegou no WhatsApp arrebatou-me como um alvorecer...

“Boa tarde. Como você está?”

Perplexo, estanquei meus passos, coloquei meus óculos e fixei a vista na tela do celular para ter certeza de que aquela mensagem vinha da divina Mirella Moreno. Não guardo número de meninas no meu celular, mas a foto do perfil... Sim, era ela.

“Estou bem, perdido pelo Largo da Carioca.” — Respondi.

“Pertinho de mim. Estou na Av. Treze de Maio” — rebateu Mirella.

“Pertinho mesmo” — devolvo.

Não quer vir aqui? Estou livre.” — A resposta dela me surpreendeu como poucas mulheres conseguem me surpreender.

Neste ponto, fiquei comovido com a vida, com a generosidade dos Deuses. Diante do abalo da minha autoestima, me ofereceram a demonstração de uma dádiva. Há mais de um ano que não falava ou via Mirella, menina que chegou a ser uma das minhas grandes favoritas aqui no fórum, mas desencontros nos afastaram e agora um milagre nos reaproxima. Ouvi o sussurro de Pai Jonas, essa entidade que me acompanha e me aconselha em momentos de indecisão, “canta para subir” — ele disse. Cantei e aceitei o convite.

O REENCONTRO

O prédio fica na esquina da Av. 13 de Maio com República do Chile, pedem identificação na portaria, mas é tranquilo. Atravesso a catraca e vou a procura da sala, tive dificuldade para localizar o número, sou cegueta. Toco a campainha, a porta se abre quase instantaneamente e vislumbro a escultural Mirella em um vestido rosa justíssimo e aberto nos pontos estratégicos do seu corpo. Foi como se eu a visse pela primeira vez, meu maxilar despencou, o combalido Pikachu quis fugir pela saída de emergência e me ocorreu que eu não daria conta daquele mulherão. Mirella é a personificação da juventude e da beleza.

Não nego, me emocionei por reencontrá-la depois de um período tão longo. Sempre me dei bem com Mirella, uma companhia agradável, que me trata com carinho, ri das minhas piadas sem graça, possui um sofisticado senso de humor e compreende as limitações da minha idade. Além de todas essas virtudes, é uma menina linda, de bom trato e boa conversa. Nunca compreendi bem a razão de nos afastarmos, talvez por essas intrigas alheias e de ocasião, o importante é que nos reencontramos num momento em que eu necessitava receber algum afeto de alguém que me lembrasse que tenho valor.

TRAVESSEIROS SOLTOS, ROUPAS PELO CHÃO...

O quarto está mais para uma cabine com tatame, simples, limpo e funcional. Mirella se despe, exibe o corpo bronzeado, curvilíneo, os seios pequenos e bons de mamar, a bunda que parece ter saído da capa de alguma revista fitness, as marquinhas de um biquine indecoroso, os cabelos negros e compridos, as coxas torneadas em academia, os pés pequenos e delicados. Que mulher! Surpreende-me que ela não tenha a mesma quantidade de relatos que outras meninas, de shape inferior, possuem por aqui. Aconselho aos estimados foristas a corrigirem tal injustiça.

Apressei-me para beijá-la na ânsia de me recordar do sabor de sua língua. Cada beijo revela o estilo de cada mulher, os beijos de Mirella são suaves, serenos, colocam um ritmo ameno ao meu jeito afoito, de bocão faminto de língua. Aliso sua pele macia, lisa, impecável. Ela estica a mão para pegar no meu pau, aperta e o enfeitiça até endurecê-lo. Monto por cima dela, roço meu corpo no seu corpo, insinuo sarradas audaciosas, lambo seus seios... Mirella fecha os olhos e geme, arranha minhas costas, acaricia os meus cabelos.

— Me pega de quatro — ela ordena e se posiciona como um tobogã erótico.

Certas mulheres são para comermos ajoelhados e agradecendo a graça concedida. Ajoelhei-me diante daquele jovem templo sexual e meti tudo de uma única vez, até o talo, perdi a conta da quantidade dos meses em que não penetrava numa mulher. Mirella soltou um gemido alto, quase um grito, fui aumentando as estocadas enquanto ela gritava “porra”, me xingava de “filho da puta” com a intensidade do prazer real, não como coreografia tantas vezes repetida. Pressenti que o meu pequeno vulcão ameaçava explodir, segurei forte a sua cintura, estapeei a bunda bronzeada da diva morena, minha respiração ficou forte, ofegante e gozei cinco gerações de espermas acumulados em dias de inútil fidelidade.

Saquei do bolso o meu aparelhinho quase medieval, Mirella riu, mas gostou da ideia. Comecei a tocar o instrumento no seu clitóris, ela se arrepiou, disse que estava gostoso, rebolava com a vibração, até que pegou com uma das mãos o aparelho e ela mesma passou a manipulá-lo sobre a boceta. Gritava, repetia que estava gostoso, pediu que eu enfiasse o dedo em sua vagina, gritou mais, se contorceu e se elevou a um orgasmo épico. Mirella tremia de prazer.

A diva levantou-se e mergulhou com a boca no Pikachu, o breve. Mirella me chupou com vontade, sem preguiça, querendo minha seiva. Alternando os lábios com uma punheta habilidosa, conseguiu o fenômeno inacreditável de me fazer gozar uma segunda vez. Definitivamente, o interesse e o carinho de uma mulher fazem muita diferença para o sucesso da ereção. Ou, quem sabe, as duas semanas sem sexo serviram-me como fórmula afrodisíaca.

Deitei-me ao seu lado e ficamos conversando, confessei meu afeto por ela, lamentei por termos passado tanto tempo sem contato. Mirella, sempre simpática, me fez entender que não se importa muito com fóruns, com relatos, prefere evitar o envolvimento com esse tipo de site para não desenvolver ansiedade.

Ela me pediu uma massagem e me dediquei a relaxá-la. Há quanto tempo não me pediam uma massagem, gosto de fazer e ela adorou que eu fizesse. Hora de nos despedirmos, percebi que passei acidentalmente do tempo combinado, mas a Mirella foi de uma gentileza ímpar comigo. Beijos e promessa de retorno.

O CREPÚSCULO

O fim de tarde principiava a se confundir com o anoitecer, eu caminhava aliviado, leve, o reencontro me consolou dos muitos desencantos dos últimos dias. Às vezes, os Deuses são benevolentes. Há perdas que são ganhos, buscas podem resultar em enganos. Minhas botas estalavam sobre a calçada, me puxavam das reflexões erradias. A vida não é um sonho, sonhos são regiões impalpáveis onde nos escondemos da vida. Sou um caso em que o personagem engoliu o autor, não tenho mais nome, pois meu nome perdeu relevância para o codinome. Vivi uma pausa de quatro meses em que idealizei uma princesa que criei sozinho, agora volto a percorrer os nove círculos do Inferno e dos inferninhos.

Procuro Beatriz da mesma forma que o bardo Alighieri a procurava pelas regiões hostis dos condenados; desejo Dulcinéia com igual empenho de um Dom Quixote lutando contra moinhos. Há quem suponha que libertinos não amam, mas os libertinos amam demais. Nessa busca desmedida pela mulher que o completaria, o libertino se torna o promíscuo dos erros e das tentativas. Ligo meu fone de ouvido e o som que emerge do celular tenta dar sentido e essência a este relato, acompanho a canção ao mesmo tempo em que a traduzo...

SET ME FREE

Meus passos ensaiaram bailar como um Fred Astaire do apocalipse comemorando a vida no meio das ruínas humanas. Meu nome? Chamam-me de Dante e em verdade vos digo: um libertino nunca morre, pois ressuscita através das cinzas da própria desolação.

Come on somebody come on
Rescue me
Come on somebody come on
Set me free






#LIBERTE-SE

#LIBERTINE-SE Dancinha