04 de Agosto de 2018 às 00:00
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

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REPETECO

SIM

Sexta-feira de uma semana invernal, frio e chuva castigaram uma cidade que é filha do Sol e do calor. À noite, o ar glacial somado às finas gotas de água borrifada das nuvens nos tocam como punhal gelado. Uma atmosfera noir cobriu o Rio nesta primeira entrada de agosto. Num velho hábito que havia sido abandonado, estaciono o Sucatão no meio fio da rua Ceará e caminho pelos molhados paralelepípedos até a Mosaico. Com a queda de público da Vila Mimosa, a Mosaico se tornou um templo à memória e à resistência da vida noturna carioca. Cravada entre a Praça da Bandeira e o lado imperial de São Cristóvão, a boate é um palácio libertino. Enquanto tudo em torno é museu, a Mosaico é o presente lutando para recuperar seu passado de glórias. E vai conseguir.

Sou afetuosamente recebido pelo menino que distribui as comandas, encontro meu amigo Prelúdio, logo chega o camarada Maledeto, fico sabendo que um aniversariante estava sendo homenageado e cruzo com mais alguns companheiros da boa boemia. Às 23h, a casa ainda estava no clima lounge, mas ainda recebendo meninas e clientes. O elenco da Mosaico é composto de meninas novas, bonitas e esculturais. Não há exceções, é a regra. Procuro a musa Talia, mas ela estava em atendimento, foi a senha para explorar a diversidade feminina da casa.

No meio tempo, entre escolher uma odalisca e subir à alcova, esbarro com os maestros que fazem rodar as engrenagens da boate: Lavine, Hugo Boss, Ted, o eterno Gerentão, a imortal Batata e a rapaziada frenética do bar. Isso não é um time, é seleção para vencer Copa do Mundo.

Finalmente, escolho uma menina chamada Japa, que de japa não tem nada além dos olhos repuxados. Subo à alcova. Japa tem 19 anos e um corpo absolutamente perfeito, poderia ser capa da Sexy ou de qualquer revista destinada ao público masculino. A garota é elétrica, parece que tem um vibrador interno, não para de dançar e pular o tempo todo, mas o velho viking aqui gosta de desafios. Seios durinhos, no melhor estilo peitinho agulha, coxas torneadas, barriguinha zero, boca que beija e bundinha com uma harmonia esférica que é capaz de comover os mais brutos dos homens. Boquete dedicado, roça daqui, roça dali, ponho de quatro e penetro naquela úmida cavidade jovem e excitada. Nocaute.

Japa não é uma Talia, mas dá conta do recado e é dona de uma simpatia que nos cativa já no salão.

Se alguém me pedir uma dica para curtir à noite até o amanhecer, eu responderei na ponta da língua: Mosaico. Aos poucos, depois de receber uma sacodida da crise que afeta a cidade, a Mosaico vai recuperando seu posto de rainha absoluta das madrugadas cariocas. Vale a visita, vale reviver os bons tempos da libertinagem numa das poucas casas que ainda nos oferece isso.

Deixo a Mosaico às 4h da madruga, com casa cheia. Ligo o motor do Sucatão e atravessamos as águas em direção à Tijuca. A aventura continua...