30 de Agosto de 2018 às 00:00
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

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ANAL

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REPETECO

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A primeira vez que pisei num cabaré foi em 1980. Na época, havia uma famosa casa carioca localizada na Rua Alice, em Laranjeiras. Foi quando avistei Débora, uma balzaquiana que fazia ponto no lugar. Mesmo sendo um garoto inexperiente, percebi que o magnetismo de Débora fazia com que ela se destacasse de todas as outras mulheres presentes. Era a estrela do salão e uma dezena de homens entravam naquele reduto de luxúria apenas para desfrutar da sua companhia. Após desfrutar dos segredos de Débora, saí do quarto com uma lição empírica: a alma de um bordel são suas melhores mulheres.

Um cabaré sem protagonistas é um cabaré sem identidade. Óbvio que deve existir um segundo plano de coadjuvantes que atendam as várias preferências e componham a rotatividade de um ambiente que encha os olhos dos clientes, mas as estrelas são o carro chefe, são indispensáveis e devem ser cultivadas com zelo pelos proprietários de qualquer bataclã.

Esther, com certeza, é uma dessas divas que iluminam qualquer boate, capaz de despertar o furor dos amores noturnos e libidinosos. Não é apenas a beleza ou o corpo que erguem uma estrela. O carisma, o desembaraço no diálogo e a capacidade de entrega no sexo fazem a fonte de atração irresistível que só a protagonista é capaz exercer. Quem conhece uma Esther, quer voltar para revê-la, num ciclo vicioso que traz fama, lucro e prosperidade às casas em que ela pousa. Estrelas como Esther são raras, brotam espontaneamente sob as luzes de neon, joias que devem ser guardadas em caixas de veludo e cuidadas como tesouro.

Terça-feira, pude estar com Esther novamente. Por coincidência, numa festa que teve tudo a ver com sua presença: a festa Noite com as Estrelas, na Mosaico Night Club. Por sinal, a Mosaico é a única casa que se esforça para preservar suas estrelas.

O reencontro foi inesquecível e narrar os detalhes seria redundante. Esther é mulher que agrada a qualquer homem, possui aquela intuição única sobre os desejos masculinos e sabe como satisfazê-los. E se todo este texto carrega um tom de paixão é porque essa mulher realmente desperta paixões. O que eu estranho é que uma mulher da dimensão sedutora de Esther ainda prefira as incertezas de uma tumultuada vida na noite do que a paz de um porto seguro que um desses amores que ela desperta possa lhe oferecer. Fico imaginando quantas oportunidades passaram e se perderam como fumaça entre suas mãos. Enfim, como dizia Shakespeare: “Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia”...

Passei uma noite inteira junto a Esther. Quando me despedi, para que ela seguisse o seu caminho, já havia amanhecido e o Sol machucava os olhos de quem tinha virado a noite em prazeres mundanos. Ficou a tristeza de vê-la partir e a incerteza se a verei novamente. Mas como o tempo não para, o combalido coração libertino precisa seguir em frente...