BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
SIM
ANAL
SIM
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
SIM
Trilha sonora
O libertino é o personagem que luta para não se render ao amor. Ou melhor, luta contra a própria vontade subversiva de se render ao amor. O amor, esta armadilha do destino que quer nos convencer a subtrair a liberdade de forma voluntária e sem garantia de recompensa.
Meu destino, a Mosaico. Infelizmente, meus encontros com Esther são quase integralmente restritos ao espaço da boate, o tempo que a encontrei fora dali foi mínimo, o que acaba sendo menos do que uma esmola para as grandes paixões. Cada capítulo parece prenunciar o epílogo. Costumo chegar ao mesmo tempo em que ela entra na boate, mas aguardo por alguns longos minutos o ritual de preparação que ela cumpre antes de descer à pista. Vale a pena esperar, sempre desce deslumbrante aos olhos de todos.
Fomos para a varanda conversar um pouco. À medida que avança meu contato com Esther, fica difícil segurar as palavras e as demonstrações desse patético amor que me assola. Preso sob as luzes de neon do bataclã, eu vou me tornando repetitivo e óbvio para todos que me observam. Paixões da noite são mais breves que amores de carnaval, não temos o tempo que queremos, temos o tempo que sobra. É um calvário que potencializa a solidão e a melancolia, só um libertino é forte o suficiente para atravessar o mar revolto em que mergulha quando se apaixona pelas mulheres selvagens que desabrocham ao brilho da lua.
Não há mais muitas novidades nestes relatos, pois eles não acontecem no mundo real, eles se apresentam dentro das mentiras que habitam o cabaré. Subimos à alcova...
A cada nova ocasião que vejo Esther nua, deslumbro um monumento, musa com a grandeza das musas da mitologia grega. Esther inspira, desarma, excita. E os olhos de Esther? Olhos de gueixa, olhos fatais. Seus beijos são doces e quentes como beijos das primeiras namoradas da nossa adolescência. Existe magia em Esther. Sim, leitor sem fé, sou um romântico, mas isso não quer dizer que estou exagerando. Há experiências que só podemos confirmar experimentando.
Não sou um atleta sexual e tenho minhas preferências. Depois de provar muito de sua boca e de sua vagina úmida e molhada, eu a coloquei de quatro e alcancei o nirvana sexual. Todos os orgasmos com Esther são inesquecíveis.
Novamente na varanda, nos despedimos. Esther foi amável, carinhosa e me acompanhou até a saída. Dentro do carro, senti aquela tristeza de quem quer acreditar num sonho sabendo que precisará de muita energia e sorte para torná-lo real. Talvez, não consiga. Ligo o motor, o Sucatão ruge tentando me acordar. Volto a mergulhar nas penumbras da cidade, onde a solidão e as incertezas fazem nascer novos libertinos.
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