BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
NãO SEI
ANAL
NãO SEI
TAXA ANAL
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REPETECO
SIM

Novamente, mergulhado na desilusão, marcado pela frieza da deslealdade, apunhalado pelas mentiras sinceras, retorno a uma vida que já não me satisfaz, que me entedia muitas vezes, que no alto dos meus cabelos brancos me ressoa vazia. Entretanto, é o que ainda me resta. É a minha sina e desse fardo tem sido difícil escapar. Alguém poderia dizer "você é um otário, Dante" — não, estimado forista, eu trato as pessoas com respeito, com afeto, com dedicação e carinho, se alguém se utiliza disso para me enganar, mentir e me fazer acreditar no que não existe, não sou eu que está agindo errado, mas sim a pessoa que se embrenha nessa atitude.
Por que refletimos um ato mecânico quando relatamos um encontro sexual? Não critico os colegas que constroem a narrativa de forma engessada, pois é uma virtude se darem ao trabalho de escrever. Sim, escrever um Tedê dá trabalho e o pior é que se trata de um trabalho derivado de uma oferta de serviço pela qual pagamos. Acredito que os que escrevem, o fazem pelo prazer de escrever, de ser lido, de ser reconhecido pela comunidade. Não tenho dúvidas de que o prazer de escrever muitas vezes supera o prazer do sexo pago que experimentaram. Infelizmente, muitas dessas mulheres sobre as quais escrevemos nem sequer lê o texto construímos para elas. Quanto a mim, continuarei desafiando a mesmice, hoje valorizo muito mais o antes e o depois do que o durante, valorizo a expectativa, tudo que se passa na minha mente antes do embate sexual.
Ao desembarcar da cabine glacial do táxi na escaldante planície do Largo da Carioca, o choque térmico fez o meu aparelho auditivo emparelhar com o celular e a melodia do U2, inundou os meus ouvidos.
U2
Admito, a mona divina que me habita quis se manifestar naquele momento, sussurrou para que eu soltasse a franga, fizesse uma performance, levantasse os braços, rodopiasse e gritasse a letra da música. Certamente, se eu tivesse cedido à minha mona reprimida, talvez me transformasse em matéria de identidade de gênero para o Globo Repórter. Resisti.
O céu de um azul imaculado, sustentado por um Sol absoluto do meio da tarde, impedia a sobrevivência de qualquer melancolia individual. Mirela... marquei com a Mirella antecipadamente, mas ela me pediu para adiar uma hora por conta do atraso de um empata foda que havia se atrasado. Como o meu desejo de estar com ela foi maior do que o desânimo que o adiamento me causou, aceitei a condição. Embromei pelos corredores do Edifício Avenida Central até que se aproximasse o novo horário marcado. O tempo passou rápido e quando dei por mim já estava pedindo o cartão de acesso a uma das recepcionistas do prédio.
— Já tem cadastro? — ela me pergunta.
— Tenho.
— Qual seu nome?
— Dante. Meu nome é Dante.
BOND
Recebo o cartão e subo ao andar da minha musa sempre cobiçada, toco a campainha e logo ela abre a porta vestida em uma lingerie preta, semelhante a um maiô cavado. O seu sorriso me arrebata, o seu corpo me provoca...
— Quem é vivo sempre aparece — me diz.
Mirella me conduz ao quarto, me desnudo sem pudores e peço que ela deixe cair a lingerie. Suas curvas se abrem para os meus olhos, marcas de biquini denunciavam a armadilha onde tantos homens devem ter derrapado e sucumbido à paixão sexual. Ela se deita na cama e mergulho sobre a sua pele como quem entra em uma piscina morna. Ela me beija, fecho os olhos e o sonho começa. Para que descrever o sexo tantas vezes descrito? Resumo afirmando que foi a sublimação do orgasmo.
Quando desperto dos sessenta minutos de deleites, estou de volta às ruas do Centro, caminhando ainda sob os encantos da morena que me enfeitiça a cada nova audiência. É bom estar com Mirela, ela é uma mulher aconchegante, agradável, carinhosa comigo, generosa. Fica sempre o gostinho de quero mais, a vontade de voltar. E volto.
O crepúsculo exibia os seus primeiros sinais em um céu avermelhado que escurecia. Eu pisava sem rumo com minhas botas, desnorteado, sentindo um pouco do peso da solidão que a idade começa a rejeitar. Putas e libertinos se atraem como mercúrio, avisto a entrada de um bordel nos arredores da rua das flores e, neste instante, meu aparelho auditivo novamente emparelha com o celular e o som de “Better Off Alone” me embala no delírio dos sentidos.
BETTER OFF ALONE
Meu nome? Me chamo Dante e não acredito em nada que seja linear. A partir de agora, qualquer aventura é possível...
#LIBERTINE-SE