26 de Abril de 2023 às 22:55
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

SIM

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

Tarde de tons cinzentos na abóbada celeste, entrei em uma churrascaria da rua Senador Dantas e cometi o prefácio do pecado da carne. Encerrado o banquete, retornei às desencantadas ruas do Centro. Caminhei a esmo, calculando a rota para o novo pouso.

Saturado do contato com putas, infelizmente, em alguma ocasiões em que a libido grita, não vejo outra opção além de contratar os serviços de uma cortesã qualquer. Do jeito que as coisas andam evoluindo, chegará o dia em que poderemos comprar orgasmos pela Amazon, com frente grátis. Será bom? Não sei. Talvez, mais econômico.

Segui o fluxo do gado da Av. Rio Branco, embiquei na rua Buenos Aires, dobrei na rua à esquerda, dei de cara com a Camélia Flores e me localizei. Quantas flores enviei pela Camélia, o derradeiro buque foi endereçado à última mulher de gelo com quem me relacionei. Muitas flores seguem esse roteiro, enviadas com afeto e recebidas pelas mãos gélidas de algum iceberg de saia e salto alto. É da vida.

Bati meus calcanhares em mais alguns passos e avistei o famigerado sobrado de número 13. Subir ou não subir? A questão ancestral de todo libertino. Decidi escalar os degraus e vistoriar o lugar. Sentimos a realidade da velhice e da existência sedentária quando subimos um lance com mais de 20 degraus e chegamos ao topo com a sensação respiratória de quem gozou duas vezes sem intervalo para fumar. Alcancei a pista da boate quase botando os bofes para fora.

Surpreendeu-me a casa cheia, quase lotada. Incontáveis mulheres elegíveis para um encontro pornoerótico, pinguços vespertinos às dúzias e uma animação de cabaré no ambiente. Gostei do que vi. Peguei uma lata de cerveja, sentei-me em um canto e fiquei contemplando aquele pequeno oceano pontilhado de bundas insulares expostas como cofrinhos abertos aguardando a primeira contribuição pecuniária.

Subitamente, avisto uma morena saradíssima transitando pelo meio da arena. Cabelos chanel, pernas torneadas em coxas grossas, barriguinha trincada em músculos inabaláveis e um rosto bonito que irradiava um par de extraordinários olhos verdes. Salivei. Imediatamente, me ergui para abordar a menina, imaginei que ela não duraria muito tempo disponível.

— Oi, queria saber o seu nome? — perguntei.

— Oiiii — ela se entusiasma — Samara. E o seu?

— Dante, me chamo Dante.

BOND

— Nome forte, menino.

— Ah! Obrigado. O seu também.

Continuamos a conversa, fiz a entrevista básica, ela me pediu uma Ice, paguei. Sentamos no canto em que eu estava acomodado e rolou um inesperado amasso, com beijos de traqueia e apalpações mútuas que só vemos na relação afrodisíaca entre donas de casa e legumes de feira livre. Resistir é inútil. Pedi uma alcova. Em me empolguei tanto com a menina que aluguei o aposento por duas horas.

Acredite, forista sem fé, que mulher. Totalmente demais. Um escritor que plagiasse o mago Paulo Coelho diria que a mágica acontece quando menos esperamos, foi o que ocorreu neste meu fim de tarde de quarta-feira. Vivi cento e vinte minutos de uma paixão arrebatadora. Samara começou me lambendo da cabeça aos pés, um banho de gato que não recebo de nenhuma mulher há anos. Pikachu se ergueu com tanta potência que pensei que me levaria em uma viagem à órbita da Terra. Ficamos nos beijando muito na boca, sem pressa, como se não houvesse mundo lá fora. Comi vagina, comi cu, me senti com disposição de garoto. Definitivamente, a euforia na minha idade depende da mulher que está ao lado.

Quase esgotando o tempo, Samara me diz que sua especialidade é o boquete (ela ainda não tinha me chupado), respondi para mandar brasa. Samara pediu que eu ficasse de pé e abocanhou meu pau com um talento de flautista formada em alguma Universidade Federal. Que boquete, algo que nem tenho como descrever porque ganhou o status de prazer transcendental. A moça me chupou por uns cinco minutos sem trégua até que gozei todos os fluidos do meu corpo. Foi um jorro tão intenso, com toda a seiva aparada pela boca de Samara, que fiquei sem ar.

Precisamos nos despedir. Samara me informou que está na casa preferencialmente às quartas e sextas. Prometi voltar. Eu voltarei. Desço as infinitas escadas do inferninho, ganho as ruas, deságuo na efervescente Uruguaiana e meu celular emparelha com o meu aparelho auditivo. A música que inunda os meus ouvidos quase me faz bailar sobre os paralelepípedos do Centro.

O ÚLTIMO DIA

Com o corpo leve e a mente eletrizada, levitei sobre as calçadas enquanto o tom noturno do céu carioca me envolvia. Segui em frente sabendo que sempre serei mais lobo do que homem. Dancinha