04 de Maio de 2023 às 20:35
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

DISSE QUE FAZ

ANAL

SIM

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM



Série: Homenagens - I - DANTE

Estava refletindo sobre alguns assuntos, perguntas ainda ecoavam na mente e surgiu a ideia de fazer relatos diferentes, continuarei sendo o mesmo Baco fazendo analogia das meninas com vinhos e uvas, mas postarei uma pequena série de relatos no estilo de alguns foristas que admiro no intuito de homenagear e fazer uma brincadeira.

Começo a série com o mais difícil deles, um dos mais antigos em atividade, sua forma de escrever dispensa comentários, portanto frases, trechos e termos foram extraídos respeitosamente de alguns de seus relatos.



Saí com meu velho Sandero do Porto, no rádio tocava Spandau Ballet com a imagem do crepúsculo ao fundo. O céu do outono carioca falava com ênfase sobre o valor da vida, do viver, falava num silêncio que se restringia a exibir o azul impecável e luminoso. A magia outonal me despertou a libido, a visão daquele horizonte trouxe a lembrança das fadas vermelhas, que são o resultado de descargas elétricas extremamente energéticas que ocorrem no alto da atmosfera terrestre.

Spandau Ballet – True

“A narrativa é como o sexo. Precisa de preliminares.”

(citação do livro “A prostituta e o especialista”)


Mulheres especiais e autênticas em nosso meio são raras, mas não inexistentes. Lisbela Varela é uma delas, a lembrança de uma fada vermelha me remete a fada ruiva do Arena, estaciono o velho Sandero no Estapar Cinelândia, procuro pelas ainda desertas ruas do decadente centro carioca por um café ou bar, encontro o “Bar OK”, a criatividade passou longe no batismo do estabelecimento.

Sou servido de um café que parece ter passado por algum meia suja ou cueca mal lavada, a necessidade da cafeína faz o serviço, no WhatsApp percebo que as fadas não dormem muito, apesar da hora envio mensagem para Lisbela.

“Lis, está atendendo?”

“Estou, amor.” (resposta real: manda um áudio dizendo - Não Dionízio, estou andando de patins. Claro que estou atendendo! Seguido de uma risada.)

“Posso ir te ver?”

“Claro.” (resposta real: manda um áudio dizendo - Só me ver? Vai fazer mais nada não?).

Tudo acertado, pago o café coado na meia e vou cortando caminho pelos becos até o Castelo das Princesas encontrar a Fada.



Afirmo a você, estimado forista, narrar esta experiência é praticamente impossível, beijos delicados, roçadas, chave de perna, gemidos estonteantes de Lisbela até que chego na sua delicada ppk - tremi vendo paisagem que poderia ser confundida com a descoberta do novo mundo por um marujo desavisado. Abocanho sem nenhum respeito religioso aquele templo úmido e quente, a vagina.

Chupadas leves que aumentam com o entusiasmo, após encharcar aquela minúscula e linda ppk, enfio meu rosto entre as duas bandas empinadas e chupo o cuzinho da fada. Bago, o não tão breve, lateja como um vulcão adormecido prestes a entrar numa violenta erupção, resisto e continuo torturando a fada que se contorce e geme, após seus gemidos mais insanos, visto Bago, o impaciente com uma camisinha de Vênus, ainda tremula e de lado, Lisbela empina a bunda abrindo o seu majestoso templo para me recepcionar. Encaixo o pau naquela cavidade morna e começo a estocar sem pressa, acelerando os movimentos no compasso do entusiasmo.

A fada ruiva então saca um consolo que trouxe da galeria erótica de sua sala, réplica de um pênis grande e grosso, vou socando embalado pelos gemidos e pela vibração daquele simulacro tocando o seu clitóris.



"O altar é o cu."

—Marquês de Sade


Lisbela interrompe a vibração, com uma das mãos retira o Bago e aponta para o alvo, penetrei naquele altar sagrado, o cuzinho da Fadinha. Ela rebola devagar e o pau entra até a raiz. Começo com estocadas leves, ela se empina mais, como quem quer que eu vá mais fundo. Ela geme, passa a mão por debaixo do corpo e alisa o meu saco, o que fez que até os meus pentelhos se arrepiassem. Acredite, forista sem fé, resistir é inútil!

Gozei horrores, ejaculei a tabela periódica, a minha árvore genealógica e o tratado da evolução de Darwin. Despenco arfando no tatame que guarda com o silêncio de um monastério todas as fodas que sustentou e testemunhou naquela pequena suíte.

Batemos um papo, saco o meu instrumento quase medieval para abrir uma garrafa de vinho, degustamos, prometemos um reencontro e desaguei novamente nas ruas noturnas e temerárias do Centro do Rio.



Entrei no Sanderão, respirei fundo, girei a chave e o motor roncou como o leão que desperta depois do torpor de quem devorou a caça, mas na verdade é o catalisador que precisa ser trocado. Acelerei. O tempo segue, eu envelheço, mas ainda estou vivo e me chamam Dionízio. Ligo o rádio e sobrevoo o asfalto.

Billy Idol -- Eyes Without A Face


Liberte-se. Lisbele-se.


* “Todos os direitos reservados”.