06 de Maio de 2023 às 20:25
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

DISSE QUE FAZ

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

TALVEZ

De volta ao cabaré. Como já disse, cansei um pouco das garotas freelancers, nada que me atraia no momento nem que pareça atender às minhas expectativas mais específicas. Além disso, preciso da emoção da caça, mesmo que seja simulada. Freelancers são para clientes sedentários, eu tenho mais idade, necessito de movimento e estímulos cognitivos. Decidi por um lugar que há meses eu não frequentava, o famigerado Bombeirinho, nas paragens mais remotas da rua da Conceição.

Tornou-se insalubre caminhar pela avenida Marechal Floriano após certo horário noturno, optei seguir pela Presidente Vargas, atravessar uma praça límbica na lateral da rua da Conceição e, finalmente, alcançar o numeral 116. O boteco que fica na esquina ainda estava aberto, sentei-me à frente de uma das mesas vagas e pedi um Black Label, é um botequim bem abastecido e logo me trouxeram o pedido. Três doses para fortalecer a alma e ganhar impulso para subir as incontáveis escadas que separam a rua da pista do inferninho.

O sobrado é lúgubre, malconservado e a descrição mais exata que posso fazer do salão onde as meninas se exibem é compará-lo a uma caverna. Para ser cirúrgico, o ambiente me lembra a Batcaverna dos filmes. O lugar não estava cheio, contei mais mulheres do que homens. Bailei até o balcão e pedi uma Ice.

Há um momento do processo alcoólico em que as pupilas se dilatam, as cores se acentuam, as luzes ganham mais brilho e a felicidade engarrafada liberta-se e nos domina numa onda de euforia. Foi o que senti subitamente, sem aviso prévio. Alcancei o status de ébrio.

Possuo uma boa intuição no cenário dos bordeis. Mais do que sorte, o instinto pela boa escolha me favorece. A última foi a calorosa Cacau, que conheci no Só Love da rua da Alfândega. Fiquei contemplando a pista do Bombeirinho e vi surgir uma moça branquinha, seios à mostra, barriguinha ornada por gomos de malhação, pernas grossas e rosto sem harmonização facial e bonito mesmo assim. Enquadrei o alvo na mira e avancei para abordá-la.

Apresentou-se como Jane. De perto se revelou mais atraente e, principalmente, cheirosa. Usava desses perfumes que marcam a memória mais do que os sentidos. Pediu-me um Red Bull, não neguei e nos sentamos para a entrevista básica.

— O que você não faz? — pergunto de cara.

— Só não gosto de apanhar — ela responde com um sorriso dúbio.

Confirmei a pré-disposição da mulher lançando mais alguns itens do meu questionário e ela concluiu a inquisição com louvor. Alcova.

Os quartos do Bombeirinho não são quartos, são celas. Minúsculos, a única decoração é uma espécie de sofá miniatura que parece um divã e onde é necessário um bom equilíbrio para praticar o sexo. Uma metida em falso e o chão é o limite para um tombo que pode ser vexaminoso.

Jane beija muito bem, entrega a língua, os lábios, a saliva. Beijo real. Sempre digo que existem putas que dizem que beijam e na hora H eu beijo dente, cabelo, nariz, sobrancelha e jamais encontro a boca. Não sei o que essas impostoras entendem como beijo na boca. Jane beija sem pudor, sem controle.

Se agacha para me chupar, abocanha o oprimido Pikachu — o breve — me causando a sensação de que não me chupava com a boca, mas com a laringe. Meu pau ia fundo, como se estivesse sendo convidado a conhecer o intestino da menina. A profundidade da fome peniana de Jane fez com que mais alguns dos meus frágeis pentelhos ficassem brancos. Boquete extraordinário, que me obrigou a usar técnicas budistas para evitar a ejaculação precoce. Pensei na propaganda do Boston Group, na Feira de São Cristóvão, no pastel com caldo de cana e consegui evitar que minha seiva transbordasse antes do tempo.

Jane veio me beijar mais enquanto esfregava perigosamente no pequeno Pikachu. Confesso, estava bonzão. A garota queria me provocar, como se quisesse ver o que eu faria com a camisinha. Em determinado momento, estávamos tão embolados que uma foto poderia fazer o espectador nos confundir com irmãos siameses. A beira do colapso peniano, pedi que ela ficasse de quatro.

A moça empinou a bunda na configuração tobogã erótico, a posição que mais gosto. Meu pau não estava duro, mas petrificado, entrei lentamente, orando e agradecendo a graça recebida. Jane, mais do que qualquer uma, é mulher para se comer ajoelhado. Soquei em um ritmo crescente, a pervertida gemia alto, rebolava, contraia a vagina de uma forma capaz de enlouquecer um homem. Quando eu gozei, gozei tão forte que tive a sensação de que iria me dissolver junto com o orgasmo. Caí quase desfalecido no pequeno divã, espantando alguns milhares de ácaros.

Não sobrou tempo para um papo. Vesti a roupa e voltei as ruas. Se alguém pelas calçadas me avisasse que eu estava levitando, com certeza eu acreditaria. A aventura continua... Dancinha