BEIJO
SIM - NãO GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
NãO
ANAL
NãO SEI
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
NãO

DA SÉRIE: ANIVERSÁRIO DO DANTE
Noite de sexta-feira, véspera do meu aniversário. Com o sangue sobrecarregado por uma overdose de Viagra, lancei-me às ruas promíscuas do Centro da Cidade como um suicida que se lança do vigésimo andar de um arranha-céu.
Noite gélida, com chuvas esparsas. Caminhei sem rumo até escalar os degraus da Uruguaiana 210, mas essa história vem depois. Há muito tempo que eu não entrava no Club 502, próximo de onde em estava, foi para onde me dirigi determinado a mais uma conjunção carnal.
Na rua da Alfândega, ponto onde se localiza a casa, talvez fosse possível ouvir o cantar dos grilos ou assistir a bolas de feno rolando sobre os paralelepípedos do antigo endereço carioca. Ninguém. Nem mesmo os fantasmas circulavam por ali. A única alma presente era o porteiro alienado na companhia alegre e virtual do celular. Peguei a comanda e escalei mais uma série de degraus infinitos de outro carcomido sobrado. A vida do libertino é um constante exercício aeróbico.
Não digo que a 502 foi reformada, mas passou por uma maquiagem. Limparam os traços de decadência que começavam a se sobressair, ficou menos escura e aderiu ao mistério conveniente da penumbra. Avistei algumas meninas interessantes, tanto de corpo como de rosto. Estava indeciso sobre quem escolher, mas certo de que iria escolher alguma daquelas mulheres presentes.
Durante a minha indecisão, chega ao local o lendário camarada 3 Centos. Sim, o apelido dele é 3 Centos. Falei sobre as minhas incertezas quanto a escolha e ele me ofereceu o Norte.
— Vai na Cléo e seja feliz — asseverou.
Cléo é uma morena bonita, com curvas sinuosas, bunda arrebitada, cabelo crespo e cheio, coxas grossas. Atraente.
Tudo bem. Chamei a garota, fiz a minha entrevista básica, que só é superada pela perícia do INSS. Perguntei os detalhes, o que fazia, o que não fazia e, principalmente, se beijava na boca. Cléo passou no teste. Alcova.
Pagamento adiantado do programa, subo mais um lance de escadas, sentindo que minhas pernas ganhavam músculos inesperados de tanto escalar degraus. A cabine da 502 é praticamente uma suíte, limpa, com box, chuveiro e água morna. Lençóis e fronhas impecáveis, bem ao estilo do forista que não mija em pé.
Cléo tira a roupa e entra no banho. Faço o mesmo quando ela libera o chuveiro. Passamos aos beijos. Cléo beija, não refuga, mas não senti qualquer emoção da parte dela com aquele embolar de línguas. Pikachu — o breve — começou a mostrar desconfianças.
Aliso e aperto a bunda da menina, corro as mãos pelas suas costas, beijo o seu pescoço. Nem um gemido. Subo mais as minhas mãos mirando os peitos, foi quando a tragédia ocorreu...
— Olha, não pode chupar nem apertar meus seios. Estou amamentando.
Quando olhei para baixo, Pikachu — o breve — já tinha embarcado em um trem para a Sibéria. Para mim, o programa acabou. Admito que Cléo me fez gozar, mas saiu do quarto assim que gozei (odeio isso). É dessas que trata cliente como objeto de produção.
Não darei um conceito negativo neste relato, pois gozei. No entanto, poucas vezes na vida fiz um programa tão xoxo como esse. A noite continuou pela Lapa e foi longa. Novos relatos virão...