BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
DISSE QUE FAZ
ANAL
NãO SEI
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
TALVEZ
Repetições e chavões para quem não domina a escrita como exercício de arte é muleta, mas para quem conhece as veredas complexas da língua torna-se um tempero que não sobrevive sem a capacidade de promover a fluidez do texto. Sou avesso às fórmulas prontas. Sempre foi instigante acompanhar as alterações das formas de expressão durante as décadas que atravessei produzindo conteúdo para os fóruns.
Recentemente, estava conversando com um queridíssimo e sagaz forista de bons papos, o nosso Papai Noel, e confessei a ele que sou um homem do texto (acredito que ele também), fato que corresponde às minhas formações profissionais. Assisti a uma entrevista do consagrado escritor Milton Hatoum afirmando que não vivemos mais o tempo da literatura, os grandes e bons textos entraram em extinção no confronto com a pressa econômica do universo virtual, infelizmente isso é uma realidade. Aqui mesmo, pelo fórum, percebo a tendência de priorizar a imagem aleatória sobre a narrativa, criam quase que histórias em quadrinhos, o que às vezes me parece poluente no resultado. É a tal muleta? Curtidas nos dão a ilusão sobre a qualidade e muitas vezes indicam apenas a simpatia do outro. Não escrevo nem dou curtidas para angariar simpatias, valorizo unicamente o que me agrada como descrição de um encontro.
A introdução resumiu as minhas reflexões enquanto eu dirigia sem rumo certo na tarde do último domingo. Avisei a vocês que precisaria dar uma pausa na participação no Arena para acertar minhas tarefas e justamente neste momento é que coisas estranhas me acometem.
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Quando saio para passear de carro aos domingos, um dia que me transmite menos caos no trânsito, não escolho somente lugares bonitos para ir. Hoje, por exemplo, fui rodar em São Cristóvão. Não me perguntem o motivo, mas tenho um fascínio por São Cristóvão, a Quinta da Boa Vista foi um dos cenários marcantes da minha infância. Ao atravessar a pista que margeia a Quinta, me deparei com o inesperado.
Meio da tarde, o Sol não poupava os homens de boa fé das revelações escabrosas que a cidade expõe sem pudores. Uma menina encaixada em um short cavado e com os seios semicobertos por um top ousadíssimo demonstrava fazer a vida nos arredores daquela região onde um dia fui criança. Passei pela garota num primeiro giro e quase não acreditei no que vi, me pareceu linda, mas por se tratar de uma área em que existe uma fronteira confusa entre o que é gata e o que é lebre, decidi retornar e verificar mais uma vez.
Lancei o carro para junto do meio-fio, diminuí a velocidade, firmei os olhos no alvo e confirmei que se tratava de uma mulher realmente bonita fazendo trottoir entre os olhos de crianças, esposas e maridos que se lamentavam por estar em família naquele momento. É incrível como está mais fácil encontrar mulher bonita na pista, o problema são os riscos que esse esporte envolve. Tudo soava como vantagem para um velho celibatário que passeava de carro em uma tarde casual de domingo. Ali, o frango assado se imprimiu mais do que uma fome, assolou-me como um fetiche.
A garota intuiu o meu interesse e se aproximou.
— Vai me levar para almoçar? — pergunta-me de supetão.
Aquela voz despertou as minhas recordações mais remotas, eu conhecia a guria, precisava me lembrar quando e onde estive com ela. Forcei a minha memória já desbotada pela falta de fósforo e o nome e a ocasião emergiram como um submarino que sai da tocaia.
— Você não é a Dara? Que trabalhava em 2010 na Vila Mimosa?
— Não. Sou a filha dela.
Fazia sentido. Se fosse a Dara, seria um fenômeno de conservação da pele depois de tantos anos, mas a menina era um clone.
— Conheceu minha mãe?
— Conheci, sim. Fui cliente dela.
Atente, estimado forista, o diálogo se dava em meio a um trânsito intenso de pedestres, de crianças com bolas de gás, carrinhos de bebês e de avós zelosos por seus netos.
— Minha mãe faleceu há dois anos. Agora, pode ser meu cliente.
A frase dita pela menina certamente entrará para os arquivos dos frigoríficos emocionais da humanidade. A falecida Dara também era uma mulher bonita com o bônus de ser boa de cama, se a filha tivesse herdado as virtudes da progenitora valeria o preço a pagar.
— Qual seu nome? — perguntei.
— Brígida.
Ao menos, o nome era original. Executei a entrevista básica e não ouvi restrições que pudessem me incomodar. Brígida me pediu o cachê de 150 reais, pechinchei e caiu para 120. Sugeri que fôssemos para o motel Xanadu, na Rua São Cristóvão, a moça se mostrou surpreendida com a proposta e entrou no carro. Alcova.
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Vinte e cinco anos, pedaçuda, garantiu-me não ter filhos. Assim que entramos no quarto, me perguntou se poderia almoçar e pegou o cardápio. Bateu um prato de peão antes do sexo, assumi o prejuízo imaginando que matar a fome a deixaria mais animada no desempenho.
Vai para o banho e quando retorna tira a roupa, ficando protegida por uma calcinha que só era visível pelas lentes de um microscópio eletrônico. Os primeiros beijos foram tímidos, até que alcancei sua vagina com os dedos e Brígida passou a me beijar com a sofreguidão das virgens de Taubaté. Uma loucura, me faltou saliva para as linguadas que invadiam a minha traqueia. Foi a minha vez de me despir.
Brígida me fez deitar e quando pensei que viria um boquete, a moça começou a chupar meu pé. Acredite, forista sem fé, Brígida abocanhava meu pé pelos dedos com o apetite de quem saboreia uma sobremesa. Admito que aquelas chupadas nos pés me causaram tesão. Ela finalmente se farta dos meus pés e desliza para abocanhar o entusiasmado Pikachu — o breve.
Boquete profundo, daqueles que parecem que vão engolir o saco junto com o pau. Estava gostosão, mas eu não pretendia gozar daquele jeito. Fiquei aproveitando o momento, sentindo aqueles lábios escalarem o meu combalido pênis como alpinistas na prática do rapel. Pressentindo que a minha seiva poderia transbordar a qualquer momento, pedi que Brígida viesse por cima.
A garota se posicionou sobre o meu tronco, introduziu meu pau em sua boceta e deu início a um esfrega forte, friccionando sua pélvis em minha virilha a ponto de sair faísca tal a força que ela empenhava nos movimentos. Quicava, rebolava, esfregava. A última lembrança que tenho foi ouvir Gonzaguinha cantando em minha mente: explode coração.
Permaneci alguns minutos imóvel, tentando recuperar o ar que expeli junto com o esperma. Tive a sensação de que Brígida também gozou, pois caiu quase desfalecida sobre o meu peito. Ficamos conversando por alguns minutos e perguntei como Dara, a mãe, tinha falecido.
— Morreu atropelada. Você ainda não me disse o seu nome?
— Dante, me chamo Dante.
Depois dessa, restou-me a despedida. A saga continua, após a pausa.