03 de Agosto de 2023 às 10:11
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

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TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

A luz amarelada do Sol do inverno carioca se fragmentava entre às vetustas árvores amigas da Avenida Rio Branco e iluminava o meu incerto caminho. Tantas vezes essas árvores me viram passar, tantas vezes me saudaram com o balançar dos galhos e tão poucas vezes percebi que elas notavam a minha minúscula existência transitando sob a grandeza secular que representam.

Sou um homem noturno. Por ser noturno desde muito jovem, adquiri uma insônia crônica da qual nunca consegui me curar. Durmo pouquíssimo. Na parte solar dos dias, cumpro a minha rotina de um professor de ar antiquado, de um jornalista que prefere observar as áreas de sombra, de um escritor que não consegue escrever enquanto a luz insiste em penetrar pela janela. Houve um tempo em que também tive um táxi por hobby e o dirigia nas horas vagas movido pelo interesse de conhecer as entranhas da cidade.

É o anoitecer que faz emergir o meu lado mais livre e que se inquieta. A noite me chama às ruas, aos pontos mais escuros, mais subterrâneos. É a noite que o professor veste a fantasia, ganha os becos, as esquinas e os bares em busca do Santo Graal, do Cálice Sagrado, das mulheres incomparáveis e com edição esgotada na biblioteca da vida. A noite sou um templário, sou o meu próprio Indiana Jones.

Durante a permanência do Sol, no entanto, nada me impede de quebrar ocasionalmente os meus ritos diurnos. Em uma amena quarta-feira de agosto, me desviei do cotidiano vespertino. Decidi ir almoçar no Centro e embarquei numa estação de metrô da bucólica Tijuca para desembarcar na amplidão árida do Largo da Carioca. Fartei-me no rodízio do Coliseu das Massas até escolher fazer contato com a mulher que mais me impressionou nos últimos meses.

Lorena é uma fêmea madura e tem um corpo capaz de deixar jovens meninas desconcertadas diante da exuberância e perfeição de suas curvas. É dessas mulheres raras que nos devoram como uma bacante insaciável, tem entrega, beija como se fosse o último beijo, nos abraça com a vontade de nos afogar no sexo. Seu poder de sedução é a verdade do desejo que exala.

Eu teria que esperar, Lorena só teria horário para uma hora a frente. Óbvio que valeria a pena aguardar. Emparelhei o aparelho auditivo com o meu celular e quis escolher um hit da Tina Turner como a trilha sonora que embalaria a minha espera.

PARADISE IS HERE

Para passar a hora, fui cortando em passos lentos a Sete de Setembro, a Rua da Carioca, o Largo de São Francisco. A música me envolvia e eu me sintonizava com o cenário, a euforia provocada pelo som me tomava os pés em uma vontade quase insana de bailar, como se todo o Centro da Cidade pudesse se articular em uma imensa coreografia que brindasse aquele momento, um La La Land dos trópicos. Infelizmente, isso não aconteceu, pois a vida é real e o que nos salva muitas vezes é a música e os delírios criativos que ela provoca.

No horário marcado, toquei a campainha e a porta se abriu me lançando diante de uma Lorena estonteante, coberta por um robe semiaberto que não escondia suas curvas vertiginosas e os seios inacreditavelmente perfeitos. A bacante me abraça, me beija e me sarra. Demonstra a voracidade do seu apetite sexual.

Lorena é bem cuidada, mas não me importo com a beleza, o que faz diferença para mim é o corpo e o desempenho da mulher quando se deita comigo. Lorena não decepciona. Vou para o banho enquanto ela prepara o nosso leito. Quando retorno, ainda molhado, ela quer me chupar, mas digo que não.

Peço que se deite e exploro seus detalhes com a boca, cada pedaço, cada reentrância, sinto a textura de sua pele em minha língua, seu perfume, mamo seus peitos e alcanço a vagina úmida e quente. Envolvo o clitóris com meus lábios e começo a lambê-lo. Lorena geme, aperta a minha cabeça, se contorce, murmura que irá gozar, suas pernas estremecem, seu corpo vibra. Ela goza.

Na revanche, ela parte para cima. Sobe no meu tronco, beija meu tórax, a minha boca, sinto sua boceta esfregar morna na minha perna, aperto forte a sua bunda redonda e empinada. Sua língua quase alcança a minha traqueia, seus beijos são febris, arrepiantes. Dedilho o seu cuzinho enquanto está de quatro me chupando. Ela desliza subitamente para baixo e abocanha o meu pau. Garganta profunda, cuspidas, punheta. Tive que fazer uma oração para evitar a ejaculação precoce.

Lorena prepara o caminho, enfia meu combalido pênis em sua xana e inicia a cavalgada épica e incansável que ela é capaz de executar. Ouço trombetas anunciando o meu orgasmo inevitável, ela pressente e diz que quer que eu goze em sua boca. Engole meu membro em um novo boquete feroz. Lambe, masturba, engole. Uma judiação. Explodi num gozo irrefreável, ela aparou toda a minha seiva com a boca, como se quisesse me arrancar até o último fluido. Quase desfaleci sem fôlego.

Despedida, promessas e retorno as ruas que ansiavam pelo crepúsculo. Volto a caminhar pela Avenida Rio Branco e alcanço a Praça Mauá. Sento-me no Bar Flórida, peço um uísque, uma brisa gótica soprava do porto, observo o horizonte infinito da Baía de Guanabara esperando a noite me camuflar. Ligo o celular e seleciono o meu fundo musical...

THE KILLING MOON

Sou gaúcho porque nasci numa pequena cidade do Rio Grande do Sul, sou carioca porque o mar do Rio de Janeiro me adotou ainda criança, sou libertino porque vivo um grande amor irrealizável com a minha solidão. Sou personagem porque só existo enquanto você dorme. Meu nome? Dante, me chamo Dante. Girl9