10 de Agosto de 2023 às 11:59
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

NãO

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

TALVEZ




1

Voltaire estava no leito de morte quando um sacerdote tentou convencê-lo a um gesto final: “Filho, rejeite o diabo, renuncie ao demônio, expulse seus pecados.”

No que Voltaire respondeu: “Meu bom homem, esta não é a hora adequada para fazer inimigos.”



A mim, com uma abjeta e sádica insistência, o Diabo está sempre atentando. Eu percorria em passos velozes a Avenida Rio Branco, supondo que estava atrasado para um encontro, quando avisto uma negra alta e de beleza descomunal me encarando à medida que nos aproximávamos.

Fiquei intrigado, mas sem acreditar que aquele olhar fixo e cobiçoso mirasse em minha direção, mas a distância entre nós diminuía, a proximidade tornava o olhar da negra mais intenso, fui me sentindo desconfortável, trêmulo. Ela trajava um vestido estampado vaporoso, o decote insinuava belos seios. Estávamos prestes a nos cruzar e o olhar da negra quase que revirava a minha alma. O que fazer em uma situação dessas? Cruzamo-nos, ela tinha os lábios úmidos, o pescoço girou discretamente para arrematar a simulação de flerte, meus pentelhos se arrepiaram.

Pensei em seguir a negra bonita, estou quase certo de onde eu iria parar se tivesse escolhido essa opção. Desisti, eu me atrasaria para o meu encontro e talvez nem conseguisse consumá-lo se me arriscasse naquela aventura. Prossegui na rota e então escuto o bip do WhatsApp.

“Meu bem, vou me atrasar dez minutos. Logo te chamo.”

Quem sabe a mensagem não fosse um castigo por não ter me lançado atrás da beldade negra. Esses dez minutos talvez me permitissem descobrir seu paradeiro. Tarde demais, eu a perdi de vista...

Para cumprir a espera, percorri a rua Álvaro Alvim no sentido ida e volta. Diante do Cine Rex, um travesti acena para mim. Por quê? Não entendi nada. Faz algum tempo que suspeito possuir um sósia gay que frequenta os bafões mais incendiários do circuito LGTBA do Rio. Que seja. Não posso impedir o meu sósia de desfrutar da existência paralela que não vivo. Vida e deixe viver.

“Pode subir.”

2

Finalmente, a Marcela Leal liberava o meu ingresso. Confesso, pouco entro no tal Castelo das Princesas atualmente e quando entro me bate uma nostalgia que envolve a loba Isadora, das tardes inteiras que passávamos juntos a convite dela, dos tantos meses em que não tínhamos mais uma relação comercial, nada era cobrado, nada era pago e apenas compartilhávamos da companhia um do outro pelo suposto carinho presente entre nós. Sim, eu sou um romântico. Há mentiras que são raras e por isso convencem. Infelizmente, como disse o lendário Renato Russo: “o pra sempre sempre acaba”.

Eu queria uma mulher sarada, com o corpo em dia. Toco a campainha e a porta se abre no estilo tradicional, não vejo ninguém. Entro e Marcela surge por trás da porta e me oferece um beijo gostoso. Logo de cara, percebo que ela se aperfeiçoou no beijo, estava provocante. Encaixada em um minivestido preto, coxões expostos, os peitos quase saltando de dentro de um decote tão ousado que mais parecia uma tocaia. Marcela é um misto de abundância com exuberância. Mais alguns beijos e aceitei tomar uma ducha.

De imediato ela não me reconheceu como Dante, foi durante a primeira conversa que se deu conta de que eu iniciei a sua biografia no Arena, fui seu primeiro relato. Só então ela me questiona...

— Trouxe os seus apetrechos eróticos — certamente, ela se referia ao meu aparelhinho de eletrochoque.

Saquei da calça a pequena geringonça e pedi que Marcela se deitasse. Comecei beijando seus pés, ela pareceu gostar, gemia, fechava os olhos, exibia pequenos espasmos. Fui por cima, beijei mais a boca, lambi seus seios redondos e duros, deslizei até a vagina quente e úmida. Aqui, faço um adendo, a boceta de Marcela ferve, seu líquido seminal é lava de vulcão, cuidado para não queimarem os dedos. Mergulhei com a boca em sua vulva, ela estava sensível, mas continuei chupando. Ligo o aparelhinho de eletrochoque e o introduzo sobre o clitóris, Marcela dá um gritinho, sente o impacto.

Deslizo o aparelho, enfio, aperto... Marcela repete várias vezes que está uma delícia. Contorce-se, geme alto, o corpo estremece, se contrai, ela aperta as cochas e goza. Que orgasmo, que visão religiosa vê-la gozar do jeito que gozou. Voltamos a nos beijar e peço que ela me mostre o famoso boquete.

Marcela se posiciona de quatro, com a bunda virada para os meus olhos e me abocanha. Um legítimo boquete rapel, sobe e desce vertiginosamente numa garganta profunda, alterna com masturbação. Tenho que abstrair para evitar a ejaculação precoce e começo a cantar mentalmente a vinheta de fim de ano da Globo: hoje é um novo dia, de um novo tempo; nesses novos dias, as alegrias serão de todos, é só querer; todos os nossos sonhos serão verdade, o futuro já começou, hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa, é de quem quiser, quem vier.

Consegui resistir, mas Marcela estava determinada a manter a tortura. Ela vem por cima de mim, fica de costas, prepara o caminho e introduz o meu combalido pênis no seu templo uterino. Meu velho pau quase se desintegrou ao penetrar naquele forno libidinoso, Marcela começa a quicar, rebolar, pede a minha seiva. Continuo resistindo.

Ela se vira de frente para mim, introduz novamente o meu intimidado Pikachu — o breve — nos seus domínios mais profundos. Esfrega, quica, rebola... Meu pau estava surpreendentemente duro, rijo, mas eu queria gozar naquela boca. Marcela volta a me chupar, dessa vez com espírito implacável, resistir seria inútil. Entre engolidas e punhetas, ejaculei todos os capítulos de Irmãos Coragem. Quase desfaleci.

Recupero o fôlego e peço para introduzir o aparelhinho outra vez, Marcela permite, Marcela quer. Eu faço. Ela estremece, solta gritinhos, toco com os dedos a sua vagina e sinto o mel escorrer aos jorros. Marcela goza pela segunda vez. Goza bonito. Foi tão bonito que quase ouvi uma imaginária narração do Galvão Bueno.

O período se esgotou. Papo rápido, despedida e me vejo novamente nas ruas traiçoeiras do Centro, os altos prédios começavam a se recobrir do crepúsculo. Olhei em volta como se, intimamente, procurasse a negra bonita que me secou. Nada. Sinalizei para um táxi e pedi que o motorista me levasse para a bucólica Tijuca. No rádio, a música encerrava este capítulo... Girl9

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