BEIJO
NãO
ORAL
NãO SEI
ORAL COMPLETO
NãO SEI
ANAL
NãO SEI
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
NãO
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A SAGA
Estava tudo certo para repetir pela milésima vez com a Adriana, a madura de corpo mais espetacular da atualidade, infelizmente imprevistos vespertinos me fizeram cancelar a marcação para evitar furo com a diva. Caminhei em rumo errático até que escolhi entrar na 13, às margens do Mercado das Flores.
Quanto mais subo as escadas do sobrado, mais escuro fica, até que chego a um ponto em que a minha catarata não vê mais nada. Dei sorte desta vez, uma boa samaritana, me vendo dar de cara com a parede, segurou na minha mão e me conduziu, como se conduzisse um ceguinho, para dentro da boate.
Já com a visão adaptada à penumbra do local, peguei uma Ice e me sentei num canto estratégico. Fico impressionado em confirmar o quanto a casa fica cheia, com muitas mulheres, mas é preciso garimpar criteriosamente. Não aconselho aos neófitos, é o tipo de casa mais recomendada para aqueles que desenvolveram calo na glande.
Uma morena gordinha com semblante de paraguaia se acomoda ao meu lado...
— Tem cigarro? — me pergunta.
— Não fumo, querida.
A menina se levanta emburrada sem dizer uma palavra. Continuo assistindo ao desfilar de bundas, coxas, maiôs e biquínis. Estava difícil avistar algo que me interessasse. Então, novamente, a mocinha com face de paraguaia se senta ao meu lado.
— Tem cigarro? — pergunta-me outra vez em menos de 10 minutos.
— Não sei se você é a mesma menina, mas eu disse que não fumo — meu tom foi educado, carinhoso.
A garota repetiu a coreografia, levantou-se com um bico enfezado e não disse uma palavra. Decidi pegar outra Ice e mudar de lugar. Perguntei por algumas garotas que eu já tinha comido na casa, mas a cada vez que perguntava me olhavam com cara de poucos amigos, como se eu fosse um investigador policial atrás de meliantes. Vi um cantinho vago e sentei-me novamente.
Percebi a paraguaia se aproximando, ela rondou, olhou e sentou-se pela terceira vez perto de mim...
— Oi. Tem um cigarro? — a mesma pergunta.
Encarei o rosto da menina para analisar se aquilo não era uma sacanagem, uma pegadinha, para avaliar se ela sofria de alguma demência, qualquer coisa que justificasse a insistência insana em me pedir cigarro repetidamente.
— Filha, presta atenção. Eu não fumo, não compro cigarros e não planto tabaco — desta vez, fui eu que me levantei com a cara amarrada e fui para o balcão do bar.
O mar não estava para peixe. Detectei uma baixinha com o corpo certinho e considerei melhor me aproximar dela antes que a paraguaia me pedisse um cigarro pela quarta vez. O nome da menina era Linda, o que não quer dizer que ela fosse linda, mas dava para o gasto. Fiz meu questionário usual, aprovei e pedi uma alcova.
No quarto, sem salto, a menina ficou ainda mais baixa, uma formiga erótica diante da minha altura. Tudo bem, Dante, não reclama. Avancei para beijá-la e ela avançou para fugir.
— Você não falou que beijava, princesa? — questionei.
— Ah! Eu beijo, mas não assim, né?
— Assim como? — insisto.
— De língua, né. De língua, não.
Neste momento, duzentos e cinquenta palavrões emergiram em minha mente, porém, foram barrados pela minha boca cautelosa. Fui tentar chupar os peitos que pareciam durinhos e suculentos.
— Ai, ai... Devagar. Assim machuca — reclama a moça.
Sinceramente, nesta altura, meu pobre Pikachu — o breve — já estava perfurando o chão como broca tentando cavar uma saída. Preferi desistir. Liberei a menina, vesti a roupa e dei linha na pipa.
Alcancei a rua Miguel Couto, entrei em uma padaria, pedi um café com bolo e pensei: quisera eu...