21 de Agosto de 2023 às 21:10
BEIJO

NãO

ORAL

NãO SEI

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

NãO

Há duas semanas que estou lendo um seleto grupo de nobilíssimos foristas repetir incansavelmente a expressão “Clube do Café com Bolo”, que cunhei para homenageá-los. Por isso, quero ratificar neste introito que a alcunha foi uma homenagem a essa galera de libido tão ativa que se reúne para compartilhar o desempenho sexual de cada um aproveitando a degustação de um bom cafezinho ao mesmo tempo em que saboreiam o bolo da casa. Só homenageio os bons, tenham a certeza. Quisera eu fazer parte desses campeões de ejaculação, mas o meu breve Pikachu vem cedendo à idade e a força gravitacional. Não sei se repetem a expressão porque não gostaram dela ou por terem aprovado o título com entusiasmo. De qualquer forma, fica a declaração da minha boa intenção.

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A SAGA

Estava tudo certo para repetir pela milésima vez com a Adriana, a madura de corpo mais espetacular da atualidade, infelizmente imprevistos vespertinos me fizeram cancelar a marcação para evitar furo com a diva. Caminhei em rumo errático até que escolhi entrar na 13, às margens do Mercado das Flores.

Quanto mais subo as escadas do sobrado, mais escuro fica, até que chego a um ponto em que a minha catarata não vê mais nada. Dei sorte desta vez, uma boa samaritana, me vendo dar de cara com a parede, segurou na minha mão e me conduziu, como se conduzisse um ceguinho, para dentro da boate.

Já com a visão adaptada à penumbra do local, peguei uma Ice e me sentei num canto estratégico. Fico impressionado em confirmar o quanto a casa fica cheia, com muitas mulheres, mas é preciso garimpar criteriosamente. Não aconselho aos neófitos, é o tipo de casa mais recomendada para aqueles que desenvolveram calo na glande.

Uma morena gordinha com semblante de paraguaia se acomoda ao meu lado...

— Tem cigarro? — me pergunta.

— Não fumo, querida.

A menina se levanta emburrada sem dizer uma palavra. Continuo assistindo ao desfilar de bundas, coxas, maiôs e biquínis. Estava difícil avistar algo que me interessasse. Então, novamente, a mocinha com face de paraguaia se senta ao meu lado.

— Tem cigarro? — pergunta-me outra vez em menos de 10 minutos.

— Não sei se você é a mesma menina, mas eu disse que não fumo — meu tom foi educado, carinhoso.

A garota repetiu a coreografia, levantou-se com um bico enfezado e não disse uma palavra. Decidi pegar outra Ice e mudar de lugar. Perguntei por algumas garotas que eu já tinha comido na casa, mas a cada vez que perguntava me olhavam com cara de poucos amigos, como se eu fosse um investigador policial atrás de meliantes. Vi um cantinho vago e sentei-me novamente.

Percebi a paraguaia se aproximando, ela rondou, olhou e sentou-se pela terceira vez perto de mim...

— Oi. Tem um cigarro? — a mesma pergunta.

Encarei o rosto da menina para analisar se aquilo não era uma sacanagem, uma pegadinha, para avaliar se ela sofria de alguma demência, qualquer coisa que justificasse a insistência insana em me pedir cigarro repetidamente.

— Filha, presta atenção. Eu não fumo, não compro cigarros e não planto tabaco — desta vez, fui eu que me levantei com a cara amarrada e fui para o balcão do bar.

O mar não estava para peixe. Detectei uma baixinha com o corpo certinho e considerei melhor me aproximar dela antes que a paraguaia me pedisse um cigarro pela quarta vez. O nome da menina era Linda, o que não quer dizer que ela fosse linda, mas dava para o gasto. Fiz meu questionário usual, aprovei e pedi uma alcova.

No quarto, sem salto, a menina ficou ainda mais baixa, uma formiga erótica diante da minha altura. Tudo bem, Dante, não reclama. Avancei para beijá-la e ela avançou para fugir.

— Você não falou que beijava, princesa? — questionei.

— Ah! Eu beijo, mas não assim, né?

— Assim como? — insisto.

— De língua, né. De língua, não.

Neste momento, duzentos e cinquenta palavrões emergiram em minha mente, porém, foram barrados pela minha boca cautelosa. Fui tentar chupar os peitos que pareciam durinhos e suculentos.

— Ai, ai... Devagar. Assim machuca — reclama a moça.

Sinceramente, nesta altura, meu pobre Pikachu — o breve — já estava perfurando o chão como broca tentando cavar uma saída. Preferi desistir. Liberei a menina, vesti a roupa e dei linha na pipa.

Alcancei a rua Miguel Couto, entrei em uma padaria, pedi um café com bolo e pensei: quisera eu... Girl9