BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
NãO SEI
ANAL
NãO SEI
TAXA ANAL
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REPETECO
TALVEZ

Uma bunda, quando alcança a perfeição esférica e estética em uma dimensão insuperável, ganha personalidade própria, ofusca qualquer um dos outros belos atributos femininos, escraviza o nosso olhar, monopoliza o nosso desejo. Uma bunda obcecante é capaz de estampar capas de revistas e tomar de assalto a paisagem urbana como se fosse uma guerrilheira revolucionária. Essa bunda incomparável nos faz querer gritar como um Michelangelo febril: “Parla, culo!”.
Não, não gritei. Tive medo de que a bunda realmente me respondesse.

A tarde começava a ganhar os primeiros tons noturnos, as luzes de vapor de mercúrio acendiam-se na mágica da automação, meus butes estalavam contra o calçamento estilhaçado da Avenida Presidente Vargas. Em pensar que o FLorista de Sapatilha flutua, levita imbuído da doçura do chantilly sobre as mazelas urbanas.
Para me alienar do barulho do trânsito, do tagarelar desgovernado daquele tsunami de gente ao redor, emparelhei o meu aparelho auditivo com o celular e permiti que a batida aleatória inundasse os meus tímpanos. A vida sem música é como uma mulher amputada.
PSYCHO KILLER
Sim, me chamo Dante, mas não temam a minha verve, relevem a minha ironia temperada com deboche, não se surpreendam quando, dos meus tantos parágrafos, restarem somente duas míseras linhas para descrever alguma marafona, às vezes é mais do que ela merece. Não escrevo memorandos, nem cardápios, nem TCC. Escrevo sobre sexo, mas também sobre o que o precede e o sucede. A vida precisa ser maior do que o ressentimento do mal-humorado.
Fiz o agendamento na Dark Room. Para quem desconhece a minha melhor virtude, sou pontualíssimo como um britânico exilado nestes trópicos de manadas obtusas. Entrei no prédio, me identifiquei, embarquei num daqueles elevadores a jato, desci no último andar, subi dois lances de escadas e finalmente alcancei a porta com a inscrição “Cobertura 06” — ótimo título para um livro.
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Na recepção, me pedem para aguardar. Alguns segundos depois surge a Pantera, totalmente nua, exibindo as suas curvas despudoradas para todos os olhos famintos que se amontoavam em torno da recepcionista. Encostei a minha bunda na parede com receio de algum surto psicótico dos clientes ansiosos que estavam no local. Sou resgatado e conduzido à cabine que, como já citei, é funcional, com cama de casal plastificada, divisória até o teto e música ambiente (em volume alto).
Pantera me avisa que irá tomar um banho, eu aguardo. Quem supõe que ela voltou vestida, engana-se. Nua em pelo, ela se aproxima e me beija de língua. Beijo excitante, macio e profundo ao mesmo tempo. Ela se deita e vou para cima, nos atracamos, nos esfregamos, nos apertamos. Chupo seus peitinhos em formato de pera, durinhos, apetitosos. Com os dentes, puxo de leve os piercings que enfeitam os biquinhos.
Pantera fecha os olhos, sente prazer. Saco o meu aparelhinho de eletrochoque e o coloco sobre o clitóris. Estranho... com ela não fez muito efeito. Voltamos a nos beijar, então a menina prepara o caminho, vem por cima do meu pênis senil, o introduz em sua vagina abrasadora, tão quente que faz o meu precioso Pikachu — o breve — sentir-se como linguiça de churrasco.
Pantera se move, rebola, esfrega, quica. Eu fico ali, contemplando aquele corpaço, naquela posição preferida por 9 entre 10 idosos sedentários. Peço que ela fique de quatro, ela desmonta e se empina na cama como um tobogã erótico. Acredite, forista sem fé, você não será criativo o suficiente para imaginar a Pantera de quatro. É um assombro, um colosso, uma falta de educação. A bunda vira uma raiz quadrada que se eleva ao cubo e consegue ficar ainda mais exuberante. É de enlouquecer Freud.
Apronto e aponto o breve Pikachu e penetro naquele inigualável templo vaginal, apertado, tépido e aveludado. Pelo espelho lateral, admiro a Pantera com a bunda aprumada para o teto. Começo a estocar lentamente, me empolgo, aumento a força, passo a socá-la com ânsia de gozo, Pantera geme baixinho, foça o rabo contra o meu pau... Gonzaguinha cantaria: “não dá mais para segurar, explode coração”. Explodi. Ejaculei todas as páginas do Kama Sutra. Morri.
Despedida, deixo uma caixinha e retorno às ruas temerárias do Centro da Cidade.
Anoitecia. Andei em passos lentos até a Casa Paladino, acomodei-me na minha mesa cativa. Chamei o garçom...
Bolo? Nunca.
Café? Jamais.
Girassóis? Elas preferem um vibrador.
Nu artístico para a G Magazine? Para com isso.
— Desce uma porção de bolinho de bacalhau e uma dose de Salinas.
Virei o copo e senti o líquido rascante deslizar pela garganta e acender todos os meus sentidos. A saga continua...