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BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
SIM
ANAL
SIM
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
SIM
Trocávamos algumas palavras pelo Whatsapp quando soube que o split do apartamento em que Loren atende havia pifado, e que o técnico conhecido dela não poderia atende-la no mesmo dia.
Já havia estado com a Loren quatro dias atrás. Normalmente aguardaria uns dez-quinze dias antes do repetecotecoteco, característico do Contrato de União Sexual Estável Compartilhada que mantemos.
Entretanto o episódio do split pifado me revelou uma oportunidade de regredir a muitos anos atrás, quando ar condicionado era quase inexistente, restrito basicamente às grandes lojas (Barbosa Freitas, Lojas Brasileiras, etc.), melhores cinemas (Metro, Roxy, etc.), e grandes escritórios.
Não pensem os jovens foristas e não foristas que era fácil trepar naquela época. Os motéis não proliferavam, pois o mercado era limitado, e a grana, para nós, era curta. Sexo pago, basicamente, era na Lapa, mais frequentada pelo pessoal de menor renda.
Na Zona Sul do Rio a batalha era árdua para encontrar parceiras. Vendedoras da Kopenhagen e da Slopper eram algumas opções, assim como as poucas gurias (mais dadivosas, generosas) que frequentavam grupos de esquerda da época. Enfim, o garimpo era foda, trabalhoso. Nessa época, DST era só gonorreia.
Mas, como acabamos valorizando tudo que é difícil, guardo ótimas lembranças desse período. Dentre estas, devido à rara existência do ar condicionado, o inesquecível suadouro omnipresente em praticamente todas as trepadas de verão, principalmente nas do Carnaval. Quem viveu, entende bem a que me refiro. O suor quase sempre era um componente básico da trepada. No nosso verão, se não suou litros naquela época, é porque não fudeu.
Voltando ao presente. Ontem, feriado, o Rio ainda com uma sensação térmica bem alta, o split de Loren pifado, meu diabinho pessoal me fala ao ouvido esquerdo; “Holmes, agenda já já três horas com esse furacão tropical – Loren; oportunidade única de reviver sensações épicas, já apagadas pelo tempo”.
Dito e feito. Nos encontramos no aptº do Largo do Machado, com o split devidamente desligado, um ventilador de teto servindo para acelerar um pouquinho a evaporação dos suores repletos de feromônios que exalamos, gotejamos, cheiramos e lambemos no transcorrer das três horas ininterruptas das mais intensas e diversificadas que já vivenciei. Poderiam tranquilamente integrar o “Back to the Future - Carnival in Rio XXX”.
A generosa e longa chuveirada fria que se sucedeu, constituiu o gran finale.
Depois, um potão de sorbet artesanal de maracujá e graviola, porque ninguém é de ferro.
Cama. Carinhos. Silêncio. Sorrisos. Olhares. Relaxamento absurdo.
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval, oh uouh
(Rita Lee)
