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A MAESTRINA
Para mim, o sexo só é bom quando me apaixono. Com Pérola, o encanto emergiu no primeiro encontro, no primeiro toque de pele, no primeiro impacto dos lábios. Não bastasse isso, a moça é atenciosa, mostrou-se interessada em me conhecer, não falha nas respostas do WhatsApp e se exibiu extremamente sexy em todas as vezes que me recebeu. Diante de um panorama de mulheres que, costumeiramente, atendem aos que as procuram tratando-nos como se fôssemos batatas pesadas a quilo no Self-Service, Pérola me fez sentir único. É a joia da coroa.
Pouco me importa se outros foristas querem se parecer com sábios milenares que evitam o envolvimento. Não, comigo não. Não vou por aí. Eu mergulho, naufrago e me afogo nos braços das melhores mulheres. Somente se alcança o prazer absoluto se nos lambuzamos no veneno viciante que o reveste. Não tema, nobre mancebo. Se você pagou pelo sexo, mas não experimentou o amor, agiu como quem navegou até o Éden e não desembarcou para caminhar entre as belezas refulgentes do paraíso. Frustrar-se é não ter coragem. Chore pitangas, mas não chore arrependimentos.
Marquei no início da noite, pois o Sol me consome da mesma forma que incinera os vampiros. O movimento de sexta-feira iniciava-se nos bares, nas calçadas, nos motéis e por todos os poros da vetusta Praça Saenz Peña. Enviei o táxi e esperei a Pérola ao lado de um bar na esquina oposta ao Shopping 45, na bucólica Tijuca. O acordo era relaxarmos um pouco antes do embate.
Como se fosse a própria lua cheia despontando imponente entre as estrelas, Pérola desceu de um táxi repentinamente, colocando em suspensão todos os respiros, provocando com um único sorriso todos os suspiros. Os homens ao redor foram arrebatados pela maestrina suprema, reagiram como uma orquestra bem afinada. Encaixada em um vestido decotado e justo, que nos tonteava ao moldar suas curvas vertiginosas, fiquei observando ela caminhar em direção ao bar, arrastando corações e mentes, para depois segui-la.
Bebemos alguns drinks e partimos de mãos dadas para o motel Éden, a poucos passos de onde estávamos. Pego a suíte com hidro, Pérola merece. A menina não perde tempo, tira a roupa e exibe suas curvas estonteantes de um corpo de 24 anos. Ela toma um banho, vai ao frigobar, retorna com uma Ice e bebe envolvendo com seus lábios carnudos o gargalo da garrafa.
O ALTAR É O...
Pérola se deita e salto sobre o seu corpo moreno, quente, de textura sedosa. As preferências podem ser sempre um fator subjetivo, mas para os meus olhos o que eu via se oferecendo inteira para a minha fome era uma bela mulher, jovem e fogosa.
E nos beijamos em línguas num nó cego, corpos embolados, mãos sôfregas deslizando sobre a geografia sinuosa da pele. Pérola inverte a posição e abocanha o meu combalido pênis em um único golpe, chupa incansável. Pedi um intervalo, eu estava prestes a gozar. A menina fica de quatro e diz que me quer dentro do seu cuzinho. O altar é o cu, já dizia o lendário Marquês de Sade.
Pikachu estava ereto como um mastro de navio, coloquei mais pressão e ele entrou naquela pequena cavidade que ilustra o centro da bunda de revista de Pérola. A garota geme alto, rebola como se ajeitasse o meu pau dentro dela, pede para eu socar, eu soco. A menina continua gemendo alto, rebolando, não dava mais para segurar... Ejaculei todos os meus genes, eles me amaldiçoaram ao perceber que sufocariam no saco de látex. Caí desfalecido no colchão.
No que sobrou do tempo, conversamos um pouco, namoramos muito e compreendemos que chegava a hora de nos despedirmos. Chamo um táxi, Pérola me dá um abraço amoroso e se vai. Fiquei no quarto como um Conde de Monte Cristo que viu todo o seu tesouro esvair-se. Liguei o rádio de cabeceira e a música invadiu-me como um exército... A noite começa aqui.
IMPOSSIBLE