BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
NãO
ANAL
NãO
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
TALVEZ

"De repente, a porta abriu...
Gente, o coração chegou a errar as batidas, vi aquela baita morena, estilo uma índia com aquele cabelão preto, toda esbelta...o corpo dela é lindo...brutalmente, muuuuuuuuito melhor do que nas fotos do site..."
(by Saulo Top)
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**Decidi seguir o rastro desse perdigueiro erótico, desse símbolo sexual irriquieto dos fóruns, o fabuloso Saulo Top.
Eu estava no Centro, assolado por um calor capaz de matar camelo num ato de homicídio culposo. Após o meu tradicional almoço de sexta-feira no incomparável Coliseu das Massas, lembrei-me da foto inserida num relato escrito pelo venerável Saulo. Por que não? A menina faz meu tipo — pensei.
Arrastei minhas células adiposas até a estação da Carioca, peguei o metrô, desci na imensidão árida da Central do Brasil e fui esperar o trem para o Méier. Poderia ter pegado um táxi, mas eu precisava de um pouco de ação para despertar a lombeira causada pelos quilos de massas ingeridos no Coliseu.
Inexperiente com os acessos da linha ferroviária, fiquei rodando como barata alucinada até me encontrar. Dentro do precário vagão, para abstrair da zoeira incômoda, sincronizei meus aparelhos auditivos com o celular e deixei que a trilha sonora deste episódio se fizesse.
DURAN DURAN
“A View to a Kill”, nada mais conveniente enquanto eu sobrevoava os trilhos do subúrbio. Desço no Meier e, confesso, comecei a sentir um mal-estar devido ao clima abafado, mas o que não mata engorda. Decidi caminhar até a Constança Barbosa, eu sabia o trajeto.
Fui pisando pelas calçadas do Meier, me recordando de algumas namoradas que tive na região. Nos meus ouvidos, as batidas de “It Feels So Good” me embalavam adiante.
IT FEELS SO GOOD
Alcanço o endereço de Angel com 5 minutos de atraso. Entro no prédio e o porteiro me recebe...
— Qual seu nome, por favor? — pergunta.
— Dante. Me chamo Dante.
O funcionário pega o telefone, cochicha e diz que posso subir.
Reconheço a sala, é a mesma onde trabalhava a Pérola, menina nota 10 com quem repeti algumas vezes. A porta se abriu e me deparo com uma morena com olhar pecaminoso, rosto sexy, corpão. Não diria que é esbelta, é pedaçuda, suculenta.
Por uma dessas coincidências esquisitas, na mesma hora em que Angel abriu a porta a música no meu ouvido mudou para “Maneater”. Um bom agouro.
MANEATER
A casa estava sem água. Quem tomou banho, agradeça a sorte. Quem não tomou, sairia mais lambuzado. Eu estava limpinho e cheiroso como de hábito. Angel me conduz à pequena cabine e pediu que a aguardasse.

A menina retornou numa sumária lingerie vermelha e me beijou. Beija sem teatro, com língua, com saliva, com lábios engatados. Não perdi tempo, arranquei os poucos panos da moça, saquei o meu aparelhinho de eletrochoque e o introduzi sobre o seu clitóris. Angel gemeu alto, sem pudor. Gozou em espasmos frenéticos, um espetáculo inesquecível.
Recuperada do impacto, empinou-se toda e engoliu meu combalido pênis com sede de seiva. Chupou sem cansaço, punhetava, lambia meu corpo, mordiscou meu tórax. Se alternava em territórios erógenos da minha estrutura obesa com a habilidade espontânea de uma serpente. Voltava a me chupar me encarando, olhos nos olhos, numa vibe "Bette Davis Eyes"...
BETTE DAVIS EYES
Se Gonzaguinha me visse, diria: não dá mais pra segurar. Explode coração.
Ejaculei o Big Bang, o começo do universo. Meus espermas espalharam-se pela atmosfera quente sabendo que morreriam sem conhecer um útero, mas guerreiros fiéis querem satisfazer o comandante, dão a vida por ele. Sim, meus espermas feneceram no choque com a parede, com o colchão, com o piso, com o rosto de Angel. Heróis. Silêncio. Luto.
Papo breve. A decepção foi que Angel não atende por fora, uma pena, eu a contrataria para uma vista ao meu chalé nos Alpes Tijucanos. Voltei às ruas meio sem fôlego, parei na lanchonete de joelhos e devorei dois.
Sinalizei para um táxi. Para a bucólica Tijuca, por gentileza. O motorista acelerou. O Sol começava a se por, havia um cheiro de verão em pleno inverno. Nada como estar bem consigo mesmo, aliviado do tesão, sabendo que vivo na claridade, seja sob a luz da manhã ou debaixo do brilho da Lua. Carrego a tocha que ilumina os subterrâneos, que desmascara os porões traiçoeiros e me mostra tudo aquilo que quer se esconder.
Nos meus ouvidos tocava "Disappear" e naquele momento em que o céu fazia a transição para as estrelas, em que os pneus deslizavam me levando de volta para casa, a vida parecia simples. Despareci no horizonte e a minha história acaba aqui.
DISAPPEAR