22 de Outubro de 2024 às 11:23
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

DISSE QUE FAZ

ANAL

SIM

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

NãO




Cinza. As nuvens espessas acumuladas no céu transformavam a Praça Tiradentes numa antiga foto em preto e branco. Havia quietude no pouco movimento que se expressava nas ruas. Após almoçar no tradicional Coliseu das Massas, arremessei-me pela Rua da Carioca, aquele vácuo urbano que liga algum lugar a lugar nenhum.

Fiz uns trinta contatos com as Vips do Arena, metade não respondeu e a outra metade não tinha mais horário. Todas ricas e glamurosas graças ao veículo onde anunciam. Para que iriam querer relato de um Dante qualquer?

Quase sem esperança de extravasar a sagrada seiva que pressionava as minhas gônadas, fui caminhando a esmo até alcançar a Praça Tiradentes. Exausto pelo peso de carregar quilos de canelone e espaguete ingeridos um pouco antes, sentei-me em um bar às margens da Rua da Constituição. Pedi um chope.

Fiquei ali, meditando sobre o meu fracasso em tentar marcar um mísero encontro sexual. Recordei-me de que foi naquela região que o jovem Machado de Assis trabalhou como operário de uma gráfica. Subitamente, fui tomado por uma sensação de incômodo. Alguém me observava, me encarava.

Uma mulher de uns 25 anos, bonita, olhos claros, pele alvíssima e negros cabelos cacheados caindo abaixo dos ombros. Nossos olhos se cruzaram e ela se levantou do lugar em que estava, aproximou-se de mim e me questionou sem cerimônias.

— Está sozinho?

— Estou — respondi.

— Posso fazer companhia?


Quando isso ocorre no meio da rua, sempre sou tomado por uma onda de receio. Como eu já estava fodido e sem perspectivas promissoras, decidi aceitar o desafio do destino.

— Pode. Tem lugar na mesa — sentenciei.

A garota puxou a cadeira para perto de mim e se acomodou. Apresentou-se como Mariana, é mineira, poucos dias no Rio, pretendia voltar para sua cidade natal naquela mesma semana. A conversa prosseguiu inocente e burocrática até que ela soltou uma interrogação que chegou perto de me eletrocutar...

— Você gosta de cu?

Putas e libertinos se atraem como mercúrio, profetizou um sábio. Qual resposta que damos para tal pergunta? Não consegui digerir nem a pergunta nem a batata frita engordurada que eu havia pedido como petisco, entalei. Depois de alguns segundos, fui capaz de rearticular o meu raciocínio.

— Olha, eu gosto, mas a minha broca não fura mais parede.

Percebi a dificuldade cognitiva da menina para compreender a minha metáfora. Preferi ser gentil e traduzi.

— Filha, eu gosto de cu, só não sei se ainda consigo comer um.

— O meu você consegue. Quer?


Tudo tão rápido que me causou vertigem.

— E como seria se eu topasse? — devolvi.

A menina então anotou no guardanapo um número, um endereço e o nome do local: Hotel Atlântico Tower.

— Não para na recepção. Entra direto e pega o elevador para eles não cobrarem adicional.

— E qual seria o valor do cu?

— É 150 reais.


Excitado com a situação, continuei aceitando o desafio do destino. A menina saiu e pediu que eu esperasse dez minutos e fosse até ela.

Desconfiado, entrei no hotel. O saguão estava repleto de pessoas numa fila para a recepção, segui em frente como me foi instruído e entrei no elevador. Desembarquei no andar informado, procurei o apartamento e toquei a campainha. A porta se abriu e a garota estava nua.

— Oi — ela diz — você pode esperar um pouquinho?

— Esperar por quê?

— Ah! Apareceu um cliente que eu tinha marcado aqui. Só dez minutinhos. Espera.

— Vou esperar onde?

— Senta na cadeira do corredor.


No corredor havia um aparador antigo com duas cadeiras nas extremidades. Uma travesti ocupava um dos assentos, olhava para o nada. Pensei em ir embora devido ao constrangimento de ficar no corredor de um hotel cheio de câmeras esperando uma garota de programa terminar o serviço, mas fiquei. Puto

— Tá esperando a Mariana? — pergunta-me de supetão a travesti assim que me sentei.

— Sim.

— Daqui a pouco ela libera.

— Você está esperando por ela? — arrisquei a questão.

— Estou. A gente reveza o quarto e tenho que pegar umas coisas lá.

— Desculpa perguntar, mas a Mariana é mulher ou trans? — eu precisava dissipar a mórbida curiosidade que se manifestou naquele instante.

— É mulher — garantiu a travesti com firmeza na voz e um tom de desprezo pela minha pergunta.
Hum

Demorou mesmo uns dez minutos até a Mariana surgir no corredor e sinalizar para que eu a acompanhasse.

No quarto, ela exibiu o corpo esbelto e bem delineado. Bunda de capa de revista e a vagina ornada com um piercing. Começamos a nos beijar, ela me aplicou um boquete de alta pressão e quando percebeu que o combalido Pikachu estava ereto, o embrulhou com um preservativo que mais se assemelhava à borracha de pneu e sentou-se em cima. Sem suavizar com KY, aquele cu parecia que estava rasgando o meu velho pênis ao meio. A menina rebolou com naturalidade e o meu desconforto foi desaparecendo. Acredite, forista sem fé, neste ponto a campainha do quarto tocou...

A garota deu um pulo quase levando o meu pau junto.

— Só um instantinho...

Percebi que ela conversava com alguém na porta. Dois eternos minutos depois ela retorna.

— Desculpa. Um cliente chegou adiantado, ele vai esperar.

Caiu de boca no meu breve membro, conseguiu deixá-lo firme e sentou o rabo novamente em cima dele. Mexe, remexe e a campainha toca outra vez. Um pesadelo.

— Ai! Peraí, docinho... — me pediu.

Dois minutos de sussurros na porta e ela retorna com uma mochila grande e suja. Pikachu jamais se recuperaria daquele trauma. Morto

— Olha, você se incomodaria de esperar um pouquinho lá fora. É que os caras chegam antes da hora e me atrapalham toda. Depois você volta.

— Não, minha filha. Deixa pra lá. Eu vou embora.


A mulher fez cara de tacho, paguei e saí sem gozar, conformado com a ideia de que tinha me lascado. Ganhei as ruas, mas me lembrei do bordel La Confraria, seria a última tentativa.

Atravessei a Rua da Carioca, o vácuo que liga algum lugar a lugar nenhum. Meus aparelhos auditivos sincronizaram “Depeche Mode” pelo celular e marchei com minhas botas em direção à velha Rua da Quitanda, onde eu conheceria Paola Girl8

STRANGELOVE Dancinha

A partir de agora, qualquer aventura é possível... Piscada