BEIJO
SIM - NãO GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
NãO SEI
ANAL
NãO SEI
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
NãO
Acordo acelerado, sinto a cabeça rodar, passado o susto a primeira reação é olhar as horas. Duas da manhã. Pesadelo não combina com ereção mas estou ereto. Tipo de excitação mórbida. Levanto e olho pela janela, a prado Junior me convida a rua. Por que não? A direita observo o vai e vem de pessoas do bar da esquina chamado MABS, é para lá que eu vou.
No Rio de Janeiro o clima de informalidade facilita as coisas de forma que um chinelo de dedo e uma bermuda me bastam. Desço sem pressa ainda aturdido pelo sonho sombrio. Andando duas quadras estou na calçado do MABS, um bar de frequência duvidosa preferido entre as "do job", como se diz hoje em dia. O público nada seleto trás a tona a noite decadente de Copacabana em um dos últimos redutos que ainda restam , um foco de resistência, diria capitão Léo, figura notória de Copa. Realmente isso fica evidente quando se apura o fato de que o perfil médio é de mulheres que superam a casa dos trinta anos. Heroínas da história ou vigaristas que não largam o osso? Veremos.
Alguns minutos observando o movimento e me chama atenção uma coroa, por volta de 50 anos, de calça leg e barriga chapadíssima dona de uma bunda maravilhosa. Se não bastasse ainda tinha cabelo curto, meu fraco. Esperei o fim da conversa entre ela é uma outra garota para me aproximar. Bastaram duas ou três palavras trocadas para eu ganhar ranço. Um nojo. Tão gostosa quanto antipática. Me despedi da aniti-heroina de bunda avantajada e segui meu rumo. Que pena!
Adentrei ao bar e pedi uma cerveja. Não havia nada de interessante no front, com o passar do tempo já pensava em desistir, talvez correr até o Leme fazer do sonho realidade fosse melhor opção do que travar enlaço amoroso com qualquer daquelas damas. Mas sabe como é...se fosse em São Paulo teria desistido de fato. Mas o Rio...ah Rio...a pegada é diferente. Não tem como simplesmente ficar de mão abanando ou qualquer coisa com a mão. Dessa cidade, ainda mais desse bairro, emana o zeitgeist da ousadia então resolvi arriscar. Havia notado, desde que cheguei, uma senhora por volta de 30 e poucos anos, talvez beirasse aos 40, portadora de discretos óculos e vestido de moça "do lar". Nada que chamasse muito a atenção de alguém se não fosse o fato do contraste em relação as companheiras de bar e profissão no que diz respeito ao estilo. Bem, ponto pra ela. Fui lá bater uma papo. Se mostrou simpática embora um tanto, digamos, área. Quando eu disse que era de Sâo Paulo começou a falar em shopping. Meu Deus! Não! Encurtei a conversa e fechei o programa em 250.
Chegamos no apartamento, ela pediu para tomar banho. Deixei ela a vontade, confesso, com um certo arrependimento batendo a porta. Ela voltou do banho vestida, acreditem, manifestando uma timidez não condizente com as circunstâncias. Tratei de quebrar o gelo e partimos para os finalmente. Com o vestido ao chão pude notar um corpo normal para idade. Magra, pele branca de quem não vai a praia. Uma mulher absolutamente comum e mais paulista que eu, embora carioca. Me disse de onde ela era mas não lembro. Chupou timidamente sem camisinha. Depois fizemos todo o resto de forma burocrática, não sabendo se a falta de entusiasmo era minha ou dela ou de ambos. Certamente que era dos dois. Portanto houve uma sintonia entre nós do que diz respeito ao tédio mútuo. De quatro até que não era nada mau. Foi a melhor parte e assim terminei encerrei o ato amoroso. Ao se despedir me deu um beijo apaixonado, Realmente uma mulher de contrastes.
Moral da história; o pesadelo me despertou para outro pesadelo.
Portanto nunca descarte a possibilidade de voltar a dormir em busca de sonhos melhores.
Fim