BEIJO
SIM - NãO GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
NãO SEI
ANAL
DISSE QUE FAZ
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
NãO
O local é conhecido. Nada exuberante, mas nenhum porém, nada que possa atrapalhar a experiência. A recepcionista é simpática, se empenha em agradar, em deixar o cliente à vontade. É bonita, jovem, uma boca chamativa e tingida de vermelho. Os cabelos cacheados estão bem arrumados, são muito bonitos também. Está bem vestida para a ocasião. Ela me apresenta o local e pergunta se não quero ir ao toalete antes da refeição. Faço minha higiene e retorno. Ela coloca uma música para animar. A escolha é boa. Ela arruma a mesa e traz o primeiro item do menu.
O antipasto inpressiona pela apresentação, mas fica nisso. O paladar é tímido, suave demais, parece que não atinge as papilas gustativas. Insisto um pouco, tento degustá-lo com mais apuro, mas este realmente tem pouco a oferecer. É como se ficasse na superfície, tenho a impressão de que sequer toca minha língua. Para fins elucidativos, vou apelidar o antipasto de Beijo.
Sabendo que entrada tem pouco a oferecer, deixo-a de lado e peço o primo piatto. Este é melhor, bem mais interessante que o anterior. Claramente a chef se empenhou muito mais na receita e, principalmente, na execução. Os sabores me deixaram em êxtase. Desta vez sim: culinária de alto nível, como eu havia idealizado. Algo porém rompe a magia daquele momento sublime: não estava sequer na metade do primeiro prato, aproveitando lentamente a maneira como a textura e os temperos envolviam meu paladar, e a garçonete retira o prato, colocando o secondo em seu lugar. Não questionou se eu estava satisfeito ou se desejava degustar um pouco mais. Fez a substituição e sem muita opção, fui prová-lo. Seguindo a lógica anterior, vou apelidar o primo piatto de Boquete.
O secondo piatto é bom, mas eu ainda estava com a degustação anterior na cabeça, desejoso por mais do que havia experimentado e que havia sido recolhido rápido demais. Tento me concentrar no segundo que, para minha surpresa é bem servido. Obviamente a cozinha havia se empenhado na idealização. Há camadas no paladar, variações que ampliam a degustação, com três texturas diferentes. Minha fome era grande, eu estava apreciando, mas a impressão dos eventos anteriores haviam mexido com meu humor. Algo de amargo tinha tomado conta do meu paladar. O que deveria ser uma experiência culinária inesquecível tinha se tornado quebradiço. Terminei o prato com voracidade. A experiência não era plena, mas pelo menos mataria minha fome. Desta vez não vou apelidar este último prato com um termo só. Vou tratar cada textura de uma forma distinta: cavalgada, cachorrinho e gato.
E quanto à sobremesa? Sequer experimentei. Fui ao banheiro, fiz minha higiene e paguei a conta. Devo ter ficado pouco mais de meia hora no estabelecimento. Saí sem fome, barriga cheia, mas longe de estar satisfeito com a experiência.
