BEIJO
SIM - NãO GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
NãO
ANAL
NãO
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
TALVEZ
Parei ali na Club Sex atrás de uma magrinha que eu já tinha visto antes pela casa, mas fui informado de que ela não trabalhava mais em boate. Atendia apenas alguns clientes, mediante marcação, como quem abandona a vitrine e passa a operar no sussurro. Diante disso, peguei uma cerveja e fiquei bebericando no salão, mastigando a frustração e pensando nos próximos passos.
Foi aí que apareceu Diana.
Negra, muito alta — na casa de 1,80 m —, corpo sem grandes curvas, mas todo firme, torneado, e com um rosto realmente bonito. Não bonito de catálogo, mas bonito de verdade, desses que seguram o olhar. Paramos para conversar, e ela logo se mostrou extremamente simpática e surpreendentemente inteligente. Falamos sobre vários assuntos, sobre a vida, sobre tropeços, sobre coisas que normalmente não cabem naquele tipo de ambiente, mas que às vezes escapam entre um gole e outro, quando duas pessoas resolvem baixar um pouco a guarda.
Em determinado momento, ela me revelou que era novata. Estava trabalhando em boate por conta de um revés pessoal e ainda não tinha muita experiência naquele universo. Confesso que, nessa hora, talvez o melhor tivesse sido apenas dar uma caixinha pela simpatia, pela companhia e pelo tempo que ela dispensou comigo no salão. Mas resolvi dar uma chance e ver como as coisas correriam na hora H.
E, senhores, foi aí que começaram os problemas.
Diana não era apenas inexperiente como profissional; ela parecia inexperiente de modo geral, como se ainda estivesse tateando os próprios caminhos naquele terreno. A impressão que tive é que a vida dela nesse campo tinha sido curta e mal ensinada. Faltava traquejo, faltava confiança, faltava aquele corpo solto de quem já entendeu a linguagem da coisa. O que houve ali não foi propriamente má execução por desleixo, nem frieza, nem má vontade. Foi só falta de estrada.
E isso, às vezes, pesa mais do que qualquer defeito.
Tudo nela parecia hesitante, travado, inseguro. Havia uma paranoia constante, um medo de que alguma coisa desse errado a qualquer momento — como se a camisinha fosse escapar, estourar, falhar, ou talvez como se o teto fosse abrir e ela acabasse abduzida por alienígenas de Alpha Centauri. Era um estado de alerta tão absurdo que contaminava o ambiente inteiro. Em vez de entrega, havia tensão. Em vez de fluxo, havia receio. E sem relaxamento, meus amigos, não há milagre.
O que mais me chateou foi justamente isso: em nenhum momento pareceu haver malícia ruim, preguiça, desinteresse ou qualquer tentativa de empurrar o serviço com a barriga. Pelo contrário. Diana foi gentil, educada, disponível dentro do que conseguia oferecer. Só estava claramente perdida, sem jeito, como quem foi jogada cedo demais num palco para o qual ainda não tinha ensaiado.
No fim, percebi que não chegaria a lugar nenhum e expliquei com educação, do modo mais leve possível, que não iria concluir. Saímos de lá sem drama.
Deixo aqui, portanto, uma nota NEUTRA.
E digo neutra porque realmente acho que existe espaço para melhora. À medida que ganhar experiência, confiança e aprender a se soltar, Diana pode evoluir bastante. Não vi nela má vontade em momento algum. Ao contrário: vi simpatia, vi boa vontade e um papo excelente no salão. E fica registrado um detalhe que, nesse meio, conta muito: ela não me pediu absolutamente nada. Bebeu o que eu estava bebendo, numa boa, sem forçar intimidade, sem transformar cada minuto de conversa numa tentativa de arrancar algo a mais.
No fim das contas, foi uma noite frustrante no quarto, mas curiosamente digna fora dele. E isso, por mais estranho que pareça, também tem seu valor.
