22 de Março de 2026 às 21:00
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM



"A SUA ALMA É MINHA"

- Shang Tsung


RIP Cary-Hiroyuki Tagawa (1950 - 2025)

Senhores, eu acredito que, quando o sexo é bom — bom de verdade, intenso, carnal, daqueles que parecem romper a crosta da rotina —, existe uma espécie de troca de almas. Você deixa algo de si com a parceira, e ela leva consigo um pedaço seu. Não falo só de corpo. Falo de presença, de energia, de alguma matéria invisível que se solta no calor do encontro e já não volta inteira para casa.

Dito isso, uma parte considerável de mim ficou naquele quarto depois do encontro com Dyana.

Ela é, francamente, uma das meninas mais agradáveis com quem já tive o prazer de sentar, beber e conversar — e também uma das mais bonitas. Cabelos negros e compridos, magra, alta, bunda firme, peitos de silicone moldados com precisão quase obscena para o desejo masculino. Mas seria injusto reduzi-la à soma desses elementos. Havia nela alguma coisa a mais: uma mistura rara de beleza, presença e calor humano, dessas que não entram no salão, mas tomam conta dele.

Paramos para conversar, e a conversa correu solta, leve, viva. Daquelas que vão criando intimidade sem anunciar que estão fazendo isso. E, como tantas vezes acontece nas noites certas, uma coisa foi puxando a outra até que acabamos no quarto.

Senhores... que momento.

Há encontros que parecem ensaiados pela carne antes mesmo que a cabeça perceba. Tudo ali fluía com uma naturalidade brutal, sem dureza, sem teatro, sem o peso mecânico que às vezes contamina esse tipo de ambiente. Bastava um toque, um beijo, um movimento mais próximo, e já se percebia que havia alguma coisa se acendendo dos dois lados. O quarto deixou de ser quarto; virou trincheira, confissão, incêndio.

É difícil, escrevendo, transmitir a intensidade exata do que foi aquilo. Algumas experiências resistem à linguagem porque pertencem mais ao corpo do que à frase. Mas posso dizer, sem exagero, que foi um dos momentos mais intensos, naturais e avassaladores que já vivi na cama. Tudo nela despertava desejo em mim, e meus gestos também encontravam eco do outro lado. Não havia nada para disfarçar, nada para negar, nada para administrar. Só sentir.

E talvez seja justamente isso que separa um encontro comum de um encontro memorável: quando desaparece a sensação de negociação, de roteiro, de desempenho, e sobra apenas aquela corrente funda, quase animal, que arrasta os dois para dentro da mesma maré.

Se eu pudesse, ainda estaria naquele quarto.

Mas acho que não saí de lá inteiro. Minha alma ficou um pouco para trás, largada entre lençóis desarrumados, feliz, exausta e saciada.