BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
NãO SEI
ANAL
DISSE QUE FAZ
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
SIM

"Eu gosto de bunda."
- Fleece "Booty Warrior" Johnson
(Por favor, pesquisem Booty Warrior no YouTube)
É, senhores, na medida do possível tento ignorar o cenário putanhístico de Niterói. Não por falta de apreço pela terra natal, mas porque, pelo preço cobrado aqui, muitas vezes é possível ter mais opções cruzando a ponte e tentando a sorte do outro lado. A verdade é que Niterói já teve seu período áureo, anos atrás — e os veteranos certamente se lembram da famigerada Caixa Econômica —, mas hoje vive uma decadência profunda, dessas que não chegam de uma vez, mas se instalam devagar, na tinta descascada, no entusiasmo menor, na promessa que já não se cumpre como antes.
Dito isso, quando ouso tentar a sorte por essas bandas, costumo fazê-lo nesta boate. Primeiro porque, via de regra, tenho sucesso nas minhas aventuras por lá. Segundo porque fica praticamente no quintal da minha casa; então, se não logro êxito, pelo menos não perdi tanto tempo nem combustível no processo. E justiça seja feita: a casa é organizada, as bebidas têm preços honestos para o meio, e os quartos são limpos — o que, convenhamos, já é mais do que muita espelunca pode oferecer.
Mas vamos ao que interessa.
Eu já tinha visto Marcelle outras vezes, embora nunca tivéssemos passado de uma apresentação breve, dessas que mal chegam a arranhar a superfície de alguém. Ainda assim, uma coisa sempre me chamava atenção nela: o sorriso. Grande, bonito, luminoso, daqueles que realmente alteram a temperatura do ambiente. Há mulheres que entram num salão e ocupam espaço com o corpo; Marcelle fazia isso com o sorriso.
E não apenas com ele.
Ela também é dona de outras qualidades muito respeitáveis, entre elas um par de coxas monumental. Se um dia a palavra “gordelícia” entrar oficialmente no dicionário — e faço votos sinceros para que entre —, ela deveria ser a primeira imagem a ilustrar o verbete. Marcelle tem esse tipo de beleza farta, quente, generosa, que não pede licença nem se desculpa por existir.
Naquele dia, resolvi conhecê-la melhor. E foi então que descobri que, por trás do sorriso, havia uma pessoa fantástica: divertida, atenciosa, leve de trato, daquelas com quem a conversa corre solta sem esforço. O tipo de companhia que melhora a noite antes mesmo de qualquer porta se fechar.
Depois desse preâmbulo no salão, fomos para o quarto.
E o que já estava bom só melhorou.
Houve entre nós uma conexão imediata, daquelas que dispensam muito raciocínio e pedem apenas presença. Tudo fluiu com naturalidade, intensidade e fome. O encontro veio carregado de beijos, carícias e uma entrega mútua que raramente se encontra com tanta facilidade. Foi uma daquelas vezes em que mais senti espontaneidade, mais senti vontade verdadeira, mais senti que havia algo real acontecendo ali dentro, ainda que pelo breve tempo que esse tipo de mundo permite.
Saí de lá com a sensação rara de ter vivido uma noite inteira em poucos minutos.
E, desde então, já conto os minutos para voltar.
