06 de Maio de 2026 às 23:53
MONIELLY
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BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

Mais um dia na casa de todas as casas.

Comecei a semana, e também o mês, convencido de que seria diferente. Havia decidido economizar, guardar dinheiro para objetivos maiores, recalcular excessos, colocar alguma disciplina nos impulsos. Mas bastou surgir o status do Ônix: uma mulher chamada Monielly, iluminada pela câmera do celular como se tivesse escapado de um quadro antigo, e toda a matemática racional desmoronou diante de mim.

Acho que, no fundo, são essas meninas que sempre me fazem recalcular minha rota.

Passei o dia no centro do Rio, trabalhando entre magistrados, corredores frios e solenidades elegantes. Fui escalado para cobrir a inauguração de uma exposição de Cândido Portinari. As telas carregavam aquela verdade dolorosamente humana: trabalhadores, rostos cansados, cores densas, vidas inteiras espremidas em pinceladas precisas. Havia algo de brutal e belo em cada quadro.

Ainda assim, enquanto eu observava aquelas obras, pensava que talvez Deus tivesse reservado parte do seu capricho para outro tipo de criação: Monielly.

Marcamos para as seis da tarde.

Assim que terminei o trabalho, atravessei até o edifício central. O elevador subiu lentamente. Fui conduzido à primeira cabine do Ônix e permaneci ali alguns minutos, sozinho. Quando ela entrou, trouxe consigo um sorriso calmo e um olhar que parecia já me conhecer. Aproximou-se devagar e explicou que havia uma contingência: morava longe, não poderia ficar uma hora inteira. Teríamos apenas meia hora. Mas como eu cheguei lá decidido a ficar com aquela mulher, aceitei os termos.

Depois do banho, ela voltou para o quarto envolta naquele perfume morno de pele recém-lavada. Falava baixo, perto do ouvido, como quem conhece a força dos sussurros. Um força quase magnética me puxou para aquele corpo. Nossos lábios se encontraram sem pressa; depois minha boca desceu pelo seu pescoço, pelo ombro, como se eu estivesse tentando decorar cada centímetro daquela mulher antes que o tempo acabasse.

A pouca roupa que restava nela caiu depressa.

Seu corpo tinha a beleza das coisas vivas: quente, perfeito apenas na medida necessária para ser real. Beijei seus seios enquanto ela arqueava as costas lentamente, e então a conduzi até a cama. O quarto inteiro parecia diminuir até restarem apenas respirações, mãos e lençóis desordenados.

Enquanto eu a chupava, ela se contorcia com uma delicadeza quase cruel, segurando minha mão com força, os dedos entrelaçados nos meus como se quisesse me prender ali, naquele instante exato. Havia algo profundamente feminino na maneira como entregava pequenos sons, pequenos movimentos, como ondas crescendo devagar antes de quebrar.

O tempo corria rápido demais.

Depois, já protegidos pela camisinha, nos entregamos ao ritmo quente e inevitável dos corpos que se procuram com fome e urgência, no tradicional ppmm. Seus quadris não apenas acompanhavam os meus; pareciam me afastar e puxar num ritmo único, como se existisse uma dança secreta acontecendo ali.

Então ela sussurrou que faltavam apenas quatro minutos.

Mudei para uma posição de bruçoes, e finalmente me deixei cair por inteiro naquele prazer. Algumas vezes nem consigo finalizar, mas havia nela uma capacidade rara de deixar qualquer homem confortável, desejado, seguro. Talvez fosse o jeito como segurava minhas mãos. Talvez a forma como gemia baixinho, como música abafada entre os lençóis. Talvez apenas sua presença. Algumas mulheres não precisam fazer esforço algum para incendiar um quarto. Elas simplesmente entram nele. Monielly entrou na minha mente.

Essa bela dama de vários nomes ainda não está no catálogo do Ônix quando escrevo este relato. Não sei se continuará lá. Mas existe algo quase sagrado em certos encontros breves: eles passam rápido demais e, justamente por isso, permanecem.

E eu agradeço ao acaso, aos deuses ou ao destino por ter cruzado o caminho daquela mulher que parecia menos uma pessoa e mais uma obra de arte viva, pintada com carinho às pressas antes do fim do mundo.