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BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
NãO SEI
ANAL
NãO SEI
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
SIM
O dia começara antes do amanhecer. Às cinco da manhã eu já estava desperto, correndo atrás de documentos, prazos e exigências de um concurso. Depois vieram os trabalhos, os compromissos. Passei o dia olhando para o relógio com a ansiedade.
Quando enfim cheguei ao Edifício Central, trazia nos ombros o cansaço do dia e a expectativa de quem retorna a uma história interrompida. Entreguei meus dados, resolvi questões práticas e subi. Luna ainda se arrumava. Esperei alguns minutos do lado de fora, até que a porta se abriu.
Estava perfumada, organizada, com aquele ar de quem transforma gestos cotidianos em algo particular. Conduziu-me para dentro e, antes mesmo que qualquer romantismo pudesse nascer, veio a primeira repreensão. Eu já havia feito o pagamento numa conta antiga para adiantar as coisas. Ela ralhou comigo. Mais tarde reclamaria mais pelas roupas largadas no seu chão de qualquer jeito. Havia algo de curioso nisso: em pouco tempo, reproduzíamos pequenas cenas domésticas que pertenciam mais a um namoro antigo do que a um encontro marcado. Talvez seja justamente por isso que algumas pessoas permanecem na memória. Não apenas pelo sexo, mas pelos detalhes. Cada mulher carrega um modo singular de ocupar o mundo. Luna carregava o dom raro de transformar uma hora comum numa narrativa inteira.
Depois do banho, voltei ao quarto e a encontrei deitada, distraída com o celular. Veio outra bronca, desta vez pela minha mania de resolver as coisas antes da hora. E logo depois da bronca vieram os beijos.Aos poucos, a pressa do dia desapareceu. O tribunal, os documentos, os relógios e as obrigações ficaram do lado de fora. Restou apenas aquela suspensão estranha do tempo que às vezes acontece entre duas pessoas.
O encontro seguiu seu curso natural, feito mais de proximidade do que de qualquer outra coisa. Havia o perfume dela, o calor discreto da pele, os olhares que se cruzavam sem necessidade de palavras. Enquanto nos beijávamos, passei as mãos pelo seu corpo, tirei seu sutiã e a acariciei os bicos dos seios. Suas mãos também correspondiam, mãos essas mais culpadas no amor. Pecam mais, acariciam. O seio é passivo, a boca apenas se deixa beijar, enquanto o ventre apenas se abandona. Mas as mãos, não... São quentes... E rápidas... E sensíveis... Correm no corpo...
O clima foi se intensificando naturalmente. Vou percorrendo todo o seu corpo enquanto a beijo, deslizo meus lábios sobre sua pele, sinto o seu cheiro — como ela estava cheirosa. Enquanto ela fica mais leve, nós voltamos a nos beijar. Ela quer então retribuir a gentileza e me chupa também. E, nesse momento específico, acontece algo que eu não imaginei que aconteceria. Eu estava com uma sensibilidade muito grande lá embaixo, uma daquelas sensibilidades que normalmente só aparecem depois que a gente goza. Só que eu ainda não tinha gozado naquele dia, não tinha nem me masturbado nem nada. E, ainda assim, não sei se por conta do frio, eu estava com uma grande sensibilidade.
Então bastou ela começar um pouco, e eu quase perdi a largada.
Enfim, mas, antes disso acontecer, percebendo que já estava na hora, peço logo para encapar o garoto e começamos no tradicional papai e mamãe.
Começo ali, fico um bom tempo com ela, segurando, controlando o ritmo. Depois vamos para uma posição de ladinho e ali ficamos por um bom tempo. Logo depois, ela vem por cima. Não fica por tanto tempo, porque já cansa um pouco. Depois voltamos e ficamos de ladinho de novo.
Por fim, ela diz que não quer me deixar sair dali sem gozar. Então vamos para a matadora posição de bruços.
Por mais que naquele dia, até aquele ponto, eu já tivesse me adaptado à minha sensibilidade e coisa e tal, houve uma particularidade que ela fez ali que me deixou completamente louco.
Enquanto estávamos juntos, eu sentia o cheiro do seu pescoço, da sua nuca. Beijava aquela região, mordiscava sua orelha. Conseguia ver também o seu rosto, o seu olhar de desejo, a mordida nos lábios, aquela cara de diabinha, de diaba safada, que eu simplesmente amo.
E aquilo foi matador para mim. Não consegui resistir e acabei gozando.
Quando tudo terminou, vieram o banho, a arrumação e a despedida. Desci já pensando nas tarefas que ainda me esperavam naquela noite. Mas então o telefone tocou.
Eu havia esquecido o casaco.
Voltei.
Ela abriu a porta novamente, com a mesma expressão e sorrisos únicos daquele rosto angelical.
— Esqueci alguma coisa mais?
A resposta era óbvia demais para precisar ser dita. Sorri.
— Acho que só você.
E assim terminou o reencontro com Luna: não como uma cena grandiosa, mas como terminam as histórias que realmente importam. Com a sensação de que, às vezes, aquilo que permanece na memória não é apenas o desejo, mas a companhia que o envolve.
