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BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
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REPETECO
SIM
Fala comigo bb!
O prédio é um labirinto, mas hoje o elevador virou um camarote de primeira fila. Ela surgiu, uma morena de traços que Chico Buarque descreveria com a precisão de um cirurgião e a malícia de um sambista. A pele cor de jambo, o gingado que carrega o Rio inteiro nas ancas e um olhar que é, ao mesmo tempo, um convite ao abismo e uma promessa de redenção. Ela tem aquele mistério das que já viveram muito e esqueceram tudo, apenas para reaprender nos meus braços.
Quando a porta do apartamento se abriu, o ar condicionado mal suportou o calor que emanava dela. Era uma Afrodite tropical, uma dessas figuras que parecem saídas de um ensaio técnico da Imperatriz, pronta para o desfile de uma vida. Eu a tomei no colo, com a brutalidade de quem finalmente alcançou a sua própria ruína. A porta se fechou para o mundo, deixando lá fora a moralidade que não nos serve.
Eu a desvesti com a urgência de um faminto e a delicadeza de quem desfolha uma flor proibida. Cada curva do seu corpo era um verso, cada arrepio um acorde. Minha língua percorria a geografia daquela morena com a devoção de quem reza e a fúria de quem devasta. Ela se arqueava, soltando palavrões que, na boca dela, soavam como a mais alta poesia, um "fdp" que era, na verdade, uma confissão de amor pela própria devassidão.
Na cama, a nossa valsa tomou a cadência do desejo. No 69, éramos um só — o sal, o suor, a troca de fluídos, o encontro de duas almas que decidiram que o céu era pouco. A camisinha foi o único limite entre o real e o delírio. Fudemos como quem escreve uma crônica de despedida, com a intensidade de quem sabe que a vida é curta, mas o prazer pode ser eterno. O ar, pesado, parecia vibrar com a nossa sinfonia.
No banheiro, entre goles d'água e risadas que subiam pelo azulejo, descobrimos que a nossa intimidade não tinha fronteiras. Voltamos para o segundo round com a fome de quem não quer mais voltar para o mundo lá fora. Cada posição do Kama Sutra , com sexo seguro, era um capítulo novo de um livro proibido que estávamos escrevendo com a pele. Vê-la gozar, rindo entre os beijos, sentindo-a pulsar contra mim, era o prêmio de um mortal que teve a ousadia de tocar o divino.
Quando, enfim, cheguei ao meu ápice e entreguei o meu mais puro e sujo segredo à sua boca, senti que o tempo parou. Ela é a vizinha, a dama da lotação, a musa que Chico imaginou, mas que só eu tive a sorte de profanar. Não é apenas sexo; é o encontro do sagrado com o lodo, a perfeição em meio ao caos. Cenas para os próximos capítulos? Enquanto o elevador subir e descer, eu estarei lá, esperando por essa morena, pronto para, mais uma vez, perder a alma e ganhar o mundo no calor daquele apartamento.
