05 de Agosto de 2019 às 11:36
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

SIM

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

Eu não conhecia o bordel localizado na Rua Uruguaiana, 24. Saí do metrô, fui caminhando. Quando estava próximo ao Largo da Carioca, vejo uma entrada camuflada por uma banca de relojoeiro, entro pela pequena porta e subo o primeiro lance de escadas. Ao todo, são cinco andares. Imaginem o antigo castelo de do Conde Drácula, cravado sobre alguma rocha elevada nos confins da Transilvânia. Sim, forista sem fé, foi a primeira impressão que tive ao penetrar naqueles domínios da penumbra e da lascívia. Um drink no inferno, do Tarantino, poderia ter sido filmado ali.

A cada novo andar alçado, nos deparamos com um rascunho de boate no melhor estilo inferninho. As mulheres que nos abordam parecem ter sede do sêmen que vale dinheiro. Comportam-se como predadoras ansiosas por nos capturar. As alcovas são precaríssimas, tumbas para as quais elas nos arrastam e nos arrancam o gozo. Tudo parece oscilar entre o irreal e o real, sonho e pesadelo, ficamos enredados naquele labirinto de escadas e músicas de jukebox.

Já no primeiro andar, uma mulata robusta e abusada aproximou-se de mim como quem fosse lançar os caninos contra a minha jugular.

– Vamos fazer amorzinho? Um sexo gostoso? – Joga a mulata.

– Ainda estou olhando, querida – Respondo.

– Vem olhar meu cu, vamos lá pra dentro pra você olhar meu cu... – Ela me devolve rangendo os dentes e manifestando uma agressiva obsessão anal.

Por cautela, preferi me afastar e subir mais um lance das escadas.

No segundo andar, observo fêmeas interessantes, algumas com seios amostras e a selvageria me pareceu mais contida. Pedi uma cerveja e fiquei acomodado no balcão que serve como bar. Foi quando vi uma morena clara, bunduda, de longos cabelos rastafari e de sorriso bonito. Ela estava a tiracolo de um coroa, então resolvi esperar. Nesse meio tempo, detectei uma loira de corpo graúdo, gostosa, mas mantive minha intenção de esperar a morena. Após uns 10 minutos, ela se desvencilhou do coroa, e veio em minha direção. Perguntou meu nome e contou o caso com o senhor de quem havia acabado de se despedir.

– Aquele coroa disse que quer ficar comigo, que quer me ajudar e perguntou se eu deixaria. Eu respondi que sim e ele disse que ia começar a me ajudar aqui mesmo. Puxou uma nota enrolada do bolso e botou na minha mão, pedindo que eu só olhasse depois que ele saísse. Quando eu abri a mão, ele tinha deixado 2 reais. Um filho da puta. Dois reais nem mendigo aceita.

Espirituosa, riu do ocorrido. Gostei da menina e marquei meia hora num daqueles sarcófagos que chamavam de cabine. Usa o nome de Ísis. No quarto, foi uma excelente surpresa. Beijos na boca, boquete sem capa, profundo e lubrificado na saliva. Ofereceu anal. Gozei comendo-a de quatro, ela gemendo gostoso e pedindo tapas nas nádegas bem nutridas. Fui feliz por 85 reais.

Desci as escadas em direção ao mundo exterior, a claridade do final de tarde ofuscou minha visão. As vampiras haviam ficado para trás, o relojoeiro na porta tinha aspecto enigmático, como se guardasse na sua fachada um dos grandes mistérios do universo. Caminhei sem pressa até a Gonçalves Dias e parei para um lanche na reluzente Confeitaria Colombo. Ao primeiro gole do café, um pensamento se desprende de mim junto com o aroma da bebida: a vida é boa...