19 de Agosto de 2019 às 18:08
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

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TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

Inauguro o roteiro pela Praça Tiradentes. Encontrei o Interessante, camarada do fórum, para calibrarmos a mente bebendo alguns copos da boa e dourada cerva. Dias antes, eu havia passado em frente a um dos poucos bordéis que não conheço, no número 64 da mesma Praça Tiradentes; visto pelo lado de fora, é um mafuá ainda esperando a minha visita. Na terceira garrafa da Antártica Original, decidimos iniciar a expedição erótica pelo velho Beco das Cancelas, no Clube 21, hoje reformado e sem muito sucesso comercial.

Caminhamos até o boteco que fica na esquina da Rua Buenos Aires com o Beco das Cancelas e tomamos mais duas cervas. Hora de subir os incontáveis degraus que levam ao salão principal da 21. Vazia. Completamente vazia. Isso numa sexta-feira. Não avistei clientes e observei pouquíssimas mulheres disponíveis. Qualquer velório no São João Batista teria mais vida em torno de algum falecido anônimo do que o clima funéreo que encontrei naquele puteiro. É possível ver umas poucas novinhas atraentes, mas é constrangedor e opressivo permanecer num salão vazio de gente. Desistimos e fomos fazer uma inspeção na 65, que ainda insiste em cobrar 30 contos de consumo, apesar de divulgar que “a entrada é grátis”. Preferimos não arriscar perder os 30 contos diante do aspecto desértico da recepção. Partimos para a 502, que ainda é o pouso oferece mais garantias de diversão por um preço que não é justo, mas aceitável.

Andar pela Buenos Aires numa sexta-feira é ver e ouvir o burburinho frenético de muitas tribos confraternizando dionisiacamente à saída do trabalho. É uma festa, talvez para comemorar o fato de estarem empregados no país bolsomítico do desemprego e do trabalho sem direitos. De qualquer forma, é um trecho festivo do Centro da Cidade. No número 65 da Alfândega fica a 502. Os bordéis do Centro se embolam numa configuração algébrica de dígitos que querem fazer dígitos. Pego o cartão com o senhorzinho eternamente sentado na entrada do sobrado e subimos. Foi como eu esperava, a 502 estava abarrotada de chacais em busca de sexo e de mulheres em busca do dinheiro dos chacais. Um encontro que soa como o tilintar de caixas registradoras quando ocorre a primeira penetração. Nada a reclamar da 502, continua atendendo às expectativas. O problema é que eu não estava disposto a pagar mais de 100 reais por um programa de meia hora. Quitei o ingresso de 10 contos e deixei a casa.

Atravessei a Presidente Vargas e fui em direção à soturna Marechal Floriano. A única explicação para a paisagem despovoada só pode estar no fechamento de parte do comércio e das empresas da região, o certo é que após às 20h a Av. Marechal Floriano é um vácuo sideral. Não se vê quase ninguém, transitar por ela cheira a perigo, mas o forista é um bandeirante sexual, arrisca-se, lança-se às trevas mais temorosas em busca da boceta sagrada. Foi o que fiz. Primeiro entrei na 05, que se localiza na Leandro Martins, uma rua periférica à Rua do Acre. Depois caminhei pelo silêncio de penumbras e fantasmas até o Bombeirinho, na Rua da Conceição. Subo novos infindáveis degraus e encontro a pista lotada, botando gente pelo ladrão. Balde de 5 latões a 30 reais e programa de 30 minutos a 100 pilas. Isso explica a concentração de lobos atrás de carniça. No entanto, ainda não foi no Bombeirinho que estacionei meus combalidos e idosos espermatozoides.
Retornei à conhecida Rua Uruguaiana e escalei as centenas de degraus do Clube Afrodite. Preciso comprar equipamento de alpinismo. Novamente, casa lotada. Balde de 5 latões por 35 reais. Mulheres com seios à mostra e homens com a língua salivante de fora. A música alta embalava o strip-tease de uma ninfa sobre o queijo num canto da pista. De repente, vejo uma morena de altura mediana, com rabo de cavalo e rabo de cavala passar a minha frente. Sorriso lindo, rosto sexy, corpo desenhado em curvas que se estreitavam na cintura e se alargavam nos quadris, seios pequenos em forma de pera suculenta e coxas bem torneadas. Paguei uma cerveja, um cigarro à varejo e conversamos um pouco. Larissa é seu nome, diz que tem emprego formal durante a semana e frequenta pouco o Afrodite. A menina conseguiu me seduzir quando eu já estava perto de voltar para casa. Subimos à alcova.

Os quartos do Afrodite são semelhantes aos do bordel na Alfândega, 119. Péssimos. Cometi o pecado de perguntar onde era o banheiro e fui conduzido a uma pocilga inundada de mijo e imunda. Um esgoto tem mais dignidade. Mas como eu disse, o libertino é um bravo. A menina é gostosa, vai se entregando à medida que o tesão aumenta, beija na boca, mas o boquete é tímido. Botei de quatro, meti, gozei e vazei. Valeu. Parece novata e isso é excitante para um veterano.

A noite se encerra. Mergulho na estação do Metrô e pego o trem em sentido à bucólica Tijuca. No meio da viagem, um grupo de jovens adentra o vagão carregando vários instrumentos musicais. Organizam-se numa roda e começam a cantar Guantanamera.


Guantanamera


É o fim...