Inicialmente, devemos agradecer a todos que têm colaborado com esse tópico.
Os esclarecimentos que estamos recebendo são realmente valiosos.
Fui ver o artigo sugerido pelo confrade em
https://www.google.com/amp/s/www.em.com ... 7/amp.html
...e compreendi muitas coisas que não sabia.
Uma delas: o portador da máscara não deve falar enquanto a utiliza - por causa da umidade provocada pela fala. Essa umidade é extremamente danosa para o fluxo respiratório do indivíduo. Por isso faz sentido seu uso em Centros Cirúrgicos, onde a comunicação oral é escassa.
Ao usar a máscara a pessoa deve, na medida do possível, ficar calada.
Parte desta reportagem ainda nos faz entender que nossos sistemas imunológicos já são bastante eficientes no combate a fluxos epidêmicos, porque desde que nascemos estamos expostos a vírus de toda ordem.
Basta lembrar dos tempos de escola, onde todos estavam frequentemente resfriados e aglomerados. No passar dos anos, o lápis que caía no chão estava em seguida na boca, assim como a borracha e o dedo sujo. Normal. E se todos ficavam resfriados, dois dias depois todos estavam bons.
Nas medidas de proteção atuais, chama a atenção a forma de convívio nas comunidades periféricas de baixa renda, não só nas grandes cidades mas no interior do país, onde pessoas vivem aglomeradas sem nenhuma preocupação de higiene.
Nesses casos, é de se supor que essas comunidades já estivessem simplesmente dizimadas em uma pandemia de grande porte - como parece ser essa do COVID-19.
E também nos cárceres de todo o país e entre os indígenas. Ou nas cracolândias espalhadas pelas cidades.
Mas tal, pelo que se vê, não chegou a ocorrer. As vítimas estão notadamente entre pessoas idosas e com comorbidades reconhecidas, ou organismos debilitados por doenças pré-existentes.
A matéria do jornal exibe amplos esclarecimentos:
"Análises científicas do acessório (máscara) mostram que ele é muito mais eficaz ao ser utilizado por uma pessoa doente do que saudável".
"Estudos também mostram que, caso tenha qualquer tipo de folga entre a máscara e a face, perde-se a eficácia em aproximadamente 60% – mesmo que seja do tipo cirúrgico.
Se houver falha, é como se você não estivesse usando máscara”.
Outra curiosidade:
FOTO DO DR. GUIDO CÉSPEDES, CRIADOR DO "KIT-COVID" -
Criador do 'Kit COVID' morre após 45 dias internado com a doença (2 setembro 2020).
Defensor ferrenho do uso da máscara, dr. Céspedes morre aos 42 anos em Sinope, MT.
O estado de saúde do médico foi agravado por comorbidades. Dr. Guido tinha um histórico de diabetes, sobrepeso e pressão alta.
https://www.correiobraziliense.com.br/b ... oenca.html
*
Mas vejamos outros aspectos dessa importante publicação sugerida pelo confrade:
O Estado de Minas Gerais
Déborah Lima
04/07/2020 04:00 - atualizado 04/07/2020 07:13
A recomendação da OMS para uso de máscara foi publicada no último dia 5 de junho – o que pode ser considerado um atraso na tomada de decisão.
Para a microbiologista da UFMG, a demora ocorreu porque estudos que fazem análise científica do acessório mostram que ele é muito mais eficaz ao ser utilizado por uma pessoa doente do que saudável.
Contudo, em um momento em que todos estão sob risco constante, é importante o uso generalizado.
“A recomendação da OMS mudou, mas ela leva em consideração que o uso isolado da máscara não protege ninguém. Isso é um fato científico. Tem que ser associado à higiene das mãos e ao distanciamento. Principalmente o distanciamento físico”, enfatiza a professora.
A microbiologista Viviane Alves, professora do Dep. de Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas da Univ. Federal de MG, informa que ainda não existem dados concretos sobre a eficiência dos diferentes tipos de máscaras.
Isso porque são muitos os modelos e tecidos diferentes. Com isso, muitos grupos avaliam a eficácia do item utilizando partículas com tamanho equivalente ao do novo coronavírus (Sars-CoV-2).
Estudo publicado em 26 de maio na revista científica ACS Nano é considerado o mais eficiente no quesito tecidos.
“Eles testam de algodão de camiseta de malha a chiffon. Avaliam e indicam que quanto mais camadas e mais fechada essa malha do tecido, melhor”, explica a especialista da UFMG. “Para ter respirabilidade, não pode ser algo impermeável. Então, é preciso levar em consideração vários aspectos”, completa.
- Qual é o modelo mais adequado?
A máscara de três camadas é o modelo recomendado, com base em evidências científicas, não apenas no combate à COVID-19, mas também a viroses como a gripe e doenças bacterianas.
A diretriz da OMS recomenda o utensílio com a camada interna absorvente, para reter a umidade da fala; a camada intermediária filtrante; e a externa um pouco menos permeável, para agir como barreira.
Apesar de as máscaras N95 e cirúrgica – que parece fina em comparação às máscaras de pano que têm sido comercializadas – serem mais eficazes, especialistas defendem que o comércio desses itens seja reservado aos profissionais de saúde.
“As máscaras cirúrgicas parecem frágeis, mas não são simplesmente um pedaço de tecido: têm um polímero que ajuda nessa capacidade de filtração. Nada ainda supera a proteção de uma máscara cirúrgica e de uma N95”, explica a professora da UFMG.
A publicação que fundamentou a recomendação da OMS foi divulgada no último dia 1º na revista científica The Lancet. A pesquisa identificou 172 estudos em 16 países e seis continentes. Para os profissionais de saúde, os dados mostram que as máscaras do modelo N95 são melhores para a proteção do que as cirúrgicas.
Para o público em geral, as evidências mostram que o distanciamento físico superior a 1 metro é altamente eficaz e que as máscaras faciais, cirúrgicas ou de algodão de múltiplas camadas melhoram a proteção.
“Obviamente, vários estudos já mostraram que qualquer máscara é melhor que nenhuma. Desde lenço de pano até máscaras mais elaboradas, como a máscara comercial N95, todas são eficazes em alguma extensão”, esclarece a especialista. “Obviamente, quanto menor o número de camadas, menor a eficiência”, acrescenta Viviane Alves.
A microbiologista defende que o ideal é que a máscara tenha pelo menos duas camadas de algodão de um tecido de malha “bem fechada”.
- Como usar?
“É importante que as pessoas entendam que a máscara dá uma sensação de segurança, mas não adianta aglomerar de máscara. Tem que manter distância, cuidar da higiene das mãos, trocar a máscara, higienizar”, reforça a microbiologista, lembrando ainda dos cuidados com a limpeza.
Segundo a especialista, deixar a máscara de molho na água com sabão por 15 minutos, depois esfregar, enxaguar e deixar secar é o suficiente para eliminar microorganismos. “Muitos infectologistas recomendam deixar de molho em água sanitária, mas nenhum vírus vai resistir a essa lavagem com sabão. Há exagero em determinadas considerações e a gente tem que usar o bom senso”, afirma.
A especialista ressalta que, independentemente do modelo da máscara, é preciso que o acessório esteja bem ajustado ao rosto. Estudos também mostram que, caso tenha qualquer tipo de folga entre a máscara e a face, perde-se a eficácia em aproximadamente 60% – mesmo que seja do tipo cirúrgico.
“Tem que estar bem ajustada, para que não haja vazamento na vedação. Se houver falha, é como se você não estivesse usando máscara”.
Continua a matéria, em outra página:
5 junho - Diretriz da OMS : A OMS orienta que as máscaras sejam usadas apenas como parte de uma estratégia abrangente, considerando que só o acessório não protege do vírus. As pessoas também devem limpar as mãos com frequência e manter uma distância de pelo menos 1 metro umas das outras.
O que é o coronavírus?
Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
(Nota: o agravamento preferencialmente ocorre no caso de a pessoa ter comprometimentos do sistema imunológico ou ser portadora de doenças já instaladas).
É isso.
Para bom entendedor
_____________