MIL E UMA NOITES NA DISCOTECA HELP - O TEMPLO LIBERTINO DE COPACABANA
MIL E UMA NOITES NA DISCOTECA HELP - O TEMPLO LIBERTINO DE COPACABANA
Aqui jaz a luxúria, fossilizada e morna sob o mausoléu de concreto – Assim eu relatei a despedida e o sepultamento da Discoteca Help, em Copacabana. Enterrada por um museu da imagem e do som, um museu que silenciou às noites da Avenida Atlântica.
Sempre me espantou que tão poucos foristas frequentassem a Help, a maioria nem sequer pisou no antigo tempo da luxúria. Uma lacuna no currículo. Sim, forista sem fé, a Help foi um dos maiores templos do pecado que já existiu no Rio. Fincada em frente à praia de Copacabana, na altura do Posto 6, sua fachada em neon, com pernas dançantes piscando em sequência, ali era o abrigo dos notívagos, dos boêmios e dos gringos de passagem pela cidade. Por dentro, um coliseu ainda decorado e preservado como as antigas danceterias da década de 80 (foi inaugurada em 1984 pelo Chico Recarey). Paredes cobertas por lantejoulas azuis, enormes globos espelhados pendurados no teto, um pequeno palco na extremidade da pista, dois bares e dois andares. A Help guardava as proporções de um mamute da libertinagem.
A pista da boate costumava lotar a partir da meia-noite, uma quantidade enorme de garotas de programas vinda de todos os cantos, de todos os bordéis. A multidão comprimida naquele imenso espaço de festa unia uma tribo cosmopolita em busca do prazer e do dinheiro. Não havia um dia melhor ou pior. Na quarta-feira, na sexta, sábado ou no domingo podíamos chegar e encontrar o ambiente abarrotado. Na porta do banheiro masculino havia a foto do Bono Vox, onde um senhor careca permanecia de plantão distribuindo toalhas de papel.
Nada se comparava ao Carnaval da Help, mulheres seminuas desfilando por todos os lados, seios à mostra, oferecendo-se para o abate sem nenhum pudor. Nunca foi impossível encontrar um sexo gratuito ali, eu mesmo vivi muitos encontros em que nada me foi cobrado.
O DJ tinha um repertório eclético e dos mais animados da noite carioca. Dancei muito naquela pista circular, muitas vezes me divertindo sozinho e bêbado durante a madrugada inteira. Se havia um lugar onde a alegria boêmia nos invadia, esse lugar era a Miss Help, como apelidaram os gringos. Não falo movido pela nostalgia, pois nostalgia é a vontade de reviver; falo pelo sentimento da ausência, queria que ainda existisse algo parecido com o que foi a Help.
Às 3h da madrugada, tocavam uma sessão de músicas românticas que nos permitiam dançar de rostinho colado com alguma mulher que aceitasse o convite. Um clima de cabaré dos mais legítimos. Perdi as contas de quantas garotas beijei, de quantas se deitaram comigo no Vanity, um motel que ficava a poucos metros do templo. A Help nunca foi um programa noturno, era uma religião. No bar em frente, eu me calibrava com um bom uísque antes de entrar na arena. No próprio bar, o flerte escancarado antecipava as expectativas da aventura iminente. Existia uma adrenalina que hoje não encontro em lugar algum. Eu não amei na Help, mas amei a Help.
Quando, por acaso, passo de carro em frente ao antigo endereço do Posto 6, minha vontade é desembarcar e pendurar uma faixa naquela construção sombria e tortuosa que anuncia um museu inconcluso, escrever nela os dizeres que abriram este texto:
Aqui jaz a luxúria, fossilizada e morna sob o mausoléu de concreto...
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Re: MIL E UMA NOITES NA DISCOTECA HELP - O TEMPLO LIBERTINO DE COPACABANA
Infelizmente, nunca fui lá, mas que já foi, disse que era um fervo total.Dante escreveu: ↑06 Ago 2022, 11:46 0,,34569673-EX,00.jpg
Aqui jaz a luxúria, fossilizada e morna sob o mausoléu de concreto – Assim eu relatei a despedida e o sepultamento da Discoteca Help, em Copacabana. Enterrada por um museu da imagem e do som, um museu que silenciou às noites da Avenida Atlântica.
Sempre me espantou que tão poucos foristas frequentassem a Help, a maioria nem sequer pisou no antigo tempo da luxúria. Uma lacuna no currículo. Sim, forista sem fé, a Help foi um dos maiores templos do pecado que já existiu no Rio. Fincada em frente à praia de Copacabana, na altura do Posto 6, sua fachada em neon, com pernas dançantes piscando em sequência, ali era o abrigo dos notívagos, dos boêmios e dos gringos de passagem pela cidade. Por dentro, um coliseu ainda decorado e preservado como as antigas danceterias da década de 80 (foi inaugurada em 1984 pelo Chico Recarey). Paredes cobertas por lantejoulas azuis, enormes globos espelhados pendurados no teto, um pequeno palco na extremidade da pista, dois bares e dois andares. A Help guardava as proporções de um mamute da libertinagem.
A pista da boate costumava lotar a partir da meia-noite, uma quantidade enorme de garotas de programas vinda de todos os cantos, de todos os bordéis. A multidão comprimida naquele imenso espaço de festa unia uma tribo cosmopolita em busca do prazer e do dinheiro. Não havia um dia melhor ou pior. Na quarta-feira, na sexta, sábado ou no domingo podíamos chegar e encontrar o ambiente abarrotado. Na porta do banheiro masculino havia a foto do Bono Vox, onde um senhor careca permanecia de plantão distribuindo toalhas de papel.
Nada se comparava ao Carnaval da Help, mulheres seminuas desfilando por todos os lados, seios à mostra, oferecendo-se para o abate sem nenhum pudor. Nunca foi impossível encontrar um sexo gratuito ali, eu mesmo vivi muitos encontros em que nada me foi cobrado.
O DJ tinha um repertório eclético e dos mais animados da noite carioca. Dancei muito naquela pista circular, muitas vezes me divertindo sozinho e bêbado durante a madrugada inteira. Se havia um lugar onde a alegria boêmia nos invadia, esse lugar era a Miss Help, como apelidaram os gringos. Não falo movido pela nostalgia, pois nostalgia é a vontade de reviver; falo pelo sentimento da ausência, queria que ainda existisse algo parecido com o que foi a Help.
Às 3h da madrugada, tocavam uma sessão de músicas românticas que nos permitiam dançar de rostinho colado com alguma mulher que aceitasse o convite. Um clima de cabaré dos mais legítimos. Perdi as contas de quantas garotas beijei, de quantas se deitaram comigo no Vanity, um motel que ficava a poucos metros do templo. A Help nunca foi um programa noturno, era uma religião. No bar em frente, eu me calibrava com um bom uísque antes de entrar na arena. No próprio bar, o flerte escancarado antecipava as expectativas da aventura iminente. Existia uma adrenalina que hoje não encontro em lugar algum. Eu não amei na Help, mas amei a Help.
Quando, por acaso, passo de carro em frente ao antigo endereço do Posto 6, minha vontade é desembarcar e pendurar uma faixa naquela construção sombria e tortuosa que anuncia um museu inconcluso, escrever nela os dizeres que abriram este texto:
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" O que fizeram comigo me criou, é um princípio básico do universo, que toda ação cria uma reação igual e oposta! "
V de Vingança
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Re: MIL E UMA NOITES NA DISCOTECA HELP - O TEMPLO LIBERTINO DE COPACABANA
Esse LIXO que esta ai apodrecendo ha mais de uma decada sem finalizarem é a cara dos politicos cariocas. Me revolta sempre que passo ali, dá nojo mesmo.
Agora falam que vão acabar ate o fim do ano... kkkkk. So acredito vendo. Imagina a grana extra com todos esses atrasos. O nosso dinheiro, claro.
09/12/2021 | 14:41 – Após cinco anos suspensas, as obras do Museu da Imagem e do Som (MIS), localizado em Copacabana, foram retomadas nesta quarta-feira (8) pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro.
A reativação do canteiro havia sido anunciada em julho de 2021, e o edital para a conclusão das obras foi publicado em setembro. A expectativa é que as obras, iniciadas em 2008, interrompidas em 2016 e retomadas em 2021, levem pelo menos um ano para serem concluídas.
O governador Cláudio Castro, que participou da cerimônia de retomada, conta que a previsão de conclusão é 20 de dezembro de 2022 e que “a retomada é o resgate de uma dívida com a cultura, o turismo e a cidade”.
Refletindo as ondas modernistas do calçadão de Copacabana em sua fachada de vidro, o novo prédio irá se integrar com a orla. A ideia é transformar o espaço em um grande boulevard cultural vertical. Serão oito andares repletos de inovações, entre elas: uma boate, um auditório para até 280 pessoas e camarins nos dois andares subterrâneos; uma livraria e um café, de frente para o mar, no primeiro andar; quatro andares reservados para exposições interativas; e um restaurante panorâmico, acesso à cobertura e um cinema a céu aberto no quinto andar.
Os arquitetos responsáveis pelo projeto são Elizabeth Diller, Ricardo Scofídio, Charles Renfro, do escritório americano Diller Scofidio + Renfro, que ganhou o concurso internacional para a construção do MIS. A empresa vencedora da licitação é a MPE Engenharia, que fará intervenções como a instalação de revestimentos e impermeabilização de áreas abertas.
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Re: MIL E UMA NOITES NA DISCOTECA HELP - O TEMPLO LIBERTINO DE COPACABANA
Como sempre uma excelente crônica do velho escriba.Dante escreveu: ↑06 Ago 2022, 11:46 0,,34569673-EX,00.jpg
Aqui jaz a luxúria, fossilizada e morna sob o mausoléu de concreto – Assim eu relatei a despedida e o sepultamento da Discoteca Help, em Copacabana. Enterrada por um museu da imagem e do som, um museu que silenciou às noites da Avenida Atlântica.
Sempre me espantou que tão poucos foristas frequentassem a Help, a maioria nem sequer pisou no antigo tempo da luxúria. Uma lacuna no currículo. Sim, forista sem fé, a Help foi um dos maiores templos do pecado que já existiu no Rio. Fincada em frente à praia de Copacabana, na altura do Posto 6, sua fachada em neon, com pernas dançantes piscando em sequência, ali era o abrigo dos notívagos, dos boêmios e dos gringos de passagem pela cidade. Por dentro, um coliseu ainda decorado e preservado como as antigas danceterias da década de 80 (foi inaugurada em 1984 pelo Chico Recarey). Paredes cobertas por lantejoulas azuis, enormes globos espelhados pendurados no teto, um pequeno palco na extremidade da pista, dois bares e dois andares. A Help guardava as proporções de um mamute da libertinagem.
A pista da boate costumava lotar a partir da meia-noite, uma quantidade enorme de garotas de programas vinda de todos os cantos, de todos os bordéis. A multidão comprimida naquele imenso espaço de festa unia uma tribo cosmopolita em busca do prazer e do dinheiro. Não havia um dia melhor ou pior. Na quarta-feira, na sexta, sábado ou no domingo podíamos chegar e encontrar o ambiente abarrotado. Na porta do banheiro masculino havia a foto do Bono Vox, onde um senhor careca permanecia de plantão distribuindo toalhas de papel.
Nada se comparava ao Carnaval da Help, mulheres seminuas desfilando por todos os lados, seios à mostra, oferecendo-se para o abate sem nenhum pudor. Nunca foi impossível encontrar um sexo gratuito ali, eu mesmo vivi muitos encontros em que nada me foi cobrado.
O DJ tinha um repertório eclético e dos mais animados da noite carioca. Dancei muito naquela pista circular, muitas vezes me divertindo sozinho e bêbado durante a madrugada inteira. Se havia um lugar onde a alegria boêmia nos invadia, esse lugar era a Miss Help, como apelidaram os gringos. Não falo movido pela nostalgia, pois nostalgia é a vontade de reviver; falo pelo sentimento da ausência, queria que ainda existisse algo parecido com o que foi a Help.
Às 3h da madrugada, tocavam uma sessão de músicas românticas que nos permitiam dançar de rostinho colado com alguma mulher que aceitasse o convite. Um clima de cabaré dos mais legítimos. Perdi as contas de quantas garotas beijei, de quantas se deitaram comigo no Vanity, um motel que ficava a poucos metros do templo. A Help nunca foi um programa noturno, era uma religião. No bar em frente, eu me calibrava com um bom uísque antes de entrar na arena. No próprio bar, o flerte escancarado antecipava as expectativas da aventura iminente. Existia uma adrenalina que hoje não encontro em lugar algum. Eu não amei na Help, mas amei a Help.
Quando, por acaso, passo de carro em frente ao antigo endereço do Posto 6, minha vontade é desembarcar e pendurar uma faixa naquela construção sombria e tortuosa que anuncia um museu inconcluso, escrever nela os dizeres que abriram este texto:
Aqui jaz a luxúria, fossilizada e morna sob o mausoléu de concreto...
Bela e triste lembrança, os melhores DJs do Rio passaram por ali, tenho boas lembranças dos idos de 1985 e 1986, lamentável seu encerramento.
Re: MIL E UMA NOITES NA DISCOTECA HELP - O TEMPLO LIBERTINO DE COPACABANA
Pois é, Brand e Dionizio, acabar com a Help foi um erro brutal, não sei se ela teria o mesmo sucesso de outrora hoje em dia, mas... Desalojaram muitas meninas com o fim da Miss Help. Foram muitas bocas, muitos corpos, muitas vaginas, muitas danças coladinhas na alta madrugada... Segue um vídeo da pista para quem não conheceu o coliseu do sexo:
https://www.youtube.com/watch?v=LISah6q ... Fantalaser
https://www.youtube.com/watch?v=x1ptC7e ... el=keungom
Saudade bate forte, era o meu porto libertino, eu só saía com o dia raiando...
https://www.youtube.com/watch?v=LISah6q ... Fantalaser
https://www.youtube.com/watch?v=x1ptC7e ... el=keungom
Saudade bate forte, era o meu porto libertino, eu só saía com o dia raiando...
Re: MIL E UMA NOITES NA DISCOTECA HELP - O TEMPLO LIBERTINO DE COPACABANA
A Help era conhecida internacionalmente. Foi o templo do turismo sexual no RJ dos anos 90.
A Band filmava os bailes de carnaval do Rio e produzia as fitas VHS (muito famosas).
Este vídeo tem cenas da Help:
https://www.xvideos.com/video29806655/r ... f_the_horn
A Band filmava os bailes de carnaval do Rio e produzia as fitas VHS (muito famosas).
Este vídeo tem cenas da Help:
https://www.xvideos.com/video29806655/r ... f_the_horn
Re: MIL E UMA NOITES NA DISCOTECA HELP - O TEMPLO LIBERTINO DE COPACABANA
Fico tentando imaginar como seria a Help se ainda existisse, uma boate que adentrou o início deste século ainda com decoração dos anos 80. Nesta segunda década do século 21 a Help seria um museu vivo, talvez até com direito de ser tombada como patrimônio cultural. Infelizmente, a ignorância da fome política por licitações e obras destruiu um lugar icônico que não merecia o fim que teve.
Não consigo supor com exatidão como seria a Help em 2023, é possível que não ostentasse as noites lotadas todos os dias como era na década de 90, talvez algum idiota pudesse tê-la reconfigurado e deformado a sua identidade muito associada às décadas de 80/90. No entanto, se a Help ainda existisse como foi, com a mesma decoração, conservada, seria um sucesso em qualquer tempo, inclusive um sucesso com amplitude turística. Como sempre e como muitas coisas, a Help foi posta a baixo pelas bestas que não compreenderam a sua dimensão cultural e sensual.
Toda vez que passo em frente àquele museu apodrecido, inacabado e já roído pela maresia da Avenida Atlântica, sinto saudades. Sinto saudades do que eu fui, do que vivi e de uma boate que também me formou como homem. Quantas mulheres magníficas eu conheci em suas madrugadas de música e de festa, quantas bebedeiras... Quantas aventuras vivi na Help e por causa da Help. É outra referência que nunca encontrarei novamente.
Como a vida mundana do Rio se empobreceu. Empobreceu-se pelas políticas medíocres, por rufiões que não acompanharam a evolução do tempo, por um Centro da Cidade que se decompôs, por um cenário que não se renovou. O que sobrevive hoje é um corpo mutilado. Tenho compaixão pelas novas gerações que jamais terão ideia ou vivência do que era ser libertino e boêmio no Rio de Janeiro de décadas atrás.
Não consigo supor com exatidão como seria a Help em 2023, é possível que não ostentasse as noites lotadas todos os dias como era na década de 90, talvez algum idiota pudesse tê-la reconfigurado e deformado a sua identidade muito associada às décadas de 80/90. No entanto, se a Help ainda existisse como foi, com a mesma decoração, conservada, seria um sucesso em qualquer tempo, inclusive um sucesso com amplitude turística. Como sempre e como muitas coisas, a Help foi posta a baixo pelas bestas que não compreenderam a sua dimensão cultural e sensual.
Toda vez que passo em frente àquele museu apodrecido, inacabado e já roído pela maresia da Avenida Atlântica, sinto saudades. Sinto saudades do que eu fui, do que vivi e de uma boate que também me formou como homem. Quantas mulheres magníficas eu conheci em suas madrugadas de música e de festa, quantas bebedeiras... Quantas aventuras vivi na Help e por causa da Help. É outra referência que nunca encontrarei novamente.
Como a vida mundana do Rio se empobreceu. Empobreceu-se pelas políticas medíocres, por rufiões que não acompanharam a evolução do tempo, por um Centro da Cidade que se decompôs, por um cenário que não se renovou. O que sobrevive hoje é um corpo mutilado. Tenho compaixão pelas novas gerações que jamais terão ideia ou vivência do que era ser libertino e boêmio no Rio de Janeiro de décadas atrás.
Re: MIL E UMA NOITES NA DISCOTECA HELP - O TEMPLO LIBERTINO DE COPACABANA
Dante, sou nascido na segunda metade da decada de 70, mas precisamente em 1977, e desde pequeno eu vi as propagandas da HELP na TV, com mais força ainda no Carnaval, e sempre que alguém comenta sobre essa boate, me bate uma nostalgia dessa época que não a vivi, pois era muito criança né, e nem sabia o real significado disso tudo kkkkkkk; não que eu não tenha boas lembranças dessa época, aliás tenho muito orgulho de pertencer a essa geração 70/80/90, mas infelizmente a minha segunda fase da adolescência já chegou tarde para curtir a badala HELP da épocaDante escreveu: ↑04 Ago 2023, 11:29 Fico tentando imaginar como seria a Help se ainda existisse, uma boate que adentrou o início deste século ainda com decoração dos anos 80. Nesta segunda década do século 21 a Help seria um museu vivo, talvez até com direito de ser tombada como patrimônio cultural. Infelizmente, a ignorância da fome política por licitações e obras destruiu um lugar icônico que não merecia o fim que teve.
Não consigo supor com exatidão como seria a Help em 2023, é possível que não ostentasse as noites lotadas todos os dias como era na década de 90, talvez algum idiota pudesse tê-la reconfigurado e deformado a sua identidade muito associada às décadas de 80/90. No entanto, se a Help ainda existisse como foi, com a mesma decoração, conservada, seria um sucesso em qualquer tempo, inclusive um sucesso com amplitude turística. Como sempre e como muitas coisas, a Help foi posta a baixo pelas bestas que não compreenderam a sua dimensão cultural e sensual.
Toda vez que passo em frente àquele museu apodrecido, inacabado e já roído pela maresia da Avenida Atlântica, sinto saudades. Sinto saudades do que eu fui, do que vivi e de uma boate que também me formou como homem. Quantas mulheres magníficas eu conheci em suas madrugadas de música e de festa, quantas bebedeiras... Quantas aventuras vivi na Help e por causa da Help. É outra referência que nunca encontrarei novamente.
Como a vida mundana do Rio se empobreceu. Empobreceu-se pelas políticas medíocres, por rufiões que não acompanharam a evolução do tempo, por um Centro da Cidade que se decompôs, por um cenário que não se renovou. O que sobrevive hoje é um corpo mutilado. Tenho compaixão pelas novas gerações que jamais terão ideia ou vivência do que era ser libertino e boêmio no Rio de Janeiro de décadas atrás.
O MEU MAIOR ESTÍMULO SEXUAL É O ORGASMO DE UMA MULHER
Re: MIL E UMA NOITES NA DISCOTECA HELP - O TEMPLO LIBERTINO DE COPACABANA
Juca,
Você realmente perdeu a experiência única e grandiosa de conhecer o maior templo da libertinagem carioca. Nunca mais haverá igual.
Você realmente perdeu a experiência única e grandiosa de conhecer o maior templo da libertinagem carioca. Nunca mais haverá igual.
Re: MIL E UMA NOITES NA DISCOTECA HELP - O TEMPLO LIBERTINO DE COPACABANA
Imagino Dante; não duvido nada do que vc relatou aí; apesar de ter orgulho da época a qual nasci, sempre falo que se tivesse nascido na década anterior, a minha vida seria mais perfeita ainda, mas é como se diz né; a perfeição absoluta só existe no imaginário das pessoas, infelizmente
O MEU MAIOR ESTÍMULO SEXUAL É O ORGASMO DE UMA MULHER
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Re: MIL E UMA NOITES NA DISCOTECA HELP - O TEMPLO LIBERTINO DE COPACABANA
Bons tempo da Help. Foi inagurada em 1985 ou 1986 e no começo era uma discoteca frequentada pela juventude da época. Depois é que o público foi mudando. Apesar de putanheiro das antigas, fui pouco na Help. Uma delas no carnaval em 2003, no baile Uma noite em Marrakesh, na terça-feira de carnaval. Foi o dia do carnaval em que eu mais beijei. As garotas pensavam que eu era indiano e vinham gastando o inglês:
- Hellou!
- Hellou!
- Where you come from ?
Aí eu não resistia: - I'm from Madureira. E explicava que era brasileiro etc.
Todas levaram no bom humor. Conversávamos um pouco, elas diziam o valor do presente e eu dizia que apenas estava curtindo o baile. Duas que me interessaram, eu peguei o telefone e saí com elas em outro dia, em uma época que não existia GParena e outros. Uma ganharia positivo, com repeteco, a outra levaria um neutro.
Mas todas com quem conversei, me davam um beijo caprichado antes de encerrar a conversa. Não sou nada demais. Acho que dei sorte ou foi simpatia mesmo apesar da trolagem.
E a outra vez que estive na Help foi na que seria a última noite. Saí de lá com o dia clareando, acompanhado de uma menina de lá. Passamos o dia juntos. Só que aquela não foi a última noite mas eu já não tinha mais gás ( gás e ga$) para passar outra noite na Help.
Mesmo tendo ido poucas vezes lá, deixou saudade. A Help marcou mesmo uma época e uma geração, seja de putanheiros, GPs ou civis.
- Hellou!
- Hellou!
- Where you come from ?
Aí eu não resistia: - I'm from Madureira. E explicava que era brasileiro etc.
Todas levaram no bom humor. Conversávamos um pouco, elas diziam o valor do presente e eu dizia que apenas estava curtindo o baile. Duas que me interessaram, eu peguei o telefone e saí com elas em outro dia, em uma época que não existia GParena e outros. Uma ganharia positivo, com repeteco, a outra levaria um neutro.
Mas todas com quem conversei, me davam um beijo caprichado antes de encerrar a conversa. Não sou nada demais. Acho que dei sorte ou foi simpatia mesmo apesar da trolagem.
E a outra vez que estive na Help foi na que seria a última noite. Saí de lá com o dia clareando, acompanhado de uma menina de lá. Passamos o dia juntos. Só que aquela não foi a última noite mas eu já não tinha mais gás ( gás e ga$) para passar outra noite na Help.
Mesmo tendo ido poucas vezes lá, deixou saudade. A Help marcou mesmo uma época e uma geração, seja de putanheiros, GPs ou civis.
Baby eu lamento, mas não tenho tempo, prá sentir as tuas dores. As minhas eu já não aguento.
Cazuza
Cazuza
Re: MIL E UMA NOITES NA DISCOTECA HELP - O TEMPLO LIBERTINO DE COPACABANA
No início a Help ficou mais conhecida pelas matinês, depois se tornou uma boate cosmopolita, frequentada por gente do mundo inteiro. Nunca avistei trans na Help, até porque se tratava de um local onde homens buscavam mulheres, prostitutas ou não. A boate não atraía o público LGTBA.Zigoto escreveu: ↑25 Ago 2023, 08:54 No inicio a HELP era uma grande danceteria, uma referencia na epoca em que tinhamos Hipopotamus, Mamute, Zoom entre tantas outras....No inicio era muito boa e bem frequentada pela elite do Rio de Janeiro.
Até que a prostituição comecou a frequentar o local e acabou se tornando um uma casa que predominavam as prostitutas e travestis da zona sul do Rio de Janeiro e junto os bailes carnavalescos com ingressos sendo vendidos em guichês a porta do local.
Hipopótamus era um público completamente diferente, assim como a Calígula. E Mamute, na Tijuca, não tinha nenhuma relação de perfil com as duas, foi praticamente uma casa de shows.

