A INICIAÇÃO

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Pinstripe Paulistano
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A INICIAÇÃO

Mensagem por Pinstripe Paulistano »

OBS: Os nomes dos envolvidos foram substituídos por questões de anonimato.

Creio que, para a grande maioria dos confrades, a primeira vez em um puteiro aconteceu por influência de terceiros (Amigos ou parentes). Comigo não foi diferente, e agora vou puxar pela memória como foi a minha iniciação em um covil de GPs.

Tudo começou no meu trabalho. Várias tarefas importantes para serem feitas ao mesmo tempo foram me deixando cada vez mais estressado. Os rompantes de raiva e xingamentos estavam se tornando cada vez mais comuns, e o pessoal começou a achar estranho porque normalmente não sou assim. Até que, em um dia fatídico, o meu chefe N. Cortex me chamou para conversar:

— Pinstripe, você está ficando cada vez mais descontrolado! Está sempre com raiva, reclamando com todo mundo... Quando você se irrita, parece o Hulk, quer sair quebrando tudo! Você precisa aprender a controlar esse estresse!

Um pouco antes de eu começar a reclamar que a culpa daquilo tudo era da sobrecarga de trabalho, Koala Kong, um colega nosso que estava na sala, entrou na conversa:

— Ah, pra resolver isso aí é só ele passar uma horinha no puteiro que ele fica relaxado! Não quer dar uma ida lá, Pinstripe? Desestressar um pouco? Eu conheço um lugar que você vai gostar!
— Olha, se isso resolver mesmo, vocês podem ir!

Eu encarei aquilo como brincadeira e voltei ao meu trabalho estressante. Mas aí, perto da hora do almoço, o Kong chega junto com o chefe e pergunta:

— E aí, vamo lá?
— "Vamo lá" onde?
— Lá no puteiro! O chefe deixou a gente voltar mais tarde do almoço!
— Tão me zoando! — Resmunguei comigo mesmo de forma inaudível, mas logo em seguida o Cortex completa:
— Vai lá, você precisa relaxar um pouco!

Ainda descrente pelo que presenciei, fui almoçar junto com o Kong e de lá pegamos o metrô até o antro que ele conhecia. No caminho todo fiquei pensando: "Não acredito que meu chefe me liberou do serviço para ir para um puteiro!". Detalhe: Não houve desconto, nem de salário e nem de banco de horas. Acho que eu estava sendo bastante insuportável naquela época... E claro, essa foi a oportunidade para o meu colega, meio tranqueira, dar um nó no trabalho com a benção do chefe.

Chegamos em um tipo de armazém que ficava nos fundos de uma pastelaria. Até achei que ali era o depósito da loja da frente, mas não. Kong bateu na porta, murmurou alguma coisa com quem atendeu e me puxou para dentro. O local era um misto de boate com privê: Tinha um lounge logo na entrada, onde as garotas desfilavam para lá e para cá. Mas ao invés de ficar bebendo e ximbando no local, você tinha que escolher logo uma das GPs e ir com ela para um dos quartos.

Sendo assim, começaram as apresentações. Um beijinho e "Prazer, Fulana!", outro beijinho e "Prazer, Ciclana!", e por aí vai. Só que, quando a primeira moça veio se apresentar, reparei que uma garota foi para o banheiro, ouvindo logo em seguida um barulho de chuveiro. O problema é que ela saiu enquanto a quarta GP ainda estava se apresentando. O Kong reparou e comentou:

— Aí Pinstripe, gostou daquela ali?

O problema é que eu não estava encarando a guria porque gostei dela, mas é porque eu tinha certeza de que não deu tempo para ela tomar um banho durante as apresentações (Eu era moleque novo, então eu ainda não sabia que era normal em certos estabelecimentos a GP só enxaguar a ppk e passar para o próximo cliente). Só que aí o meu colega foi rápido e disse para um rapaz no balcão:

— Olha, ele quer aquela ali!
— Peraí, não tem mais outras para apresentar não? — Comentei puxando Kong para o canto.
— Disponíveis para agora só temos essas! — Respondeu o carinha do balcão.
— Vai lá, cara! Ela é bem bonita, eu iria nela fácil! — De fato, ela era uma das melhores opções do lugar, mas com a bagagem que eu tenho atualmente, se eu fosse fazer um TD dessa GP hoje, provavelmente daria nota 7 para o físico dela.

Antes que eu pudesse esboçar qualquer reação, a própria garota já tinha segurado minha mão e estava me conduzindo para os corredores dentro do privê.

— Vou esperar você aqui! — Bom, se o Kong realmente ficou esperando ou se ele foi se desestressar também com uma GP, eu nunca vou saber...

Chegando no quarto, tentei quebrar o gelo da forma que eu pude. Mas apenas hoje me dou conta da atitude bizarra que eu tomei:

— Ehr... Qual o teu nome?
— Beltrana, amor!
— Você... tomou banho antes?
— Oras, você não me viu entrando e saindo do chuveiro? — Isso quer dizer que ela percebeu que eu a estava observando.
— Sim, mas...
— Vamos, amor! Deita aí! — Uma clara tentativa de fugir da conversa.

Bom, já está mais do que óbvio que o rala-e-rola foi bem ruim. E nem foi culpa da garota, pois até que ela fez tudo dentro dos conformes. O problema é que o rapaz aqui ainda era bem inexperiente e estava bastante encucado com esse negócio de banho. Se fosse hoje, é capaz que eu desse uma nota 7 no item "Serviço". Mas daria no máximo 5 no item "Carisma".

Saímos do quarto e o Koala Kong estava sentadinho no sofá, como disse que estaria. Na hora de pagar, ele ainda perguntou se o local aceitava o nosso vale-refeição. Depois da negativa óbvia, ele pagou minha catracada (Acho que foi uns R$ 30 na época, se não me engano) e já me apressou para irmos embora logo. Bom, estava claro que não haveria tanto problema se EU voltasse bem mais tarde, mas com o Kong as coisas não eram bem assim. Como eu já disse, ele era meio tranqueira, então o chefe não iria deixá-lo de boas sem trabalhar por muito tempo.

Eu havia perdido um tempo precioso, fazendo com que o serviço se acumulasse ainda mais, e tudo em troca de um sexo meia-boca. Eu tinha razões para voltar ainda mais estressado do que quando saí, mas depois me dei conta de que, mesmo de um jeito meio torto, o pessoal do serviço só queria me ajudar. Acho que todo mundo estava preocupado comigo, com medo de eu ter um piripaque com tanta raiva acumulada. Por isso, acabei me sentindo agradecido e passei o dia mais tranquilo e sorridente. Quando chegamos no nosso posto de trabalho, os demais colegas me perguntaram como foi, e eu disse que tudo correu bem, comentando com detalhes o rala-e-rola.

Só que aí, durante o interrogatório, chegou o Komodo Moe, um colega que me ensinou algumas coisas na empresa e que era ainda mais tranqueira que o Kong. O cara estava muito curioso para saber tudo sobre a minha performance, já que ele sabia que eu era cabaço em muita coisa nessa época:

— Isso aí, finalmente o meu padawan representou! Já estava perdendo a esperança! — Comentou Moe enquanto dava umas risadas (Por causa das auxílios que ele me deu no início da minha carreira, Komodo Moe me chamava de "padawan").
— Ah, valeu!
— E aí, a mina estava depilada?
— Sim, estava sim!
— Mas lisinha ou igual a minha barba? — Enquanto perguntava, ele passava a mão na barba malfeita, indicando os pêlos que estavam começando a nascer perto do gogó.
— Ehr... Igual a tua barba! — Realmente, admito que a ppk da moça estava já parecendo uma lixa, tanto que eu percebi que ela me pinicava em certos momentos.
— Ah... E você beijou a puta?
— Não beijei não! — Naquela época, eu ainda era muito frescurento com relação a sexo e GPs.
— Como assim? Não chupou nem os peitos, nem a xereca?
— Eu não!
— Então você também não chupou o cú dela... — Naquela altura, Moe já parecia incrédulo com minhas respostas.
— Não!... — "Ela nem tomou banho direito!", pensei comigo mesmo. Mas antes que eu pudesse dizer esta frase, Moe já retrucou:
— Mano, você tem que chupar as buça, chupar os cú, tirar os caroço de feijão de dentro da mina! — Sim, ele disse "Os cú".
— Como é?
— Não mano, você fez tudo errado! Tem que voltar lá e fazer as coisas direito! Tem que chupar os cú da mina!
— Mas...
— Ah, esquece esse Koala Kong, ele é um cú de burro! Da próxima vez, eu é que vou te levar pra meter, e aí tu vai fazer tudo direito!

Aí eu penso comigo: Se o meu colega que é meio tranqueira me levou para um lugar meia-boca onde tem garotas que tomam meio banho, imagina onde irei parar guiado pelo outro colega, que é um tranqueira completo? Acho que dei sorte por este passeio nunca ter acontecido.

Ah, e vocês querem saber se meu estresse diminuiu? Nos dias que se seguiram, sim. Mas sabe como é... Os problemas naquela empresa nunca acabam, então de tempos em tempos preciso dar uma descarregada com alguma GP para manter a minha sanidade mental.

E este remédio tem funcionado bem, até hoje!
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