05 de Junho de 2023 às 10:08
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

DISSE QUE FAZ

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

TALVEZ

Este relato é o marco do início de uma pausa a que precisarei me impor na colaboração para o fórum devido a demandas profissionais inadiáveis que me consumirão tempo e muitos neurônios nos próximos meses. Por mais que eu escreva com facilidade, isso sempre toma o meu tempo, desvia o meu foco, um fator que agora terei que manter cem por cento operante a partir de hoje. Esta pausa, no entanto, chega em um momento oportuno, pois estou enjoado de escrever sobre garotas de programa e sobre sexo pago. Como não escrevo por fórmulas prontas, escrever sem a motivação necessária me cansa.

Gosto da noite e das aventuras que ela me proporciona. Como escritor e como jornalista, sempre me identifiquei com a proposta dos fóruns que registram essa estranha relação entre homens e putas. Apesar das decepções que vivenciei por diversas vezes com messalinas e com foristas, sou um desses personagens que persiste, pois o meu prazer em descrever a boemia e o hedonismo é maior do que o despeito e o desrespeito daqueles ou daquelas que tentam azedar o chope.

Por este ser o meu último relato antes do intervalo que me vejo obrigado a fazer, serei breve. Consegui administrar meu tempo até aqui, pois aprecio demais colaborar com o Arena, é algo que faço com espontaneidade e alegria, mas a tentativa de administrar o tempo gerou uma bola de neve de tarefas e agora tenho que cumpri-las para conseguir retornar ao saboroso convívio deste espaço.

Não, não sumirei do Arena. É apenas uma pausa nos relatos.

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Quando deixei a Up House, estava frustrado. Saí para me presentear no meu aniversário e a noite estava sendo uma sucessão de desastres e de conjunções carnais incompletas. Eu não sabia, mas sexta-feira, 02 de junho, comemora-se o Dia Internacional da Prostituta. Que coincidência estranha...

Voltei a perambular pela Avenida Mem de Sá. De repente, me vi em frente a um lugar chamado Cabaré da Jacke. Se tem cabaré no nome, eu entro. Definitivamente, não estava com sorte, o Cabaré da Jacke é um desses lugares “plurais”, não correspondia à minha busca para fechar a noite.

De volta a Mem de Sá, vagando como um fantasma arrastando as correntes dos dissabores. Exausto, parei em um bar com o nome de Lapa 24h, na Praça João Pessoa. Sentei-me e pedi um Black, não tinham. Manda uma Salinas — foi a solução.

Nunca me ocorreu a desconfiança de que estar sozinho chamasse a atenção alheia. Pois chama, de acordo com a minha própria experiência. Havia mulheres no bar, havia muitas mulheres no entorno do bar. Se uma câmera desse uma panorâmica na área, é possível que eu fosse uma das poucas almas solitárias naquele cenário.

Não sei reagir adequadamente quando me encaram, sou um tímido incurável. O que fiz? Dei um sorriso para a mulher que me encarava e ela me sorriu de volta. Ousei e fiz um sinal para que ela se aproximasse da minha mesa, a garota cochichou com as outras meninas que a acompanhavam e veio ao meu encontro.

— Pode beber comigo? — convidei.

— Está bebendo o quê?

— Cachaça.

— Cachaça, não. Posso pedir uma caipirinha?

— Claro.

— Qual seu nome?

— Dante, me chamo Dante. E o seu?

— Railda.

Demorei para entender o nome, de tão exótico causava interferência no meu aparelho auditivo. Railda tinha sotaque forte, é baiana e não negou que estava ali a trabalho.

— Olha, não gosto de brasileiro, mas vi você sozinho... Não gosto de ver ninguém sozinho.

Há quanto tempo eu não ouvia essa frase de uma puta: “não gosto de brasileiro”.

Não se tratava de uma mulher necessariamente bonita de rosto, mas é dona de um corpo de tirar o fôlego de quem vê. O sotaque e os gestos conferiam a ela uma dose atraente de sensualidade. Sem pressa, conversou por um bom tempo comigo, até que perguntou se eu iria “querer um carinho”.

— Quanto é para passarmos a noite? Vou precisar dormir.

— Até que horas? — ela me pergunta.

— Sei lá. Até acordar e tomar um café.

Railda consultou o relógio, lançou os olhos para os cálculos matemáticos e me respondeu.

— Posso fazer por 600.

Considerei o valor bem razoável. Na verdade, me surpreendi, era uma pechincha.

— Então vamos agora. Pode ser? — perguntei.

Railda assentiu e perguntou para onde iríamos.

— Aqui perto, Hotel Estadual — informei.

Ela se levantou e avisou as amigas.

— Você está de carro? — perguntou-me.

— Não. É perto, podemos ir caminhando.

E fomos, de mãos dadas, em direção ao hotel que adotei na velha Lapa. O resto da história foram os raios de sol penetrando pelas brechas da cortina, fustigando o meu rosto e me fazendo abrir os olhos inchados após a fusão de corpos que me fez gozar duas vezes. Ave, Railda.