"Posso te atestar que pegar mulher não é essa complexidade toda não." Não é pra você, Only.onlyhaters escreveu: ↑31 Ago 2025, 19:50Eu vou falar por mim. Eu passo longe de ser um cara bonito. Em termos de personalidade vai ter quem me ache legal e quem me ache um otário e ambos vão estar corretos. Posso te atestar que pegar mulher não é essa complexidade toda não. Se você faz terapia pra essa fobia social que você citou já é meio do caminho. A outra metade é conversar com as mulheres do seu convívio. Conversar normal. Sem interesse sexual. Vai pegando prática. Sobre feiúra, a percepção que as outras pessoas têm de nós nem sempre a mesma que a gente tem.Conde Da Valáquia escreveu: ↑31 Ago 2025, 08:59Quem dera fosse fácil assim, Only.onlyhaters escreveu: ↑31 Ago 2025, 00:42Tá cheio de cara feio com mulher bonita. Se o cara sai com gps regularmente já tem um mínimo de traquejo social. Aplica isso pra conhecer mulher nos locais que frequenta. É bom que não precisa de texto pronto nem forçar cantada. Uma hora consegue.Conde Da Valáquia escreveu: ↑31 Ago 2025, 00:27E pra quem não consegue, Only?onlyhaters escreveu: ↑30 Ago 2025, 02:21 Se você é desses que se considera inferior porque contratar gp a única solução é balancear com civis. Assim fica claro que si mesmo que é uma escolha não um desespero.
Seja por aparência, falta de jeito, alguma questão de fundo psicológico/psiquiátrico (eu, por exemplo)?
Dizer que "a única solução é balancear com civis" é, com todo o respeito, atestar o óbvio. Mas como fazer se isso é uma impossibilidade?
Pra quem tem fobia social, como eu, uma coisa não se traduz diretamente desse jeito pra outra.
Mal comparando, é a mesma coisa de eu contar coisas pra minha psicóloga que eu não conto pros meus amigos. O fato de a função dela ali ser a de escutar meus problemas (e eu estar pagando pra isso) torna muito menos custoso falar deles do que a de encher o saco dos meus amigos com isso.
E veja bem, não é que meus amigos não me ouviriam e me dariam conselhos de bom grado. Mas a simples ideia de os incomodar com meus problemas é suficiente para eu não querer (na verdade, não conseguir) dar esse passo.
Com civis/GPs é a mesma coisa. Por mais que eu goste de agradar, a GP eu não tenho em teoria a obrigação de, eu estou pagando, ela está ali pra isso, eu posso ser o cara mais sem papo do mundo, ainda assim vai rolar. E isso é suficiente pra eu conseguir me soltar e conversar abertamente.
Mas a ideia de chegar numa estranha, que eu não faço ideia se teria algum interesse em mim ou não (e que eu, por princípio da minha fobia social, assumo que não) é simplesmente inviável, chega a ser paralisante.
E isso tudo é hoje em dia, depois de muito tratamento e remédio. As meninas que me viram quando eu comecei aqui no Arena me falam como hoje eu estou muito mais solto, muito mais aberto. Antes eu era muito pior, nem conversar numa mesa onde a maioria era desconhecido eu conseguia.
Inclusive, passar a frequentar os eventos do Arena, me "forçar" a ter essa interação social, foi boa parte do que me fez começar a escrever aqui. Não fossem os eventos no Curta, é provável que o Conde nunca tivesse existido, talvez nem tivesse 10 TDs publicados.
Bato palmas pra você e fico feliz por isso, de verdade. Mas pra mim, não é assim.
E não é questão de saber conversar ou não. É questão de eu ver uma menina que eu acho interessante, pensar "vou me aproximar, tentar puxar conversa" e simplesmente travar e não conseguir levantar da cadeira. É começar a ter um ataque de ansiedade ao sequer imaginar a reação da pessoa à minha aproximação.
Pra ilustrar: uma das últimas resenhas no Zezé, talvez até mesmo tenha sido no dia do evento no Curta, eu fui no McD da Floriano antes. Tinha umas duas meninas sentadas na frente da minha mesa, e eu curti uma delas. Fiquei o tempo todo pensando: se uma das duas for no banheiro, ou eu me aproximo da que eu quero, ou pergunto pra amiga se ela é solteira e tal (note que a possibilidade de me aproximar pra interação tendo um terceiro indivíduo presente nem foi avaliada, porque se já é difícil lidar com a reação desconhecida de uma pessoa, imagina de duas).
Bom, eu estava quase acabando de comer, já resignado de que a oportunidade não ia surgir, quando a menina que eu tava interessado realmente se levanta e vai ao banheiro. Pensei, é agora. Levantei da mesa, passei pela mesa delas. Nada falei com a amiga. Joguei os restos no lixo e voltei pra pegar minha mochila. Não abri a boca ao lado da amiga. Peguei minha mochila e fiquei em pé, fingindo que estava procurando algo, mas na verdade tentando juntar coragem pra falar, veja bem, COM A AMIGA. Nisso, eu estava a tanto tempo parado ali, que agora, na minha cabeça, se eu tento falar algo eu já estaria parecendo um stalker ou algo do tipo, o que me faz ter mais receio de me aproximar, até que a menina volta e elas vão embora sem que eu tenha me aproximado.
Se eu tivesse perguntado pra amiga se a menina era solteira ou não, ela podia ter respondido que era, podia ter respondido que não, podia ter me esnobado, podia ter sido uma porta de entrada pra eu conhecer a menina. E eu conseguiria manter uma conversa se eu tivesse iniciado. Mas, justamente, a questão é que eu NÃO CONSIGO.



