BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
SIM
ANAL
DISSE QUE FAZ
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
TALVEZ
—Leon Tolstói
Acredite, forista sem fé: Dinossauros ainda caminham sobre a Terra.
Assim eu caminhava, em uma noite gélida, pela noturna Avenida Presidente Vargas. Cruzando com desvalidos e faces suspeitas, minhas botas não hesitavam seguir em frente, meus olhos giravam tensos tentando captar antecipadamente qualquer perigo. À noite, o Rio é uma cidade noir. Depois de banhar com seiva uma divindade na 4x4, fui tomado por um desejo de grávida, beber umas biritas no famigerado Bombeirinho.
Cada vez menos tenho vontade de sair da bucólica Tijuca, talvez pela acomodação da idade ou pela convicção de que é muito difícil encontrar mulheres realmente bonitas no atual universo mundano. Na ausência das beldades, me esforço a contragosto para me contentar com as medianas. Quisera existissem boas opções na Tijuca, pois não existe tijucano mais tijucano do que eu, assim como não existe gaúcho mais carioca do que eu.
Atualmente, minhas fronteiras raramente ultrapassam o Centro da Cidade, não me identifico com a Zona Sul (excetuando-se o Largo do Machado), mas tenho fascínio pelo subúrbio. Uma pena que no subúrbio as opções, também, estejam escassas.
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Atravesso uma praça sombria e invado os domínios da Rua da Conceição, é onde fica o Bombeirinho, no numeral 116, um trecho pequeno que faz esquina com a desolada Avenida Marechal Floriano. O 114, onde funcionava outro puteiro, fechou. Com isso, o Bombeirinho dobrou a frequência e lota quase todos os dias.
Imagine uma caverna escura ou um pub inglês caindo aos pedaços, é o Bombeirinho. O público tem aquela expressão de trabalhadores da base da pirâmide social, isso não impede que baldes de cerveja se multipliquem pelas mesas. Sim, há mesas espalhadas pelo salão do Bombeirinho. O funk ensurdecedor embala bundas e seios sacolejantes. Todos os elementos originalíssimos de um bordel pairam naquela pista, flutuando entre feromônios e ambições pecuniárias.
Veja, sou um homem de muitas leituras, de alta instrução, consequentemente padeço de um bom gosto irrevogável por mulheres, mas neste dia fui vítima de um estranho fenômeno, interessei-me profundamente por uma baranga. Compreendam, a menina, na minha concepção, tinha o rosto pouco harmônico, feio de fato, mas o corpo exibia-se colossal. Lembrei-me daquele ditado popular sobre uma certa Raimunda: feia de cara, boa de...
Custei a conseguir contato, ela estava entretida por dois homens que me causaram a impressão de que tinham acabado de sair de alguma obra na região. Os dois de bermuda, camiseta e chinelos da havaiana. No Bombeirinho, me sinto um lorde da família real inglesa. A garota entornava com vontade cada copo de cerveja que os sujeitos enchiam e reabasteciam quando secava. Tive receio de que ela subisse com um deles ou com os dois, pois eu não pretendia ficar por muito tempo ali.
O momento do bote surgiu quando a menina se afastou dos peões para ir ao balcão do bar. Abordei.
— Estou querendo subir com você, mas queria falar antes — fui objetivo.
A mulher sorriu, tinha os dentes separados, algo que em um primeiro momento me provocou espanto. Definitivamente, era feia, mas o corpo... Perguntei o seu nome.
— Magi e o seu?
Não bastassem os dentes separados, ela precisava se autobatizar como “Magi”.
— Dante, me chamo Dante.
— Vamos namorar? — Magi me intimou.
Aproveitei, fiz rapidamente a entrevista básica e pedi uma alcova.
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Do jeito que estou engordando, qualquer dia não consigo mais entrar nos quartos do Bombeirinho. São dimensões um pouco maiores do que o banheiro do Bar do Zezé. Espremendo-me, ainda consigo passar pela porta. Tem chuveiro, ou algo que quer nos lembrar um chuveiro, quando abri a o registro não recebi somente um jato gelado de água, foi receber uma nevasca sobre a cabeça. Saí congelado do box rezando para que Magi fosse quente.
Como estou enjoado de falar sobre posições sexuais e narrar a foda como se eu fosse o Kid Bengala, digo somente que Pimenta me agradou e finalizei o encontro ejaculando em sua boca, com a menina demonstrando muito tesão no ato. Gostei. Houve penetração antes disso, mas precisei me recordar do ensinamento de um velho forista: se a mulher é feia, vira a cara e enfia a vara.
Pimenta realmente tem um corpo de curvas supremas, me contou que malha e as formas sinuosas e firmes indicam que ela fala a verdade. A conta já estava paga, combinei de retornar e ganhei as vias penumbrosas. Exausto, sinalizei para um táxi. O rádio estava ligado e reconheci o som que tocava...
Sympathy For The Devil
Ao passar pela Central, o Big Ben dos trópicos marcava quase meia-noite. Eu não tinha sono nem vontade de dormir. Velhos libertinos não dormem à noite, acordam à noite. Os pneus avançavam chiando segredos com o asfalto como se cochichassem entre si sobre todos os meus pecados. Cai o pano.